Manda Nudes

Com a experiência fui desenvolvendo algumas técnicas para a plena execução de uma punheta (ao menos) decente.
Aquela bronha de enganar o cérebro e os sentidos não é todo dia, sabe?
Mas, estou chegando lá.
Ah, se estou.
Desenvolvi uma punheta ambidestra que é uma belezura.
Enquanto uma mão (a direita) faz “testes” de sensibilidade entre cabeça e o corpo do meu pau, a outra, a esquerda… alisa (e aperta) o saco, a virilha e a “ terra de ninguém”.
É uma experiência sensorial indescritível.
O problema é que agora minhas mãos parecem ter vida própria.
Mas, em matéria de punheta elas são bem azeitadas.
Nem parece que são minhas.
É como se elas incorporassem as mãos de uma daquelas terapeutas tântricas de lingan, uma maravilha!
Mas, claro que existe uma rivalidade inerente, entre elas.
Uma competição entre minhas mãos e minhas, eventuais, amantes.
Toda da vez que saio com uma garota nova, com uma frequência maior do que seria a conveniente (que sinalizaria algo como um relacionamento mais sério e tals), minhas mãos ficam meio que com ciúmes, jogando indiretas do tipo: “uma ótima noite de sexo com esta mulher jamais chegará aos pés de uma punheta preguiçosa, nossa”.
Sempre quem começa é a mão direita.
É a que balança o “palhaço”.
Mas, a esquerda tá sempre pronta pra levantar qualquer “bandeira”.
Ah, essas mãos…
Elas já me causaram muitos constrangimentos.
Antigamente, quando eu era mais novo, só uma participava do solene ato da masturbação.
No caso, a direita.
Com o tempo uma chamou a outra e aí, já viu… né?
Mas, cá entre nós… administrar duas mãos em uma punheta não é mole, não.
Confusão somente comparável (em termos de capacidade de concentração) à uma suruba.
Punheta ambidestra é uma confusão só.
Você acredita que minha mão esquerda — a mais safadinha, aquela que fica procurando coisas com as quais brincar enquanto que a outra, a direita, se esfalfa toda — , outro dia, não me pegou uma escova de dentes e enfiou no olho do meu cu, quase até as cerdas?
Veja você, que safardana.
Não posso confiar nessa mão esquerda…
Chamei ela pra uma conversa séria (depois de gozar, é claro)…
…e dei o papo: “qualé, véio… tudo tem um limite. Essa porra não e ‘operação macaco’, não… carai” — expressão cunhada por uma antiga namorada (adepta à práticas sexuais não muito usuais), que toda vez que queria transar me saía com essa; “partiu ‘operação macaco’: eu quero é gozar”.
Mas, depois voltamos às boas.
Eu não vivo sem minha mão esquerda.
Afinal, só ela sabe acariciar minha bolas do jeito que eu gosto.
Mas, como eu dizia, uma boa punheta é uma coisa libertária…
Ah, que coisa boa, você não acha?
Uma boa punheta é revigorante porque não carrega em si a responsabilidade sexual de ter que agradar a outrem.
O nome mesmo já diz: P U N H E T A (ou como querem os puristas: onanismo… argh).
Alguns dizem que a punheta dá pelos nas mãos.
Outros, que dessensibiliza o pau para a penetração em uma vagina (de verdade).
Outros ainda, profetizam que tocar bronha provoca tuberculose, pneumonia e sei lá mais o quê...
Eu não acredito em nada disso, não…
Mas, quer saber?
Mesmo que isso tudo fosse verdade, ainda assim valeria o risco de ter toda vida desgraçada de uma vez por todas, para dar aquela gozada sem noção de tempo, sabe?
Aquela esporrada gostosa vendo vídeos de sacanagem (parando e voltando para ver detalhes que só excitariam a você)… até gozar como se não houvesse amanhã… sabe, sim.
Ah, é uma belezura… não é mesmo?
Eu sou é do tempo das REVISTAS de sacanagem, saca?
Não, não revistas do tipo Playboy, mas do tipo fotonovela, entende?
Fotonovela de sacanagem… sabe qual é?
Meu irmão mais velho escondia um monte dessas revistas sob o piano e na calada da noite eu as surrupiava para dar a minha contribuição leitosa para aquela poesia concreta de páginas coloridas coladas.
Mas, como tudo é pratica, com tempo desenvolvi uma variação tântrica para uma bela punheta (almejando o paraíso perdido do orgasmo múltiplo masculino, obviamente).
No começo (quando eu era iniciante) eu parava de me masturbar bem próximo à ejaculação, comprimia com dois dedos a base do pau, junto ao saco, e pensava em arquivos (de ferro), até passar o frisson.
E voltava à ação.
Fazia isso até não aguentar mais.
Desde os dez anos eu treino o tal do músculo PC com toalhas molhadas, fazendo um contrapeso no meu pau, essas paradas…
Uma verdadeira musculação para o caralho.
Acho que li isso em alguma revista do tipo NOVA e segui a risca todo o programa de treinamento, desde então.
Religiosamente, treino todos os dias.
O ideal são três vezes por dia, mas tenho feito menos exercícios penianos, pois minha alimentação não anda lá muito equilibrada.
Hoje em dia eu já consigo segurar a ejaculação somente na respiração, sem muito esforço, sabe qual é?
Te falar que é bacana e tal ver a sua uretra cuspindo vento, ao invés de leite.
Mas, como todo macho latino, eu gosto mesmo é de ver minha kundalini se esticando toda ao longo de minha coluna vertebral.
Como ter a certeza de que a ordenha foi boa, sem o leite… não é mesmo?