Uber, Waze, Táxis, você e a economia colaborativa de verdade.

Se você fosse dono de táxis, se consideraria um empresário justo?


Essa semana estive lendo alguns textos, principalmente aqui no Medium, sobre um dos assuntos mais falados no momento e vou chamar de Debate acerca da Economia Colaborativa, que ganhou mais um capítulo no Brasil com a chegada do Uber.

Mas antes devo lembrar que assim como o Waze veio para nos ajudar, muito antes os Táxis também, até mesmo a Economia surgiu com o propósito de organizar melhor nossas vidas, pois, se trata de uma ciência que consiste na análise da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Já em se tratando de economia compartilhada, ou colaborativa como alguns preferem chamar, o que para mim tem um pouco de diferença, podemos de dizer que se trata de troca, empréstimo ou aluguel, o verbo comprar aqui perde seu total uso.

Pois bem, acredito que tempos atrás foi iniciado um debato muito saudável sobre tudo isso e, hoje, vivemos um momento mais adequado para explorarmos ainda mais esse debate. Isso porque vejo na opinião de uma grande maioria a percepção de que dinheiro não é tudo, compartilhar é digno e gracioso. O mercado explorador não sobrevive quando quem o alimenta passa a ser mais consciente do todo.

Seja qual for o mercado, pode ser o de transporte, com certeza existe os dois lados em disputa. Um lado busca o crescimento acelerado, explorar para ganhar cada vez mais. O outro busca igualdade, o bem de todos, benfícios compartilhados de igual.

O Uber, o Waze e o Táxi, todos eles e muitos outros meios possuem seu lado romântico mas também seu lado mercadológico. Antes de opinarmos, debatermos, criticarmos, elogiarmos ou simplesmente instalar ou usar, devemos tentar conhecer bem a raiz daquilo ter sido criado, seu intuíto e se possível quem está por trás. Não sejamos inocentes demais em pensar que estamos sendo ajudados o tempo inteiro.

Já usei o Waze, várias vezes, já andei de Táxi, também inúmeras vezes, já analisei o Uber, Tripda, Lyft e a conclusão que tiro até agora sobre todos eles é que a briga é boa e grande para conquistar mercados, não somente para colaborar/compartilhar ideias e soluções. Se eu fosse empresário, dono de frota de táxis e pagasse vários "funcionários", mas negligenciasse contribuições fiscais vigentes no país e aparecesse em um curto espaço de tempo empresas "roubando" quase todos os meus clientes, eu realmente estaria muito preocupado.

Precisamos continuar pesquisando, refletindo e debatendo sobre isso para no futuro próximo pensarmos ainda melhor no uso de serviços, ferramentas, aplicativos ou pessoas (não estou falando de exploração, por favor não entenda dessa forma). E vale uma ressalva: nem a Google, nem a Uber, nem muitas outras empresas são quem são simplesmente praticando boas políticas. Pelo menos eu não acredito nisso.

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