
Primeiro desenho da monografia
Problema, hipótese, referenciais teóricos e mais…post em construção continua.
Compartilho com vocês o primeiro desenho do corpo da monografia desse TCC que promete. Algumas pontas ainda estão soltas porquê preciso terminar a leitura de alguns materiais. Mas parece que o projeto está tomando forma.
- Problema:
Por que pouco se fala sobre saúde e sexualidade para lésbicas e bissexuais? E de que forma o design pode ajudar a quebrar essas barreiras?
2. Hipótese:
Em fase de construção
3. Referencial Teórico:
G. Almeida: Argumentos em torno da possibilidade de infecção por DST e Aids entre mulheres que se autodefinem como lésbicas
António Manuel Marques, João Manuel de Oliveira e Conceição Nogueira: A população lésbica em estudos da saúde: contributos para uma reflexão crítica.
Fernanda Calderaro: Políticas de Saúde voltadas as lésbicas: um estudo sobre possibilidades de reverter um quadro histórico de invisibilidade.
Rita de Cássia Valadão e Romeu Gomes: A homossexualidade feminina no campo da saúde: da invisibilidade à violência.
4. Objetivos:
Geral: Facilitar o acesso a informações sobre saúde e sexualidade de mulheres que se relacionam com outras mulheres.
Específicos:
- Conscientização da população lésbica e bissexual sobre métodos para prevenção;
- Informar a população lésbica e bissexual sobre pontos de apoio próximos de suas casa ou trabalhos;
- Facilitar a conexão entre médicos amigos da comunidade LGBT e mulheres lésbicas e bissexuais;
- Proporcionar uma melhora de vida para mulheres lésbicas e bissexuais;
- Desmistificar o tema de saúde e sexualidade de mulheres lésbicas e bissexuais;
- Informar mulheres lésbicas e bissexuais sobre como se proteger e se prevenir contra DSTs e problemas de saúde.
5. Justificativa:
O que está acontecendo no mundo que faz meu projeto ser relevante.
Atualmente falamos muito sobre machismo, sexismo e homofobia. Assistimos no horário nobre a transformação de uma menina para um homem trans e um travesti que vive uma vida dupla. Já vimos o tão esperado beijo gay e um casal de lésbicas da terceira idade.
Mesmo assim, somos o país que mais mata transsexuais no mundo. As mulheres ainda ocupam poucos cargos altos dentro de empresas, ganham menos e têm que fazer jornadas duplas durante o dia trabalhando e cuidando da casa. E nem precisamos falar do grande número de mortes e agressões causadas por homofobia.
Falando especificamente sobre mulheres, encontramos dentro desse grupo lésbicas e bissexuais que, assim como o resto da população, têm o direito à saúde.
Hoje, no Brasil, pouco se fala sobre saúde e sexualidade voltada para lésbicas e bissexuais. Uma pesquisa introdutória expôs que além de falta de informação, existem mitos e tabus sobre esse tema.
Atualmente, os materiais nacionais disponíveis se resumem a quatro cartilhas repletas de texto e bastante complexas. Falando em termo de linguagem, os materiais também deixam muito a desejar. Em alguns momentos usam uma linguagem bastante coloquial, informal e popular. Com termos um pouco agressivos e chulos. Em outros momentos a linguagem se torna bastante científica e de difícil compreensão.
Existem também, alguns materiais acadêmicos que falam sobre a invisibilidade de lésbicas e bissexuais perante o governo e sociedade, e até mesmo dentro dos grupos LGBT+. Relatos de preconceito e silenciação de mulheres são bem comuns e rotineiros.
Falando de um prisma prático, existe um esforço do ministério da saúde para atender essa população, porém os médicos muitas vezes são despreparados e preconceituosos. Assim como, dentro do universo da medicina, pouco se encontram materiais mais específicos sobre como acolher e atender essas mulheres.
Ao consultarem médicos especialistas, como ginecologistas, são orientadas de forma errada, escutam frases como: “é só uma fase” ou “use durex para se proteger”. Às vezes, os doutores deixam de pedir exames ou até mesmo deixam de atender por falta de preparo.
A verdade é que estamos falando sobre uma população marginalizada e bastante vulnerável. Além de um grande problema de saúde pública. Pesquisas nos contam que uma parte significativa desse grupo faz o uso de drogas e de bebidas alcoólicos regularmente, e, não usam nenhum tipo de proteção nas relações com suas parceiras.
Existe um outro agravante nesse contexto: o crescimento da frequência de AIDS entre mulheres. E quando paramos, analisamos e juntamos todos esses pontos, percebemos a gravidade dessa situação.
Em um universo tão raso de informações, existem muitas oportunidades para desenvolver algo relevante e que realmente melhore a vida de muitas pessoas.
6. Metodologia:
o que farei para atingir meu objetivo.
- Pesquisa de referências bibliográficas sobre sexo, machismo, teoria queer, história da sexualidade;
- Pesquisa de projetos similares voltado para área da saúde;
- Pesquisa qualitativa e quantitativa com público alvo;
- Conversa com especialistas da área de saúde e psicologia;
- Roda de conversas;
- Canvas;
- Mapa de empatia;
- Blue Print;
- Prototipagem de soluções.
Por hoje é só pessoal.
Beijos!
