Como é o Transe Hipnótico… O que é isso?

Image: ripples and floating woman, by Marco De Waal on Unsplash.

Tópicos

Você também pode ouvir este artigo ou baixá-lo em .mp3.

HP News 021: Como é o Transe Hipnótico… O que é isso?

INTRODUÇÃO

Bom dia, boa tarde ou boa noite. Aqui quem vos fala é Samej Spenser, trazendo pra vocês mais um episódio do podcast HP News, Hipnose ao pé do ouvido! Muita gente me pergunta como é estar em transe hipnótico, uma dúvida que, (creio eu), passe pela cabeça de todos ao se deparar com a palavra “Hipnose”.

De início, quero deixar claro que o transe hipnótico é algo muito pessoal e singular, e que dificilmente será igual para todos. A Hipnose, por ser inerente e natural do e/ou no ser humano, funciona de acordo com a ipseidade¹ de cada um, logo, o transe hipnótico também é individual e único, (podendo ser diferente conforme se acostuma e pratica).

Vou relatar o transe hipnótico que eu experimento, todos os dias, desde que entendi o que vem a ser o “transe”!

O INÍCIO

Eu comecei a estudar Hipnose aos 18 anos, e naquela época não havia internet, (entenda-se Google), O̶r̶k̶u̶t̶, Facebook, Twitter, YouTube e outros locais onde se pudesse colher informações sobre algum termo com a facilidade que essas ferramenta nos proporcionam hoje.

PAUSA

Você pode ouvir essa história em detalhes no episódio cinco do HP News — Hipnose ao pé do ouvido: Como conhecemos a Hipnose.

VOLTANDO

Logo, tive que visitar os maiores sebos de São Paulo, (e os menores também), à procura de livros que ensinassem a Hipnose. Aos poucos, consegui juntar um punhado de livros e comecei a estudar com afinco. Assim que me julguei confiante o suficiente para praticar com alguém, não encontrei quem se habilitasse à ser minha “cobaia”. Então decidi praticar comigo mesmo, (Auto-Hipnose), e de início, não observei nada de diferente, até que as sugestões mais simples começaram a se fazer notar. Foi quando eu compreendi que o transe é algo mais simples do que se pensa. E foi mais ou menos nessa época que comecei a entender que “o simples é mais funcional!”. 😉

TRANSE

Muita gente espera ver fogos de artifício, ver estrelinhas, sair do corpo, apagar, ficar inconsciente ou coisas do gênero, (Isso é mito!), quando na verdade, o transe hipnótico é simplesmente um estado de alta concentração. Todas as vezes que você se concentra em algo com uma intensidade além do normal, além do corriqueiro, produz-se o transe hipnótico. Como exemplo, posso citar o elevador. Sempre que entramos no elevador, apertamos o botão do andar para onde vamos, nos dirigimos para o fundo da cabine e ficamos olhando os números acenderem e apagarem até o nosso andar. Nosso corpo está ali, mas e nossa mente? Geralmente, nessa situação, nossa mente começa a divagar, começa a viajar… pensamos nas contas que não pagamos, pensamos no trabalho da faculdade que está atrasado, pensamos na “morte da bezerra”, mas não pensamos em como o elevador está subindo ou descendo, em como funciona os mecanismos que são necessários para que ele suba e desça. Ou seja, enquanto nossa mente divagou, nossa atenção estava totalmente voltada para além do que e de onde estávamos. Isso é transe! E saímos disso naturalmente com a campainha da porta do elevador se abrindo.

Outro exemplo: o motorista que, num trajeto relativamente longo e conhecido, dirige do ponto “A” até o ponto “B” e, quando chega em “B”, nota que nem se deu conta de ter dirigido o trajeto. Enquanto ele estava dirigindo e levando multa pelo caminho (brincadeira), sua mente estava concentrada no trabalho atrasado, no comportamento do filho, na reforma da casa e etc. E quem dirigiu o carro do ponto “A” até o ponto “B” foi seu não-consciente, (ou subconsciente, inconsciente, como alguns preferem).

Você já foi surpreendido(a) por alguém quando estava lendo um livro, assistindo um filme, ou ainda, ouvindo uma música que gosta muito? Alguém ficou lhe chamando, lhe chamando, até que tocou em você e disse: “Fulano(a), estou falando com você!”. Geralmente as respostas para isso são: “Ah… desculpe, estava viajando!”, ou ainda: “É que eu ‘tô’ concentrado(a) aqui…”. Ou viajou na maionese, viajou na batatinha, estava no mundo da lua… e assim por diante. Tudo isso são formas “tradicionais” de se dizer que estava em transe.

Aproveitando o que mencionei anteriormente, faço-te quatro perguntas:

  1. Você já “viajou na maionese”?
  2. Você já foi para o “mundo da Lua”?
  3. Você já “pirou na batatinha”, né?!
  4. E também aposto que já ficou “pensando na morte da bezerra”, certo?!

Se você respondeu afirmativamente a pelo menos uma das perguntas anteriores (e a chance de ter respondido afirmativamente para as quatro perguntas é muito alta), então você já passou por hipnose, pois essas quatro expressões nada mais são do que os nomes ordinários, os nomes populares que são dados ao estado que aqui chamamos e conhecemos por transe hipnótico! 😉
A diferença entre esses estados característicos das expressões populares e do transe hipnótico pode ser melhor explicada com a analogia abaixo:

Quando você viaja na maionese, vai para o mundo da Lua, pira na batatinha ou fica pensando na morte da bezerra, é como se você fosse um barco em alto mar navegado à deriva, ao sabor do vento: se o vento sopra para o Norte, lá vai você para o Norte, se sopra para Oeste, lá vai seu barquinho para o Oeste. Ou seja, ninguém está no controle, o leme da embarcação está desocupado, sem ninguém a controlá-lo.
Agora, quando estamos em transe hipnótico, nós nos tornamos os capitães de nossa mente, assumimos o controle do leme e, independente da direção para a qual sopre o vento, levamos e dirigimos nossa embarcação ao destino pretendido e desejado.

Depois que aprendi que esses estados “normais” são transe, passei a reconhecer de forma mais fácil quando estava em transe hipnótico, então comecei a aplicar sugestões. No início, sugestões simples, e com o tempo, passei a aplicar sugestões mais complexas, como a anestesia hipnótica para tatuagem.

Para se conseguir um transe de forma rápida e objetiva, é preciso estar bem disposto, relaxado e numa posição confortável. Com o tempo e a prática, pode-se entrar em transe quando bem entender, em pé, de olhos abertos, andando de bicicleta, na academia, na sala de espera de algum local, no avião, no ônibus, e tudo isso sem que as pessoas percebam, mesmo que estejam conversando contigo.

No transe hipnótico, você se concentra em alguma particularidade exterior e/ou interior. Exterior quando se concentra em uma mancha na parede, no prego que segura o relógio ou quadro, no dedo, olhos, ou na voz do hipnotizador. Interior quando se concentra em uma sensação de calor, (ou qualquer outra que se note no momento), em determinada parte do corpo, ou na sensação do contato com a cadeira, poltrona, cama, ou ainda em algum sentimento prazeroso que esteja sentindo ou que se lembre de ter sentido. (Repito: isso no início; chegará um tempo em que, devido a prática, você poderá entrar em transe em pouquíssimo tempo).

Eu simplesmente me sinto ligado ao todo, ao universo, sentindo paz, tranquilidade, serenidade e harmonia. Em meu transe, faço sugestões com a voz do meu pensamento, de forma quase instantânea. Como já pratico a Auto-Hipnose há bastante tempo, eu implantei “âncoras”, gatilhos que, ao serem acionados, provocam o efeito desejado. Como exemplo, posso citar uma âncora que criei logo no início, para estudar a própria Hipnose. Quando estava lendo alguma coisa, e queria guardar seu conteúdo, eu simplesmente dizia em minha mente: “esponja”, e fazia minha leitura sabendo que minha mente estava ficando encharcada com o conteúdo da leitura. Outro exemplo que utilizei bastante: na aula de inglês, entre os 10 alunos da minha sala, somente meu irmão e eu nunca havíamos feito aulas de idiomas anteriormente. Então utilizei um gatilho para aprender rapidamente: “reter”, e todo o conteúdo passado pelo professor, seja ele escrito ou verbal, ficava retido em minha mente de forma que eu poderia acessá-lo facilmente. (E mesmo hoje, anos depois do curso, boa parte do conteúdo permanece acessível, mesmo que eu tenha deixado de treinar o idioma como aprendi ali naquele curso).

Como disse no início do artigo, cada transe, para cada pessoa é singular… único. Meu transe é diferente à cada situação em que o utilizo. Local, situação, pessoas ao redor, entre outras coisas, fazem também com que o transe seja percebido de forma diferente.

E VOCÊ, JÁ CONHECE OU RECONHECE O SEU TRANSE HIPNÓTICO?

Compartilhe comigo e com os outros leitores e/ou ouvintes para que possamos enriquecer nosso conhecimento sobre o assunto. Aguardo seu comentário logo abaixo! Basta acessar o post deste episódio em www.hpnews.com.br.

ENCERRAMENTO

Você que já está habituado a consumir e ouvir podcasts em seu agregador, lembre-se de visitar o post deste episódio em www.hpnews.com.br para comentar, ler a transcrição e conferir algumas notas que adiciono eventualmente.

Lembre-se também de compartilhar o HP News com seus amigos nas redes sociais, classificar o HP News com cinco estrelas lá no iTunes (deixando também uma recomendação para que possamos ser exibidos para mais ouvintes) e, caso seu agregador favorito tenha essa opção, avalie-nos ali também, pois isso nos colocar em mais e/ou maior destaque entre as tendências e recomendações de podcasts. Às sextas-feiras, utilize a hashtag #PodcastFriday, compartilhando seus episódios favoritos; desta forma, mais pessoas tomam conhecimento desses episódios e, de quebra, podcasts como o HP News chegam a mais pessoas interessadas nos mesmos assuntos! 😉

Grande e forte abraço e, até o próximo transe! 🌀

CRÉDITOS

Contatos e Redes Sociais

E-mail: hpratica@gmail.com

Facebook: facebook.com/HPnewsPodcast

Instagram: instagram.com/HPnewsPodcast

Medium: medium.com/hipnose-pratica

Spotify: bit.ly/hpnewspodcast

Telegram: t.me/HPnews

Twitter: twitter.com/HPnewsPodcast

WhatsApp: bit.ly/SS-WA

COLABORAÇÃO RECORRENTE

Agora, você pode demonstrar todo seu carinho e apoiar o HP News mensalmente, através da colaboração recorrente no Apoia.se e/ou no PicPay. Inicialmente, faremos um período de teste onde o valor é de apenas R,00!

Apoiando o HP News, você proporciona-nos mais e/ou melhores condições para que mantenhamos este trabalho, conseguindo equipamentos de melhor qualidade para a gravação, edição e publicação, (além dos custos atuais que temos para manter o HP News no ar); e tudo isso resulta em mais conteúdo, (com mais e/ou maior frequência), acesso ao grupo privado no Telegram e alguns outros benefícios que serão discutidos previamente entre os apoiadores no grupo privado!

Para colaborar, basta visitar os sites:

Notas


  1. IP·SEI·DA·DE: s.f.
    Aquilo que é determinante para diferenciar um ser de outro(s); o atributo próprio, característico e único de um ser, que o difere dos demais.
    FILOS Veja hecceidade.
    ETIMOLOGIA
    Etimologia (origem da palavra ipseidade). Do latim haecceitas.atis. Lat. Med. ipseĭtas.
    HEC·CEI·DA·DE: s.f.
    FILOS De acordo com o filósofo escolástico Duns Scotus (1265-1308), aquilo que dá ao homem a possibilidade de ser ele mesmo, distinto dos outros; sua essência individuadora, que faz dele esta ou aquela pessoa; ecceidade, ipseidade, princípio de individuação.
    ETIMOLOGIA
    lat med hecceĭtas.

Lembre-se também de comentar, recomendar este texto para outros leitores, (para isso, basta clicar/tocar na 👏 logo abaixo ou na lateral do texto), e compartilhar com seus amigos nas redes sociais!

Quanto mais palmas você utilizar, mais demonstra satisfação e contentamento com o texto, e maior o alcance de novos leitores/ouvintes! 😉