“Gondomar não está a saque”

“É preciso uma lata dos diabos para arrumar a trouxa, servir-se da mala do caixeiro-viajante, que estava arrumada cheia de pó e aranhas sossegadas, num qualquer armário ao fundo da dispensa, e regressar a Gondomar para montar a banca, com a banha da cobra em cima do tabuado, à vista de todos e a anunciar-se com a gritaria estridente de quem se afoga, prestes a verter o último suspiro.”

“E essa gritaria estridente que fez escola e foi a moda nos palanques dos jornais e das televisões está hoje moribunda, não passando de uma ofensa a nós, cidadãos de Gondomar de pleno direito! Sinto-me ofendido. Gondomar não está a saque”.