Designer alemão projetou apartamentos futuristas em torno de turbinas eólicas

Por Redação

Goetz Schrader imaginou um mundo em que faríamos melhor uso dos aerogeradores

A energia eólica nada mais é do que a transformação da energia do vento em energia útil. Uma das formas mais usadas para produzir esse tipo de energia é a instalação de turbinas eólicas (aerogeradores) na terra ou no mar.

Em formato de cata-vento, as turbinas são colocadas em locais abertos em que há uma significativa quantidade de vento. O movimento dessas construções gera, então, energia elétrica.

A energia eólica é considerada uma importante fonte de energia por se tratar de uma fonte limpa: ela não gera poluição e, se comparada a outras fontes de energia, afeta menos o meio ambiente.Além de ser uma alternativa aos combustíveis fósseis, ela é renovável e está permanentemente disponível.

Mas, apesar de todos os pontos positivos, somado ao crescimento explosivo que vem experimentando nesse século, a energia eólica segue sendo pouco utilizada e, acima de tudo, está em sua infância comercial.

Pensando em todas essas questões, o designer alemão Goetz Schrader imaginou um mundo em que faríamos um melhor uso das turbinas eólicas. Schrader idealizou um futuro em que não apenas desfrutaríamos da energia elétrica produzida pelos aerogeradores, mas que utilizaríamos sua estrutura para transformá-las em torres residenciais.

Ao perceber que as turbinas eólicas estavam se espalhando na Alemanha, tanto em terra quanto no mar, Schrader passou a ficar mais atento. Mas uma pergunta recorrentemente vinha à sua cabeça quando avistada os aerogeradores: por que essas turbinas só fazem uma única coisa?

Residências em torno de turbinas eólicas

O resultado de sua inquietação foi o projeto Wind Pecker, que consiste em uma série de residências contemporâneas construídas em torno de uma turbina de vento maciça. São, em suma, turbinas multitask. Como explica Schrader:

Querendo transformar as grandes fontes de energia em algo mais do que apenas máquinas funcionais, elas são transformadas em casas habitáveis. — Goetz Schrader
O projeto prevê a possibilidade de viver em torno de turbinas eólicas

Os residentes poderiam optar em viver em turbinas instaladas na terra ou no mar. Em ambas as opções, os moradores poderiam acessar seus apartamentos através de um tubo oco vertical, que os levaria até o eixo da turbina:

Os apartamentos (módulos) seriam espaçosos e aconchegantes

Os edifícios são formados a partir de cápsulas altamente isoladas, que são construídas em torno dos troncos gigantescos das turbinas eólicas. A vida em uma dessas torres não exigiria uma conexão com fio para o mundo exterior, já que todas as necessidades energéticas dos moradores viriam do “telhado”.

Um exemplo de turbinas multitask instaladas na terra

Prós e contras

Como todo projeto que busca estabelecer novos conceitos de moradia, o projeto recebeu críticas de arquitetos e engenheiros. Umas das críticas é que poderia ser inquietante viver sob uma enorme turbina. O som e vibrações sozinho seriam constantes, especialmente com ventos fortes.

Já aqueles mais pessimistas entendem que as turbinas deveriam a todo momento estar sob manutenção. Isso porque uma turbina mal instalada poderia despencar, causar estrago nos condomínios e causar risco à vida dos moradores.

Como toda tecnologia, o projeto tem pontos positivos e negativos

Segundo o fotógrafo Seamus Payne, ao invés da vida residencial, o Wind Pecker poderia ser melhor utilizado para a agricultura vertical. Em áreas de alto vento e abundância de sol, o poder e combinação de luz poderia ser usado para executar jardins hidropônicos verticais.

Mas, para Payne, é inegável que o projeto contribuiria com a tecnologia verde, divulgando mais a necessidade de utilizarmos a energia eólica, e ofereceria aos moradores uma vista panorâmica de “explodir a mente”.

Agora é aguardar para ver se o projeto do designer e futurista alemão Goetz Schrader será construído na Alemanha. Mas, enquanto esse dia não chega, fica a reflexão: você moraria em torno de uma turbina eólica?

Fonte: Futuro Exponencial