O racismo te faz gorda?
Pesquisadores encontraram uma relação forte entre racismo e aumento da gordura corporal em mulheres que foram vítimas frequentes de racismo.

A Universidade de Boston está pesquisando desde 1995 cerca de 59 mil mulheres negras estadunidenses, como uma forma de aumentar a base de conhecimento da comunidade científica e médica a cerca da propensão da população negra para certos problemas de saúde como: hipertensão, lúpus, diabetes e AVC.
Nesse mesmo estudo, cientistas encontraram relação no aumento do peso das mulheres negras que foram expostas com mais frequência a ataques racistas, levando em consideração o tempo de exposição, a origem do ataque e a cultura local inserida do indivíduo, pois é sabido que o preconceito — seja ele qual for — muda conforme as crenças culturais do meio geográfico.
Os pesquisadores alertaram para essa relação entre o aumento de peso e racismo, depois do ultimo levantamento a respeito da porcentagem populacional estadunidense com sobrepeso, onde foram relatados que metade das mulheres negras nos EUA está com sobrepeso prejudicial a seu corpo — à época do estudo, isso foi em 1996 o tal levantamento referido.
Entenda mais a respeito de peso prejudicial em A famosa preocupação com a saúde e em Análise e questionamento da “luta contra a obesidade”
A relação entre o racismo e o aumento de peso é explicado de forma psiquiátrica, onde os cientistas contam que a experiência individual — um único episódio de racismo ou episódios isolados ou experimentados de forma esporádica — é um stress extremo ao indivíduo e o corpo responde com ansiedade, depressão e compulsão alimentar, isso como fatores psicológicos.
Para os fatores clínicos, os pesquisadores informam que experiências crônicas — vividas a longo prazo, repetidamente e com frequência — desregulam funções neuro-endocrinológicas importantes (interação entre o sistema nervoso e sistema endócrino), sendo que tal fator tem influencia na acumulação excessiva de gordura no corpo.
Entre 1997 e 2009 os cientistas coletaram dados diários a respeito da rotina das participantes, onde elas informavam inclusive atos racistas no trabalho, na rua, em seu bairro e por onde conviviam, sendo que das mulheres que reportavam ataques racistas sofridos diariamente, 69% delas tiveram um aumento de peso consideravelmente prejudicial — problemas de coluna, dificuldades de locomoção e exclusão de atividades importantes da rotina.
Nós do Gordativismo sempre enfatizamos que não há problema nenhum em você ser gorda, mas também não ignoramos o risco que algumas pessoas enfrentam com o aumento de peso repentino e severo.
Explicando melhor: Cada corpo interage com a variação de peso de forma diferente, isso quer dizer que eu posso me sentir muito bem e não ter prejuízo nenhum nas minhas tarefas diárias ou clinicamente falando, ao estar com 150kg, porém há outra mulher que com os mesmos 150kg já não consegue realizar sua rotina de trabalho ou até mesmo uma caminhada curta até o ponto de ônibus. É nesse ponto que o Gordativismo age, informando a você o que pode ou não ser prejudicial e acima de tudo — que independente do tamanho que você tenha, você merece amor, respeito, dignidade, sendo esse tamanho prejudicial ou não ao seu corpo, porque somente você tem o poder de decidir o que quer para sua vida e de novo, nunca iremos deixar de dizer o quão maravilhosa você é, inteligente, bonita e o quão errado está o mundo ao tentar te colocar numa caixinha de padrões ❤ ❤
Esse estudo ainda é realizado e procura por voluntárias para participar dos experimentos, desde pesquisas presencias, nos EUA, ou até mesmo para pesquisas realizadas a distância, pela internet. Quem tiver interesse em participar, pode contactar o grupo Black Women’s Health Study pelo Facebook ou ainda por seu site oficial.