Igualmente perdidos
“A alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’.” (Lucas 18:9–12 — NVI)
As parábolas de Jesus eram incomparáveis. Mesmo hoje, depois de mais de dois mil anos que foram contadas, podemos sentir sua força e sua “mordida”. É impossível ler qualquer uma delas, compreender seu contexto inicial e permanecer estático. Ou você será confrontado e ficará profundamente incomodado, ou vai ficar com muita raiva. Creio que estas também eram as reações mais comuns dos primeiros ouvintes de Jesus.
Acima temos a primeira parte de uma dessas parábolas que, com certeza, deixou muitos dos ouvintes de Jesus estarrecidos. Ele a contou aos “que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros”. Um de seus personagens é o fariseu. Nós normalmente imaginamos os fariseus como aqueles religiosos intransigentes, carrancudos e que perseguiam Jesus, mas não era bem assim. Os fariseus eram os líderes mais devotos e respeitados da sociedade na época. Era como se Jesus falasse hoje sobre os líderes mais sérios e respeitados das igrejas da atualidade.
O que impressiona é que o fariseu ao final da história volta para casa sem ser justificado diante de Deus. Por quê? Por causa do seu orgulho e arrogância. Ele se considerava moral e espiritualmente superior. Imaginava que por não cometer pecados graves e se dedicar em obedecer à lei de Deus conseguiria salvação. Ou seja, ele era seu salvador. — Se pensamos que podemos ser aceitos por Deus sendo bons e seguindo uma lista de regras, caímos no mesmo erro do fariseu da parábola. Mas quando compreendemos que o evangelho é pela graça de Deus, nunca nos sentiremos superiores a ninguém, pois saberemos que todos estamos igualmente perdidos e precisamos desesperadamente de um salvador.

