Os fatores determinantes.

Passadas pouco mais de 24h da acachapante derrota no México na estreia da Libertadores 2016, e já com o nível de razão maior do que a emoção (profunda tristeza e amargura), vamos buscar algumas referências para evidenciar os possíveis fatores determinantes do fato.

O Leo Miranda, no seu blog Painel Tático no GE, discorreu sobre o acontecido e no final escreveu:

"Futebol é uma série de fatores: tático, técnico, físico, psicológico, social….é muito raso escolher apenas um fator, geralmente o anímino e subjetivo, para explicar um jogo. As coisas falam entre si: tática, razão, emoção…não faltou “espírito de Libertadores”, faltou intensidade e execução do que é proposto — o que pode normalmente ser corrigido em 2016. E o excelente Roger Machado tem condições de reverter isso."

Já nosso presidente em entrevista ao Jornal Zero Hora disse em sua análise pós jogo:

“ Houve situações constrangedoras de desempenho em função disso (a altitude). Esse é o diagnóstico. Nada nos assustou em relação ao resultado, mas nos assusta esta questão fisiológica do desempenho. O time não teve capacidade de reação.”

Antes do jogo, nosso técnico, já havia identificado:

“Temos que ter cuidado com as bolas aéreas, alçadas para a grande área, eles tem um bom cabeceador. Além disto o tempo da bola (sic) é diferente nesta altitude” disse Roger Machado.

E todos sabemos que clubes como: The Strongest (La Paz — 3.600m) e a LDU (Quito — 2.800m), para citar apenas dois, sempre tiveram desempenho muito superior em jogos como mandante na série histórica de confrontos na Libertadores.

Mas então, o erro foi de planejamento? De execução? Tática?

Já dizia minha avó: não adianta chorar o leite derramado.

E o que me dá esperança é:

"No vestiário está todo mundo p… da cara, chateado. Tínhamos a expectativa de jogar bem e ganhar. É difícil argumentar e dizer o que aconteceu. Mas a rapaziada sabe que temos condições de reverter a situação. Num momento desses, mais do que nunca, o torcedor tem todo o direito de estar chateado com a gente. Agora é fechar entre a gente, ouvir a pancada que vai vir e vencer. Isso é o que vale no futebol " — afirmou o Edinho.

Mesmo que a altitude tenha sido um componente importante para derrota, só ela não explica nossos erros, mas para isto temos um corpo técnico capaz de reencontrar o caminho das vitórias.

Como já afirmei em outro texto:

Vamos transformar a Arena num caldeirão. Poderemos, no futuro, ser tachados de quase tudo: menos de omissos ou mesmo de amargos. Nossa parte, nosso alento, o time terá, incondicional enquanto estivermos na disputa.

#SomosGrêmio