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A Estratégia Clojure da HE:labs

Klaus Wuestefeld
Mar 11, 2016 · 4 min read

Por que a HE:labs investe para ser a empresa de Clojure do Brasil

Por ter escolhido Smalltalk, no início dos anos 90, a Objective, uma empresa da qual também participo, garantiu vantagem técnica e posicionamento chave naquele nicho: era a única software house em São Paulo que dominava a linguagem.

Isso fez bater à porta da Objective clientes como a Caterpillar, a CSN, o BFB, a IBM, o grupo Accor e a Globosat/Sky.

Similarmente, se vier a ser a empresa nacional referência em Clojure, a HE:labs torna-se uma escolha natural para as empresas com demanda de projetos nessa linguagem. Algumas empresas como Nubank, Biva e B2W, já usam a linguagem no Brasil.

Não é necessário que ela venha a se tornar uma linguagem “mainstream”, basta que ela nos traga qualidade, produtividade e seja usada em nichos específicos de mercado.

Tendo como alvo as VMs Java, JavaScript e a CLR .NET, Clojure alavanca as ferramentas, bibliotecas, comunidades e mercados dos três ecossistemas.

Trata-se, também, de uma linguagem voltada para processamento concorrente, tendência dos novos processadores multi-core. Por isso, é a linguagem do Apache Storm, por exemplo, que faz processamento de big data em tempo real.

“Não é difícil aprender um paradigma diferente?”

É. Tecnologia é isso. Conhecimento é isso. Uma coisa que aprendi com o Ricardo Semler foi que devemos investir em negócios que apresentam barreira alta de aprendizado para concorrentes.

“Vale a pena?”

As linguagens podem ser classificadas pelo seu poder, pelo seu grau de expressividade.

A grosso modo, quanto mais para a direita na escala, mais linhas de código por commit e menos expressiva a linguagem. Ou seja, as linguagens mais expressivas concentram-se à esquerda, onde está Clojure.

Quando dominamos uma linguagem, digamos Java ou C#, ali na escala, e olhamos para a direita, pro lado das linguagens menos expressivas como C e Assembly, temos certeza de que nossa linguagem é melhor, mais expressiva, mais produtiva.

Quando olhamos para a esquerda, na direção das linguagens mais expressivas, porém, não temos tanta clareza. Não vemos features melhores. Vemos apenas features estranhas naquelas linguagens. Não vemos muito sentido em sair das nossas linguagens familiares. Isso é conhecido como o Blub Paradox.

Desenvolvedores talentosos, verdadeiros “craftsmen” de software, com os quais gostamos de trabalhar, costumam ir além das linguagens feijão-com-arroz do mercado.

Quando um autor de uma linguagem na lista acima recomenda outra, eu escuto. Foi o Rodrigo “Bamboo” de Oliveira, autor da linguagem boo, quem me recomendou Clojure pela primeira vez.

Hoje, o core do Sneer, um projeto de internet livre do qual participo, é escrito em Clojure.

A maioria das bibliotecas de software (jars, gems, etc) acaba sendo uma espécie de canivete suiço, cheias de utilidades das quais usamos uma fração, e muitas vezes não se encaixam bem uma na outra.

Em Clojure as libs tendem a ser ortogonais entre si, minimalistas, com ênfase em coesão e composição, como pequenas peças de Lego.

O que me atrai mais na comunidade Clojure é a paixão pela simplicidade. Rich Hickey, o autor da linguagem, por exemplo, deu uma palestra na Railsconf chamada Simplicity Matters, só sobre isso.

Se me perguntassem qual vídeo eu escolheria para todos os profissionais na nossa indústria assistirem, escolheria essa palestra.

“Por que não Elixir?”

Essa foi uma pergunta que me fizeram aqui na HE:labs. Elixir é baseado na VM Erlang, voltada para sistemas distribuídos. As VMs Java, JavaScript e a CLR .NET, nas quais Clojure roda, são de aplicabilidade mais geral e contam com um ecossistema maior. Elixir também já tem à frente a Plataformatec, uma empresa nacional, fazendo um bom trabalho.

“Quais são os próximos passos?”

Contratamos alguns desenvolvedores com experiência em Clojure, achamos mais alguns dentro da HE:labs que nem sabíamos que tínhamos, despertamos interesse em outros e agitamos dojos e projetos internos.

Os próximos passos são rodar projetos de clientes, abrir dojos e começar a agitar eventos para a comunidade.

Gosta de Clojure? Quer aprender? Participe conosco. Deixe seu comentário!

Quer saber um pouco mais sobre como criamos produtos digitais incríveis e mudamos a vida das pessoas? Acesse o nosso site!

HE:labs

Ideias e opiniões do time da HE:labs sobre desenvolvimento…

Klaus Wuestefeld

Written by

Pioneiro de métodos ágeis no Brasil, autor do Prevayler, autor do Sneer, jogador de go, fundador da Objective, conselheiro da HE:labs

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Ideias e opiniões do time da HE:labs sobre desenvolvimento de software, design, negócios, gestão disruptiva e muito mais.

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Pioneiro de métodos ágeis no Brasil, autor do Prevayler, autor do Sneer, jogador de go, fundador da Objective, conselheiro da HE:labs

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