Quatro Caminhos para o Subconsciente — 3° Caminho: “A Autossugestão”

“I can see my soul” | Photo by Fares Hamouche on Unsplash


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016 — Quatro Caminhos para o Subconsciente — 3° Caminho: “A Autossugestão” | HP News — Hipnose ao pé do ouvido!

INTRODUÇÃO

Saudações meu caro e minha cara ouvinte do HP News — Hipnose ao pé do ouvido, sejam bem vindos a mais um episódio. Meu nome é Marcos Baptista, mais e também menos conhecido como “Phill”. Neste, estou incumbido de vos apresentar o Terceiro Caminho para o Subconsciente: a “autossugestão”.

Prólogo

O conteúdo desta série que estamos aqui apresentando, Quatro Caminhos para o Subconsciente, é parte do livro “Hipnose Científica Moderna” do autor Richard Shrout, na versão brasileira com tradução de Silvio Neves Ferreira publicada em 1985, pela Editora Pensamento.

Já apresentamos dois Caminhos:

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Agora convido você ao conteúdo deste episódio.

O 3° Caminho: A Autossugestão

O terceiro caminho para o subconsciente, o terceiro modo pelo qual ele pode ser programado, é através da autossugestão. Aqui, autossugestão refere-se ao modo como habitualmente pensamos.

Comentário (Phill): Uma pausa no texto… então, não vamos confundir aqui, autossugestão, ao que está se referindo o autor, com auto-hipnose por exemplo.
Voltando ao texto…

As pessoas costumam pensar que autossugestão significa levar, na bolsa ou no bolso, um cartãozinho com uma curta e mordaz “afirmação” escrita, que você pega e lê algumas vezes por dia. Essa é uma jocosa e estreita visão do que significa sugerir coisas a si mesmo. A autossugestão diz respeito ao modo como você habitualmente pensa, porque, quando você pensa, você fala mentalmente a si mesmo. Você não pode pensar sem falar mentalmente a si mesmo. Dessa forma, autossugestão não é, na realidade, uma questão de ler ou apenas dizer coisas a si mesmo, mas de pensar nelas. Na verdade, dizê-las é fazer com que você pense nelas.

Comentário (Phill): Pausa no texto para comentário… O autor fez um esclarecimento, digamos assim, da forma como nós interagimos com nós mesmos no dia a dia. Como nós nos autossugestionamos no dia a dia, muitas vezes e na grande maioria das vezes, sem nos darmos conta disso. Ou seja, interagimos e nós comunicamos internamente com nós, através de pensamentos e chama a nossa atenção… qual é o teor dessa conversa interna? O que você anda pensando e falando para si mesmo?
Continuando…

Sua voz interior

A questão é a seguinte: você pode não acreditar no que os outros lhe dizem, mas você sempre acredita no que você diz a si mesmo! Por exemplo, alguém pode insultá-lo e xingá-lo com toda a sorte de nomes obscenos que podem ser tão provocantes e hostis quanto você pode imaginar — mas se você tiver de fato o controle de sua mente, isso não afetará o seu subconsciente. Poderá incomodá-lo, mas, na realidade, não o ofenderá. Você sabe que não há nada de errado com você, então, deve haver com ele! (Além disso, se ele, na verdade, soubesse que pessoa maravilhosa você é, ele seria delicado e, talvez, até mesmo se oferecesse para lhe pagar um “drink”.)

Se você está totalmente sob controle, sua capacidade crítica filtra todos esses insultos. Porém, depois, você se afasta daquela pessoa e começa a pensar sobre o que ela disse. É aí que, realmente, começa o problema.

Você começa a pensar desta maneira: “Espere aí. Vamos pensar nisso, ele deve estar certo. Não tenho agido muito bem ultimamente, tenho cometido um bocado de erros atualmente e, talvez, eu não seja uma pessoa muito boa. Pode ser que ele me tenha dito a verdade. Talvez ele seja a única pessoa honesta que eu tenha encontrado; pode ser que os demais me julguem da mesma maneira e só não estejam querendo me revelar isso para não ferir os meus sentimentos. Aquela pessoa me disse essas coisas porque elas são verdadeiras”. Cismando dessa maneira, você falou a si mesmo inequivocamente abatido. Você entra em depressão e então fica zangado.

Explode de raiva e murmura: “Aquele sujeito! Só quero encontrá-lo novamente! Ele estragou o meu dia”. Ele não o fez, mas sim você mesmo. Cem pessoas iguais a ele não poderiam arruinar o seu dia, até que você viesse a aceitar o que elas disseram, então, isso o afeta. Eis por que a autossugestão tem a ver com a sua maneira de pensar pois, quando você pensa, você está falando mentalmente consigo mesmo.

Comentário (Phill): Pausa no texto para comentário… interessante esse trecho do livro, parece tão óbvio, mas como é desafiador colocar esta observação em prática. A de que ninguém, eu disse, ninguém tem o poder de manipular os meus pensamentos. Quem faz isso é a minha personalidade, a maneira e a experiência que tenho em interagir mentalmente comigo. Aceitar, acreditar nisso já é um bom passo para melhorar esta interação com nós mesmos e a dica que Richard Shrout está nos dando aqui é preste atenção nos seus pensamentos, pois, pensamentos geram sentimentos, que por sua vez geram comportamentos… E o contrário também é válido.
Vamos colocar um pequeno trecho de uma palestra do Professor, Historiador e Palestrante, Leandro Karnal, para colocar num contexto mais contemporâneo a síntese das ideais desde trecho do livro apresentado. Ouve aí…

Provocações Filosóficas: “A ofensa é um fracasso pessoal” — Leandro Karnal | YouTube

Vamos dar continuidade ao texto…

Pensamento Positivo

Agora você pode entender a importância do pensamento positivo. Você pode perceber os efeitos devastadores do pensamento negativo, pois uma pessoa que vive pensando negativamente durante todos os momentos está programando o seu subconsciente com autossugestões negativas. A pessoa que costuma pensar de um modo positivo e otimista está constantemente programando sua mente subconsciente de uma maneira positiva. Isso é o que os pensamentos positivos e negativos estão sempre fazendo. É muito importante compreender esse processo porque as pessoas sempre esperam que alguém mais faça o trabalho que só elas podem fazer com suas mentes. Elas querem pagar um médico para fazer com que se sintam bem; pagar um professor para torná-las cultas; e querem ir a uma igreja para se tornarem boas, e tudo o mais. A coisa não funciona assim. As pessoas têm de ajudar a si mesmas e, a menos que o próprio pensar de uma pessoa torne-se habitualmente mudado, não haverá nenhuma mudança duradoura.

Eu digo às pessoas que me vêm procurar para um tratamento hipnótico que elas podem sair do meu consultório sentindo-se donas de um milhão de dólares; mas, se começarem a pensar do velho modo negativo e derrotista outra vez, antes de haverem percorrido a metade do caminho para casa, tudo aquilo se desvanecerá. Isso será uma espécie de parte da terapia que se perderá antes que elas cheguem a casa com ela, porque elas mesmas a destruíram.

Pausa no texto para comentários…
Comentário (Phill): Se você percebeu, o autor de forma bem sucinta e objetiva, explica dois conceitos:
O primeiro e principal, o que ficou explícito, a importância do pensamento positivo. Pois como disse Henry Ford: “Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”. E por tabela, de maneira não explicita, o autor apresenta o que considero tratar do conceito de uma palavrinha muito depreciada atualmente, “autoajuda”.
Antes de prosseguir no comentário vou apresentar um trecho de uma palestra do Professor e Palestrante Clóvis de Barros Filho, onde ele faz uma crítica a autoajuda, não especificamente a autoajuda, mas a livros de autoajuda e seus autores. Ouça…

Clóvis de Barros Filho — Palestra completa no YouTube

Não tenho como não dar certa razão ao professor Clóvis, mas aconselho separar o joio do trigo. Muitos dos exemplos de títulos citados pelo professor são realmente estratégias de marketing para divulgação e venda de livros, e títulos afastam e também atraem leitores, mas tem muito conteúdo bom neste balaio.
Richard Shrout nos apresenta a importância do pensamento positivo e pensar Positivo é esperançar e não esperar. Mário Sérgio Cortella explica melhor.


Já quanto a autoajuda, hoje eu constato uma depreciação do conceito através de frases do tipo: “Ah, mas isso é autoajuda”. Como sinônimo de irrelevante, descartável e como adjetivo depreciativo. Mas vamos lembrar do texto do livro na frase:
“É muito importante compreender esse processo porque as pessoas sempre esperam que alguém mais faça o trabalho que só elas podem fazer com suas mentes”.
Para este que voz fala, autoajuda é: Eu colaborar para o meu próprio crescimento e evolução. É eu fazer o que é necessário, ou seja, aquilo que só eu posso fazer por mim. E sinceramente, não vejo problema nenhum nisso, muito pelo contrário.
A nossa intenção aqui no HP News é oferecer conteúdo para que você possa auto se ajudar, (SIC) pois, nós acreditamos que se melhorar, melhora! Se veio no seu pensamento, a palavra “estraga”, aproveita este episódio e melhora esse pensamento aí vai. 😉
Voltando ao texto…

Dedicado à derrota

Ora, há grande poder na hipnose porque há grande poder na mente subconsciente, então, se eu estiver com você apenas uma hora em cada dia de sua vida, você ainda terá vinte e três horas por dia para destruir o que eu puder fazer nessa hora! Portanto, um pensador negativo bem “dedicado” pode destruir o que cem hipnoterapeutas possam fazer a seu favor. Tudo o que podemos fazer é dar uma programação positiva inicial, mas se as pessoas não se acostumarem a pensar de uma maneira mais positiva e a desenvolver um hábito e uma atitude de pensamento positivo, então, nossa orientação não lhes proporcionará nenhum benefício duradouro; certamente este será muito transitório.

A autossugestão tem muito a ver com a forma de você pensar o tempo todo. Se você quer sentir-se bem, feliz e próspero, então desligue a sua mente do que você não deseja, e ligue-a nas coisas que você deseja, pois esse é o único modo de elas acontecerem.


CONCLUSÃO

Bom, este é o último trecho e acredito que dispensa explicações e comentários. E assim finalizamos o terceiro caminho para o subconsciente, a “autossugestão”.

No próximo episódio apresentaremos o quarto e último Caminho para o Subconsciente: A Hipnose!

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Um forte abraço hipnótico! E espero que nosso próximo encontro seja em breve. Até Lá. 😉

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