Hipnose usada na investigação da criatividade e da imaginação

Samej Spenser
Dec 24, 2015 · 3 min read
Imagem by Google Imagens

A criatividade é definida como a capacidade de transcender as ideias, normas, padrões e relações tradicionais, para criar novas e significativas ideias, formas, métodos, interpretações, etc. A criatividade é fácil de definir, mas os pesquisadores muitas vezes se perguntam como ela pode ser medida e como as pessoas têm diferentes aptidões para a criatividade. A hipnose auxilia na investigação da criatividade e também permite que os psicólogos estudem a relação entre a criatividade e a hipnotizabilidade.

A hipnose cria um estado alterado de consciência, o que a torna uma boa ferramenta para a investigação de estados criativos e da propensão à fantasia. Pensa-se que a hipnose pode levar a um avanço na compreensão da origem da inspiração criativa.

Bowers e van der Meulen (1970) realizaram um estudo envolvendo 30 pessoas altamente sugestionáveis e 30 participantes menos sugestionáveis. O estudo envolveu muitos testes de funcionamento criativo incluindo tarefas criativas, testes de Rorschach, e testes de associação. Os resultados do estudo mostraram que aqueles que eram mais hipnotizáveis apresentaram melhor desempenho nos testes de criatividade. O estudo também concluiu que as mulheres eram mais criativas do que os homens.

Outro estudo foi conduzido para estudar a relação entre a hipnose e a criatividade. A hipnose foi usada para medir o grau de resposta sem esforço para tarefas envolvendo a criatividade. O estudo consistiu de estudantes e escritores que foram convidados a escrever em um estado hipnótico. O pesquisador também analisou os vários estilos criativos dos participantes. Os resultados mostraram que a criatividade estava em seu ponto mais alto quando não houve interferência entre as associações e a resolução de problemas (Bowers, 1979).

Imagem by Google Imagens

Lynn e Rhue (1988) analisaram 6.000 estudantes para selecionar 780 participantes em seu estudo. Eles foram divididos em três grupos com base em sua propensão a fantasia. Eles foram então comparados com base em medidas de hipnotizabilidade, imaginação, sugestionabilidade, capacidade alucinatória, criatividade, psicopatologia e experiências da infância. Os pesquisadores descobriram que havia menos de uma ligação entre a propensão à fantasia e a hipnotizabilidade do que se pensava inicialmente. Isto significa que mesmo aquelas pessoas que não são criativas tendem a responder positivamente à hipnose. Também foi descoberto que aqueles que eram mais propensos a fantasia e criatividade não eram necessariamente altamente sugestionáveis sob hipnose.

Embora estes estudos diferem em fazer uma conexão entre a sugestionabilidade e a criatividade, todos os estudos chegaram a conclusões interessantes envolvendo a criatividade e a hipnose. O estado de hipnose permite aos pesquisadores estudar a criatividade de um modo não invasivo e de forma natural. Outras pesquisas devem ser realizadas para se aprender mais a respeito da criatividade e da imaginação.



Lembre-se também de comentar, recomendar este texto para outros leitores, (para isso, basta clicar/tocar no 💚 logo abaixo), e compartilhar com seus amigos nas redes sociais! 😉


Originalmente publicado em www.SamejSpenser.com.br.

Hipnose Prática

Publicações sobre Auto-Hipnose, Hipnose, Hipnoterapia, Hipnose Clínica e demais temas relacionados.

Samej Spenser

Written by

Brazilian; Hypnotherapist, Mental Reprogrammer, beer (and coffee) lover, podcaster and bearded. http://about.me/SamejSpenser

Hipnose Prática

Publicações sobre Auto-Hipnose, Hipnose, Hipnoterapia, Hipnose Clínica e demais temas relacionados.

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade