Opeth — My Arms, Your Hearse (1998)

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Opeth — My Arms, Your Hearse (1998)
Progressive Death Metal
Suécia
Opeth é uma banda formada em 1990 na cidade de Estocolmo na proliferante Suécia, pelo vocalista David Isberg que foi responsável por trazer o então jovem músico de dezesseis anos Mikael Åkerfeldt, que se tornaria o líder da banda com a saída de Isberg logo depois. A banda possui onze álbuns de estúdio, sendo que o álbum “My Arms, Your Hearse”, é o terceiro trabalho do quinteto e essencial para quem quer conhecer mais profundamente a banda. Apesar dos dois trabalhos anteriores não terem tido a atenção que mereciam, foram bem recebidos pelas criticas, mas a falta de espaço e divulgação fez a banda mudar seus integrantes e com a entrada do baterista Martin Lopez e do baixista Martin Mendez, a sonoridade da banda mudou e neste álbum temos uma espécie de divisor de águas, formatando então a identidade da banda e já definindo a sonoridade que seria seguida por todos os demais álbuns lançados. O Opeth é uma das poucas bandas que conseguem fazem álbuns com tanta facilidade e naturalidade com a sua sonoridade muito singular, criando assim sua própria identidade ao unir o death metal com o rock progressivo e mesclando as melhores características dos dois subgêneros de forma esplendidamente competente. O álbum “My Arms, Your Hearse”, possui o peso instrumental do death metal com o seu tipico vocal gutural, somando com a complexidade e a técnica do progressivo, harmonia, temática e as passagens folk. Este é o primeiro álbum conceitual da banda, que através de suas letras complexas com enfoque filosófico, descreve a história de uma mulher que morre e se torna um fantasma. A narrativa sobre a existência do fantasma gira em torno de um homem que amava esta mulher que morreu e a sua frustração pelo ocorrido, fazem com que o personagem veja a sua amada após sua morte. E sua amada, embora saiba de sua condição de fantasma, não esconde sua tristeza, mas mesmo assim está disposta a aceitar sua morte. A parte artística das capas dos álbuns é outro ponto positivo da banda, são estupendamente geniais de uma beleza impar que dá vontade de imprimir e fazer quadros para pendurar pelas parede de casa. E caso você não tenha percebido, há uma pessoa na capa de “My Arms, Your Hearse”. Destaque para as faixas “April Ethereal”, que chega de forma avassaladora após a belíssima “Prologue”, que abre o álbum com barulho de chuva e piano, além da acústica “Credence”, que tem a levada mais suave do álbum. Destacar as melhores faixas deste álbum é uma tarefa árdua e ingrata, sendo que todas as nove músicas que o compõe são de uma qualidade refinada. “My Arms, Your Hearse”, consegue captar perfeitamente o equilíbrio emocional da banda e ser o grande epitome de sua soberba discografia!!