O valor das conexões na era digital

Futuro Exponencial
Aug 9, 2017 · 4 min read

Por Jaqueline Weigel

Tudo começa e termina com pessoas (Crédito: Shutterstock)

DNA dos colaboradores, perfil neurológico, Big Data, recrutamento digital, double robotics, dashboard de desenvolvimento pessoal, alinhamento de propósito, carreira autoguiada. A forma de recrutar, contratar e reter mudou radicalmente.

Em empresas modernas o currículo passou a ser menos importante que o potencial, e, com a democratização do mundo, não é mais condição essencial ter graduação em escolas de prestígio, intermináveis cursos de especialização ou experiência in the box para conquistar um espaço nos projetos ousados das novas empresas.

O MBA perdeu a importância. Os trabalhadores no novo mundo tem pensamento disruptivo, trabalham por propósito e veem independência financeira como recompensa.

Conexões na era digital

Abundância é a filosofia e tudo é gentilmente compartilhado. Os projetos são co-criados e o impacto atinge milhões de pessoas. Concorrentes trabalham juntos, pares colaboram entre si, a competição dá lugar à colaboração e à orientação para servir.

Abundância é a filosofia e tudo é gentilmente compartilhado (Crédito: Shutterstock)

As habilidades profissionais para 2025 são exclusivamente comportamentais. Um novo aspecto também se destaca como um novo valor profissional no mundo digital: a capacidade de transformar algo mesmo diante de grandes adversidades.

Pessoas persistentes, resilientes, com alto quociente emocional e alto quociente de adversidade, abertas a adaptar-se rapidamente e aprender com todos os eventos a seu redor.

Taxa de aprendizagem passará a ser um valor para o mercado

Estudos demostram que 72% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho e que a maioria delas, quando questionada, declara que gostaria de fazer outra coisa e de ser mais feliz no trabalho.

O modelo tradicional está longe de conseguir este feito. Felicidade é uma busca vaga que, quando apurada, revela o que pessoas diferentes buscam em comum:

  • Participar ativamente de projetos que causem impacto relevante no mundo
  • Explorar diferentes possibilidades
  • Usufruir liberdade com responsabilidade
  • Criar valor
  • Aprender de forma desafiadora
  • Ter no trabalho uma forma de expressão e prazer.

Além disso, todas dizem que gostariam de explorar o mundo, conquistar equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e se tornar cidadão global.

Nos últimos anos, algumas áreas ficaram distantes das reais necessidades do negócio e tornaram-se o que chamamos de “glóbulos brancos” da mudança e da inovação. TI, áreas jurídicas, RHs estão entre elas.

As pessoas buscam ter no trabalho uma forma de expressão e prazer (Crédito: Shutterstock)

As áreas ligadas a desenvolvimento humano precisarão se transformar em fortes arquitetos do ecossistema exponencial e catalisadores do engajamento das pessoas em meio aos projetos.

Propósito passou a ser indispensável e a remuneração é vista como recompensa, não mais como objetivo. Os modelos tradicionais não atendem estes anseios porque o foco está em metas, comando e controle.

No mundo líquido, o trabalho nunca se repete, a cultura é a grande chave e o CEO seu maior tutor. As pessoas são responsáveis pelo seu trabalho e pelo seu desenvolvimento. As entregas podem ser surpreendentemente criativas.

O trabalho é único não por departamentos. Os contratantes tem como premissa contratar os melhores da área, oferecer desafios com significado ambicioso, aprendizado e crescimento acelerado. Há um convite atraente e um real poder de transformação compartilhado.

Desafios da era digital

Alguns desafios continuam: criar times consistentes e reter talentos. Lidar com mais gente gera mais ciclos e mais necessidade de relacionamento e feedback. Gerentes de comunidade, consultores de produtividade e líderes dedicados em 100% do tempo a conversas com liderados já são figuras comuns no mundo futurista.

A dinâmica do mercado é rápida, a competição por talentos enorme e há muitas janelas abertas, o que exige rapidez no processo de contratação e ousadia na retenção. ExOs não contratam para o momento, contratam para o crescimento. Escolhem recursos que criam e pessoas que alavancam negócios.

Lendo sobre tudo isto parece que estamos falando da empresa dos sonhos. Na verdade, é uma versão atualizada de nós mesmos, aplicada a organização com base no respeito à natureza humana e seus anseios.

Tudo começa e termina com pessoas (Crédito: Shutterstock)

No modelo tradicional, segundo Salim Ismail, não importa quantos talentos a empresa tenha, a maioria deles está se tornando obsoleto e pouco competitivo rapidamente sob seus olhos.

Pensar grande em negócios e em pessoas, este é o desafio. Nenhuma obra será memorável se o investimento em pessoas for mínimo. Future-se e transforme seu jeito de pensar e investir.

Tudo continua começando e terminando com pessoas.

Fonte: Futuro Exponencial

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