Salmo 22,
por que me abandonaste?


Eu já falei da terapia da escrita, né? Ela é recorrente nos salmos. Começa com uma lamentação, um desespero, que vai desencadear na memória da certeza de que Deus nunca nos abandona.

Mas o salmo do capítulo 21 é tenso.

Meu Deus, meu Deus, porque Você me esqueceu?
Longe do meu resgate são as palavras que eu rujo
Meu Deus, chamo de dia e Você não me responde,
à noite — nenhum movimento ou sussurro para mim.

A partir disso o salmista vai lembrando de como Deus sempre esteve com o povo de Israel, como esse povo sempre teve sua vitória por causa da bondade divina, e como Deus cuida daqueles que se voltam a Ele.

O salmo mistura afirmações, pedidos e lamentações. O salmista afirma que não passa de um verme. Afirma que muitos riem dele porque segue o caminho do Senhor. Afirma que Deus cuida dos desfavorecidos. E termina o salmo dizendo que sua semente irá servir ao Senhor, que as gerações que virão proclamarão a Sua bondade. Vai chegando em um ápice em que eu, como leitor, espero que o salmista consiga ouvir a resposta do Senhor a quem ele clama nos primeiros versos. Mas isso não acontece. O salmo termina com uma benção para as gerações futuras. No salmo 22 o salmista continua se sentindo esquecido pelo Senhor.

Olhar para trás, para a trajetória do seu povo, dá as certezas pro salmista. As decisões tomadas baseadas nos ensinamentos divinos tem como apoio essa história que deixa claro que Deus cuida do seu povo escolhido. Olhar para trás afirma que esse é o caminho certo, o único que faz sentido.

O passado acalma o coração, mas não traz as respostas.

Meu Deus, meu Deus, por que Você me esqueceu?

Recomende no coraçãozinho abaixo.

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