Sensor implantável monitora o sangue e os sinais vitais

O uso do biosensor pode reduzir idas a hospitais e melhorar a qualidade do acompanhamento clínico de doenças como diabetes.

A empresa americana Profusa desenvolveu uma alternativa prática para aqueles que precisam fazer exames de sangue frequentemente. Trata-se de um biossensor implantável na pele, que pode monitorar a química do sangue sem a necessidade de picadas ou quaisquer outras medidas. O dispositivo, chamado Lumee, têm o potencial de melhorar a qualidade do monitoramento, bem como reduzir o inconveniente para pessoas com doenças como diabetes e doença arterial periférica de realizar exames frequentes.

O sensor tem de 3 a 5 milímetros de comprimento e é feito de uma fibra de hidrogel “inteligente”, que forma uma estrutura porosa de suporte que incentiva o crescimento do tecido ao redor do sensor. Dentro do aparelho, uma molécula emite luz fluorescente que monitora continuamente a presença de elementos químicos no corpo, tais como oxigênio e glicose, além de outros indicadores de sinais vitais, como frequência cardíaca e respiratória. Os dados são transmitidos para o smartphone do usuário e podem ser compartilhados com profissionais de saúde. A capacidade de uso do implante na pele é de até 2 anos.

Lumee está sendo comercializado como a única tecnologia de monitoramento a longo prazo que orienta os níveis de oxigênio dos tecidos durante o processo de tratamento e cura para a doença arterial periférica. Pendente de aprovação de orgãos reguladores, o sistema está programado para uso restrito na Europa ainda em 2016.

Fonte: Profusa