Primeiro desenho da monografia

Helena Duppre
Aug 28, 2017 · 4 min read

Problema, hipótese, referenciais teóricos e mais…post em construção continua.

Compartilho com vocês o primeiro desenho do corpo da monografia desse TCC que promete. Algumas pontas ainda estão soltas porquê preciso terminar a leitura de alguns materiais. Mas parece que o projeto está tomando forma.

  1. Problema:

Por que pouco se fala sobre saúde e sexualidade para lésbicas e bissexuais? E de que forma o design pode ajudar a quebrar essas barreiras?

2. Hipótese:

Em fase de construção

3. Referencial Teórico:

G. Almeida: Argumentos em torno da possibilidade de infecção por DST e Aids entre mulheres que se autodefinem como lésbicas

António Manuel Marques, João Manuel de Oliveira e Conceição Nogueira: A população lésbica em estudos da saúde: contributos para uma reflexão crítica.

Fernanda Calderaro: Políticas de Saúde voltadas as lésbicas: um estudo sobre possibilidades de reverter um quadro histórico de invisibilidade.

Rita de Cássia Valadão e Romeu Gomes: A homossexualidade feminina no campo da saúde: da invisibilidade à violência.

4. Objetivos:

Geral: Facilitar o acesso a informações sobre saúde e sexualidade de mulheres que se relacionam com outras mulheres.

Específicos:

  • Conscientização da população lésbica e bissexual sobre métodos para prevenção;
  • Informar a população lésbica e bissexual sobre pontos de apoio próximos de suas casa ou trabalhos;
  • Facilitar a conexão entre médicos amigos da comunidade LGBT e mulheres lésbicas e bissexuais;
  • Proporcionar uma melhora de vida para mulheres lésbicas e bissexuais;
  • Desmistificar o tema de saúde e sexualidade de mulheres lésbicas e bissexuais;
  • Informar mulheres lésbicas e bissexuais sobre como se proteger e se prevenir contra DSTs e problemas de saúde.

5. Justificativa:
O que está acontecendo no mundo que faz meu projeto ser relevante.

Atualmente falamos muito sobre machismo, sexismo e homofobia. Assistimos no horário nobre a transformação de uma menina para um homem trans e um travesti que vive uma vida dupla. Já vimos o tão esperado beijo gay e um casal de lésbicas da terceira idade.

Mesmo assim, somos o país que mais mata transsexuais no mundo. As mulheres ainda ocupam poucos cargos altos dentro de empresas, ganham menos e têm que fazer jornadas duplas durante o dia trabalhando e cuidando da casa. E nem precisamos falar do grande número de mortes e agressões causadas por homofobia.

Falando especificamente sobre mulheres, encontramos dentro desse grupo lésbicas e bissexuais que, assim como o resto da população, têm o direito à saúde.

Hoje, no Brasil, pouco se fala sobre saúde e sexualidade voltada para lésbicas e bissexuais. Uma pesquisa introdutória expôs que além de falta de informação, existem mitos e tabus sobre esse tema.

Atualmente, os materiais nacionais disponíveis se resumem a quatro cartilhas repletas de texto e bastante complexas. Falando em termo de linguagem, os materiais também deixam muito a desejar. Em alguns momentos usam uma linguagem bastante coloquial, informal e popular. Com termos um pouco agressivos e chulos. Em outros momentos a linguagem se torna bastante científica e de difícil compreensão.

Existem também, alguns materiais acadêmicos que falam sobre a invisibilidade de lésbicas e bissexuais perante o governo e sociedade, e até mesmo dentro dos grupos LGBT+. Relatos de preconceito e silenciação de mulheres são bem comuns e rotineiros.

Falando de um prisma prático, existe um esforço do ministério da saúde para atender essa população, porém os médicos muitas vezes são despreparados e preconceituosos. Assim como, dentro do universo da medicina, pouco se encontram materiais mais específicos sobre como acolher e atender essas mulheres.

Ao consultarem médicos especialistas, como ginecologistas, são orientadas de forma errada, escutam frases como: “é só uma fase” ou “use durex para se proteger”. Às vezes, os doutores deixam de pedir exames ou até mesmo deixam de atender por falta de preparo.

A verdade é que estamos falando sobre uma população marginalizada e bastante vulnerável. Além de um grande problema de saúde pública. Pesquisas nos contam que uma parte significativa desse grupo faz o uso de drogas e de bebidas alcoólicos regularmente, e, não usam nenhum tipo de proteção nas relações com suas parceiras.

Existe um outro agravante nesse contexto: o crescimento da frequência de AIDS entre mulheres. E quando paramos, analisamos e juntamos todos esses pontos, percebemos a gravidade dessa situação.

Em um universo tão raso de informações, existem muitas oportunidades para desenvolver algo relevante e que realmente melhore a vida de muitas pessoas.

6. Metodologia:
o que farei para atingir meu objetivo.

  • Pesquisa de referências bibliográficas sobre sexo, machismo, teoria queer, história da sexualidade;
  • Pesquisa de projetos similares voltado para área da saúde;
  • Pesquisa qualitativa e quantitativa com público alvo;
  • Conversa com especialistas da área de saúde e psicologia;
  • Roda de conversas;
  • Canvas;
  • Mapa de empatia;
  • Blue Print;
  • Prototipagem de soluções.

Por hoje é só pessoal.

Beijos!

)
Helena Duppre

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