Motores de busca perderão relevância num futuro não tão distante!
Precisamos de respostas diretas e não apenas de listas com links. Os resultados de buscas na web, ainda hoje, são apresentados em um estilo semelhante ao do velho AltaVista, criado por pesquisadores da Digital [DEC], nos idos de 1995 . Melhorados, filtrados, reordenados, algumas firulas aqui, outras ali, mas essencialmente nada mudou. Até agora!
Nosso tempo, escasso e precioso, ainda é desperdiçado com o acesso a links inúteis e conteúdo de qualidade duvidosa, muitas vezes repetitivo, que retornam dessas pesquisas.
A sensação de desperdício é parecida com a que ocorre em certas conversas nas redes sociais nas quais o interlocutor inicia uma argumentação, completa com um link para uma página com um texto enorme e espera um reply com a sua opinião acerca do material.
O Google ainda é assim: ele não compreende exatamente o que você quer ou precisa e te responde com uma sequência de links. Daí, você ignora tudo o que vem a partir da 3ª página dos resultados e torce para que tudo dê certo com o que veio nas duas primeiras. Fãs do Google que me desculpem, mas o Search precisa mesmo evoluir.
A boa notícia, é que a solução está a caminho e se chama Google Now - um sistema preditivo que utiliza dados contextuais e antecipa sua necessidade de informação. Um assistente personalizado que te entrega um pacote de informações visuais do que pode ser relevante em cada dado momento, a partir do que ele encontra em sua conta Google e do seu comportamento nos mecanismos de pesquisa.
É esperado, por exemplo, que ele recomende um restaurante próximo de onde você se encontra, lembre do vinho pedido na última vez, da dica de prato do seu melhor amigo ou quem sabe da sugestão de um chef famoso. Tudo isso transcorrendo em meio a uma conversação em linguagem natural com o sistema.
É assim que o Google Now será quando crescer, uma ferramenta contextual, preditiva com uma excelente interface de usuário. Seu principal competidor, a Siri da Apple, ele já deixou para trás. O assistente do Google responde mais naturalmente e afasta a impressão de estarmos conversando com um homem de lata.
O app, que foi criado para o Android no ano passado quando o Google soltou o Jelly Bean, ganhou, no final de abril último, a sua versão para iPhone e iPad.
O modo como ele é disponibilizado para aqueles usuários [como uma feature aderente à app Google Search] é, no entanto, menos do que o ideal, para dizer o mínimo e deixa uma dúvida sobre a capacidade do produto de transmitir informações aos usuários como a mesma agilidade que se observa quando ele roda em ambiente nativo.
No Android, ele opera totalmente integrado com o Search [e com outros componentes do sistema] aprendendo a cada questão colocada pelo usuário, e, operando continuamente em background, está sempre pronto para intervir, oferecendo informações relevantes baseadas no contexto do momento.
Num artigo recente da Wired, encontrei a seguinte afirmação em relação ao gigante de Mountain View, que dizia: “Google é uma empresa de inteligência artificial (AI), não é estranho que Ray Kurzwail tenha ido trabalhar lá”, completava.
Kurzwail é um cientista reconhecido pela sua expertise nessa área e pela sua teoria daSingularidade Tecnológica. “Minha missão no Google é desenvolver com nosso time e em colaboração com outros pesquisadores do Google o entendimento da linguagem natural . O Search se posiciona para além do encontro de palavras-chave, e ainda não lê todas aquelas bilhões de páginas da web e páginas de livros em busca de conteúdo semântico. Se você escreve um post em um blog você tem algo a dizer, não está apenas criando palavras e sinônimos. Nós gostariam que os computadores realmente capturassem o significado da semântica daquele conteúdo, completou.
Além disso, a enorme quantidade de dados capturados - provenientes de sensores conectados em rede e instalados em todos os lugares [Internet of Everything (IOE)] - irá tornar a assertividade preditiva de assistentes como o Google Now cada vez maior e o seu uso cada vez mais interessante.
O cenário, portanto, é de uma festa que mal começou, e o anfitrião, mais uma vez, é o Google!
Project Glass: olhos para o Google Now
Desde o seu lançamento em julho de 2012, já se percebia o enorme potencial que o novo assistente pessoal do Google trazia para o mercado, e o quanto de informação acerca das rotinas diárias e dos interesses dos usuários, a empresa de Mountain View seria capaz de processar. 7 meses se passaram e o Google Now vai se consolidando como o [ou um dos] mais importante(s) apps para equipamentos móveis. Um comercial veiculado essa semana no intervalo do Grammy, reafirma o que já suspeitávamos. (fev/13)
Google Now: 40+ perguntas para impressionar seus amigos
Paira no ar um senso comum de que o Google Now está um passo à frente do serviço de assistência por voz [Siri] da Apple. “Anos luz à frente” dizem alguns. Diversos aspectos envolvidos na experiência de utilização desses sistemas têm sido comparados nas últimas semanas. Vão desde o índice de entendimento correto de perguntas [considerando ambientes silenciosos ou com ruídos de fundo], passando por tempos de resposta, qualidade [acuracidade, interpretabilidade] do conteúdo apresentado, formas de interação homem-máquina e outras comparações no campo da usabilidade. (jul/12)
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