Os piores tipos de pessoas possíveis

Colagem de Beatriz Brandão

Ângela Carne e Osso, a rainha dos boçais, tarados, telegrafistas, suicidas pernambucanos, colonizados, tucanos, aves raras, apopléticos, crédulos, anõezinhos, choferes de táxis, turcos, leiteiros, magros, safos, importadores, foliões, orelhudos, embandeirados, sambistas, radialistas, cleópatras, turistas, botocudos e amazônicos em geral, ganha uma discussão com Flávio Maia, digo, Flávio Asteca ao chamá-lo de “paulista” e se manda para a Ilha dos Prazeres.

Quem vai para a Ilha dos Prazeres é o pior tipo de gente possível, os neuróticos, macumbeiros, macartistas, esfarrapados, disponíveis, impossíveis, mancos, bruxos, devoradores, trogloditas, picaretas, enfermeiras, udenistas, pistoleiras, secretárias, empregadinhas, taxidermistas, beatos, naufrágas, ratos, peitudas, bundudas, astecas, débeis, grossas, pernas grossas, chatas, coxos, piranhas, duros, dedo duros, super débeis, aleijados e todos recalcados de São Paulo.

Bem, Douglas Adams também avisava para não confiarmos em cabeleireiros, limpadores de telefones públicos, relações-públicas, pesquisadores de opinião, gerentes de marketing e vendedores de carros. Deve ele ter esquecido de meter os jornalistas aí no meio.

Caso você queira entender este texto, assista a Mulher de Todos, Rogério Sganzerla.


Colagem de Beatriz Brandão. Design Gabriel Oliveira.

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