A experiência do Presence

A cada quatro anos, a IFES organiza uma Conferência de Evangelização Estudantil Europeia, cujo objetivo é reunir o movimento, encorajar os estudantes e consciencializá-los para a importância da Grande Comissão na Universidade, e ver estudantes que conheçam Deus tão bem que transbordem e influenciam a universidade, a igreja, e a sociedade. Na conferência deste ano, a Presence, estiveram presentes cerca de duas mil pessoas pertencentes a ramos da IFES de todo o mundo.

O horário é tão cheio quanto as filas para as refeições são longas: pequeno-almoço, sessão da manhã (que inclui louvor e um estudo), response groups, almoço, tempo livre, seminários e mini-cursos, jantar, sessão da noite (novamente, louvor e estudo).

O orador das sessões da manhã foi o Michael Ramsden (diretor internacional da RZIM, cuja missão é apresentar e discutir o evangelho contra o pano de uma cultura que por vezes choca com o Cristianismo), que se debruçou sobre o livro de Jonas. O estudante Bernardo Cid descreve a altura em que Ramsden se concentrou no momento em que o barco em que Jonas viajava foi apanhado numa tempestade:

“Cada marinheiro clamava ao seu deus enquanto Jonas dormia, [e ele] focou a nossa atenção num ponto: ‘crença errada, ação certa; crença certa, ação errada’. Isto nunca mais saiu da minha cabeça. Quantas vezes não acontece o mesmo comigo, em que as pessoas que me rodeiam fazem o que eu devia estar a fazer, sem qualquer tipo de temor ao Deus verdadeiro, enquanto eu, temente ao Deus verdadeiro, fecho os olhos a tudo o que me rodeia”.

Durante a tarde, os seminários e cursos permitiram aos estudantes explorar uma variedade de temas. Por exemplo, a estudante Inês Botelho participou num curso sobre comida e hospitalidade, baseado na ideia de que é à volta da comida que se forma comunidade. A Inês ouviu “testemunhos incríveis e ideias bastante práticas de como fazer chegar o evangelho aos que nos rodeiam através da comida — e bebida!”, além de descobrir “uma espécie de gastro-teologia” que Jesus aplicou no seu ministério.

Depois das sessões da noite, enquanto os estudantes tinham tempo livre, outros estavam envolvidos no serviço — como a Gabi Nobre (a trabalhar em Chipre através do programa Interaction), que coordenou um café internacional com outros assessores europeus.

Uma das coisas mais interessantes da conferência foram os response groups, grupos em que os estudantes se reuniam para digerir a informação recebida na sessão da manhã. Essa “digestão” podia ser feita de cerca de dez formas diferentes, podendo os estudantes escolher artes, oração, meditação, conversa, até o silêncio, para processar o que aprendiam de forma adequada à sua personalidade, experiência ou área de estudo.

Nas sessões da noite, oradores diferentes debruçaram-se sobre as boas novas para os nossos amigos, para a universidade, para a cultura e para o mundo.

A experiência cultural de estar num país estrangeiro, com pessoas de dezenas de países, tem as suas peculiaridades. Sobretudo para um país como Portugal, que tem a fama de ser dos mais notívagos da Europa, o jantar às 18h faz confusão. Isso e a comida — segundo a Inês, regra geral, “qualquer coisa afogada em molho e muito pão”. As acomodações improvisadas para centenas de pessoas são uma experiência em si (como disse o Bernardo, dorme-se “em 6mm de esponja, portanto, no chão”).

Mas há outras razões para estar presente numa conferência destas—como a experiência de “adorar com quase duas mil pessoas, e perceber que não somos assim tão poucos”. Para a Gabi, a conferência é uma fonte de recursos: “há imensas ideias criativas que podemos reproduzir na universidade quando regressarmos”. Mas mais do que isso, é uma amostra do que está para vir: “povos de todas as línguas e nações na presença de Jesus”.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.