Letras do rock brasileiro que brincam comigo…

Giovana Silvestri
Sep 1, 2018 · 5 min read

Giovana Silvestri (crônica).

(Antes do começo: esse é o texto mais íntimo que publicarei aqui).

Quem me conhece sabe que gosto muito de música com causas sociais, existenciais ou sentimentais. Letras muito fúteis ou produções pouco exploradas não me agradam os ouvidos.

Sempre ouvi muito rap, desde o nacional (que tem de letras de batalha até declarações para as minas mais variadas) até o rap internacional (que consegue se aproximar do pop e até do rock).

Charlie Brown Jr. nunca foi um gênero muito claro para mim. Configura-se em um rock, ao mesmo tempo com uma letra tão intensa que explora as relações, os sonhos (ou objetivos, varia da sua visão sobre, leitor), as relações com o divino e até questões sociais, se aproxima (no meu raciocínio) das letras do rap brasileiro, e isso (pode apostar, caro leitor) é um baita de um elogio.

Não sei o porquê, mas ultimamente estou escutando muito o Chorão e suas frases clássicas- para mim pelo menos. Sou apaixonada (e posso dizer até perdidamente) pelas letras de: Dona do meu pensamento (Me faz tocar o céu ver você sorrir); Tudo que ela gosta de escutar (Tudo que ela quer o pai dela dá, desde casa em Ubatuba a apê no Guarujá) e por fim: Meu Novo Mundo (fiz essa canção pra dizer algumas coisas: cuidado com o destino ele brinca com as pessoas).

Pois bem, a última frase me pegou de jeito esses dias. Digo isso porque o destino, literalmente, brincou comigo e com algumas pessoas.

Somos humanos, já perdi a conta de quanto erros cometi e como isso afetou (e muito) as pessoas a minha volta. Minha culpabilidade consciente não isenta a(s) pessoa(s) do sofrimento que viveu. E essa é a parte mais complicada dos nossos erros: voltar no tempo não é possível.

Queremos viver num filme como De Repente 30, no qual a personagem principal, Jenna, erra com muitas pessoas próximas, trata mal conhecidos e traiu muita gente, mas, pode resolver tudo dentro de sua narrativa fictícia e posição de personagem, voltando no tempo. Nós não.

Cena do filma De repente 30, Jenna reconhece seus erros e solidão. Fonte: Reprodução.

Voltando ao meu lado pessoal do texto… Eu errei, e muito provável que vou continuar errando, e como tudo na vida funciona, ao nos relacionarmos com seres imperfeitos: erram conosco também. E assim tudo segue no seu mais perfeito fluxo de ação e reação (ou karma, como preferir).

Mas, minha situação superou a lei da ação e reação. Foi algo que o Djavú também funcionou. Quase em uma epifania, eu cheguei a conclusão que as pessoas a minha volta, em sua maioria, são as mais incrível e de bom coração que eu poderia ter. Isso só me deixa muito feliz.

Eu recebi ajuda da pessoa que eu mais feri há 4 anos atrás. Sim. Eu também não entendo como ou porquê. O mais peculiar é que essa pessoa me ajudou (e ainda continua me ajudando) a respeito de uma situação que ela sofreu no passado por minha causa. Sim, o destino brinca com as pessoas.

Todas essas frases se encaixam nessa minha historia de karma. E todas elas estão na música Vícios e Virtudes do Charlie Brown Jr.

Eu não sei o que dizer. Agradeço (imensamente) a ajuda que essa pessoa me deu, aos conselhos, as frases (meio que eu pedi elas) que acalmaram meu coração em um momento de dor em que o coração daquela pessoa já esteve. O mais engraçado é que só essa pessoa poderia me ajudar, e me ajudou, por ter passado pela situação IDÊNTICA na qual eu estava me encontrando.

Eu não digo que essa pessoa, que aparenta ser um anjo, nunca errou comigo (ou com outro alguém), como disse, somos esse acumulado de imperfeições, anseios e medos que nos levam ao erro, e se não levassem… ficam os questionamentos:

Afinal por que estamos aqui?

Para não errar?

Errar e aprender?

Eu não sei a resposta nem para a minha presença na aula de manhã, portanto, não saberei responder nenhuma dessas perguntas. Sinto muito, caro leitor. (mas aposto que estamos aqui para errar e aprender, isso configura evolução também…)

Enfim, eu e o “anjo” deste texto (no qual sou inteiramente grata) já tivemos muitos problemas e uma relação intensa de um ano e meio (que me orgulho de dizer o tempo pois é o maior período de relacionamento em que eu já estive e acho (muito!!) difícil eu superar esse record).

Uma relação que se afastou, se aproximou, se alfinetou, se configurou e desconfigurou de tantas maneiras diferentes, que citá-las aqui seria apenas para me expor mais do que já estou fazendo, querido e ilustre leitor.

Por isso, digo: errei com ele, ele errou comigo, errei com terceiros, terceiros erraram comigo, ele me ajudou a enfrentas os embalos da minha vida, cedeu muitas coisas por mim, correu atrás de outras mil, e sempre esteve ali (e eu sempre estive indo atrás dele, por alguma razão: ele acalma minhas dores, ansiedades e medos).

Ele esteve (e está) sempre ali. Há quatro anos conheci essa pessoa, que me socorre sendo com caronas em dias inusitados no meio da semana quando perco meu ônibus, sendo com dores que sinto agora e ele já teve que aprender (SOZINHO) a lidar, e não me deixou sozinha com esses pesares.

É, querido leitor, o destino brinca com as pessoas…

Peço perdão pela má qualidade mas é uma lembrança de quatro anos atrás (e eu ainda fiquei sem o meu Mario no fim dessa relação).

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