It’s women’s time!

É o tempo das mulheres brilharem na TV!

Jessica Jones, Kara Danvers, Canário Negro, Hárpia e Daisy Johnson são alguns nomes de heroínas que ganharam seu devido espaço na TV americana. Após anos de domínio por heróis masculinos nas séries, os americanos perceberam que modelos como elas eram importantes. E melhor: Não possuem o dramas românticos como principal linha de pensamento.

Não apenas heroínas, elas querem ser humanas. Querem ter suas vidas pessoais, ganhar seu dinheiro e criar vínculos. Elas buscam ter seus problemas, antes de lidar com vilões. Relacionamentos familiares, amigos, perdas, busca por identidade são alguns dos temas mais recorrentes nas heroínas e nas vilãs (Caitlin Snow poderá ser em algum momento a Killer Frost e Selina Kyle já é chamada de “Cat” pelos cidadãos de Gotham).

Enquanto Laurel Lance quer seguir os passos da irmã e se torna uma modelo de vida para Thea Queen. Felicity Smoak era para aparecer em um episódio, mas ficou popular e se tornou regular. Teve história de origem desenvolvida e tramas que envolviam bem mais que o sua vida amorosa.

Barbara Kean saiu da sombra de Jim Gordon e está provando ser uma bela vilã. Assim como Selina consegue se destacar longe de Bruce Wayne, e a principal antagonista da primeira temporada da série da Fox foi Fish Mooney, uma mulher forte e quase sem escrúpulos para alcançar o seus objetivos.

Kara Danvers se mostra cada vez mais importante para servir de exemplo. Era destinada a proteger o primo, porém perde-se e só veio à Terra quando o alter-ego do caçula da família já estava ajudando a todos. Com 24 anos, mostra seu potencial pela primeira vez e descobre como ser uma super-heroína sem a sombra de Clark Kent.

Jessica Jones nunca quis ser uma heroína. Sempre escondeu seus poderes e só os usava quando necessário. Mostrou-se forte, além de sua força física, e apenas queria proteger aqueles que eram importantes o suficiente para ela se importar. Não quer ligações emocionais e muito menos um relacionamento.

Daisy Johnson — antes, Skye- e Hárpia são apenas duas que saíram das HQs para mostrar sua força para os telespectadores. Melinda May sabe como se defender de diversas maneiras e ganhou o apelido de “Cavaleria” por suas habilidades. Hárpia tornou-se parte da equipe e, apesar de explorarem sua vida romântica com Hunter, mostra que não é nenhum mulher indefesa e que precisa de ajuda. Jemma Simmoms é a melhor cientista da S.H.I.E.L.D. e Daisy, agora com seus poderes, mostra que consegue ser extremamente poderosa e lidera a operação para achar Inumanos.

Peggy Carter, em apenas oito episódios, mostrou os anos que passaram após a II Guerra Mundial e nos fez perceber o quão incrível ela era. Liderou homens na era Pré-S.H.I.E.L.D. e deu uma lição em diversos momentos.

Não apenas de heroínas e vilãs de HQs que estão vivendo essa era da televisão americana. Séries como produzidas pela Shonda Rhimes e Ryan Murphy, dão um show ao demonstrar como lidar com personagens femininas sem cair em esteriótipos e serem as pessoas indefesas. Rhimes possuem quatro séries (The Catch estreia após o fim da temporada de How To Get Away With Murder) e todas com protagonistas femininas — duas com atrizes negras brilhantes -.

Murphy, com Scream Queens e American Horror Story, dá ao telespectador diversas mulheres e suas diferentes personalidades, porém nunca são as indefesas que precisam do homem para salvá-las. Homens são meros coadjuvantes.

A TV está aprendendo a dar espaço para grandes atrizes brilharem e não deixar mulheres, apenas, para ter algum interesse amoroso. Aprenderam que, longe de qualquer relacionamento, mulheres possuem vida profissional, famílias traumáticas e problemas diários.

Em algum momento, poderemos ver mais que personagens ótimas contadas nos dedos. Perderemos a conta e iremos celebrar que existe igualdade nos tratamento de personagens de qualquer sexo, orientação sexual, cor da pele e religião.

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