O uso da Hipnose Estratégica nos quadros de Depressão

Foto by FreeImages.com

Introdução

A maioria das pessoas já teve a sensação de que um momento em sua vida não passou de um sonho ruim, um pesadelo. A horrível sensação de ter falhado, de que nada funciona, nada importa e que não há solução.

É necessário fazer uma diferenciação de depressão e sentimento de luto. O sentimento de luto é a tristeza ligada a uma perda de uma pessoa querida, de um trabalho, de uma situação de vida, isto é, uma reação normal a uma perda significativa na vida. A depressão é um fenômeno e uma experiência pela qual a tristeza se torna persistente, incapacitando, deteriorando a saúde, porém pode se desencadear em um processo de luto.

Uma das maiores dificuldades da abordagem terapêutica da depressão é o diagnóstico correto e a aproximação adequada a este. O primeiro passo para abordar a depressão ou qualquer outro quadro patológico é um bom diagnóstico.

Psicopatologia

O Transtorno Depressivo Maior é caracterizado por um ou mais Episódios Depressivos Maiores, sem história de Episódios Maníacos, Mistos ou Hipomaníacos. Devemos também descartar os episódios de Transtorno do Humor Induzido por Substância (devido aos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso, um medicamento ou exposição a uma toxina) ou de Transtorno do Humor Devido a uma Condição Médica Geral, um Transtorno Esquizoafetivo, nem devem estar sobrepostos a Esquizofrenia, Transtorno Esquizofreniforme, Transtorno Delirante ou Transtorno Psicótico Sem Outra Especificação.

Os quadros de Depressão se caracterizam por: um estado de desânimo e esgotamento, onde o sujeito sente-se sem ânimo para as atividades que exerce normalmente; humor deprimido; muito sono ou insônia; interesses e prazeres diminuídos; perda de peso e diminuição de apetite; agitação ou retardamento psicomotor; fadiga e falta de energia; sentimentos de culpa e inutilidade; diminuição da habilidade de pensar, concentrar; indecisão; pensamentos de morte recorrentes.

Outra patologia ligada a Depressão é o que chamamos Distimia. A característica essencial do Transtorno Distímico é um humor cronicamente deprimido que ocorre na maior parte do dia, na maioria dos dias, por pelo menos 2 anos. Indivíduos com Transtorno Distímico descrevem seu humor como triste ou “na fossa”. Em crianças, o humor pode se manifestar como irritação e com duração mínima exigida de apenas 1 ano.

Durante os períodos de humor deprimido, pelo menos dois dos seguintes sintomas adicionais estão presentes: apetite diminuído ou hiperfagia, insônia ou hipersonia, baixa energia ou fadiga, baixa estima, fraca concentração ou dificuldade em tomar decisões e sentimentos de desesperança, baixo interesse, autocrítica aumentada, frequentemente vendo a si mesmo como desinteressante ou incapaz. Estes sintomas tornam-se parte presente na experiência cotidiana do indivíduo (por ex., “Sempre fui deste jeito”, “É assim que sou”), eles em geral não são relatados, a menos que diretamente questionadas pelo terapeuta.

Outra categoria patológica diagnosticada como Transtorno Depressivo Sem Outra Especificação inclui transtornos com características depressivas que não satisfazem os critérios para Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Distímico, Transtorno de Ajustamento Com Humor Deprimido ou Transtorno de Ajustamento Misto de Ansiedade e Depressão. Às vezes, os sintomas depressivos podem apresentar-se como parte de um Transtorno de Ansiedade Sem Outra Especificação.

Um dos maiores problemas do tratamento de depressão é o seu diagnóstico. Sintomas de depressão podem esconder outra patologia como Desordens Dissociativas de Identidade (DDI). A característica essencial do Transtorno Dissociativo de Identidade é a presença de duas ou mais identidades ou estados de personalidade distintos, que se alternam assumindo o controle do comportamento. Existe uma incapacidade de recordar informações pessoais importantes, cuja extensão é demasiadamente abrangente para ser explicada pelo esquecimento normal. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou de uma condição médica geral.

Os clientes que apresentam DDI há anos sem um diagnóstico correto dentro do sistema de saúde mental mudam de terapeuta e de medicamento, onde os sintomas tratados apresentam um pequeno ou nenhum progresso terapêutico. A DDI se caracteriza pelas seguintes desordens: depressão, instabilidade de humor, tendências suicidas, desordens de sono (insônia, terrores noturnos, sonambulismo), ataque de pânico, fobias, abuso de álcool e drogas, compulsões, rituais, sintomas psicóticos (alucinações auditivas e visuais), e desordens de ingestão. Além disto, indivíduos com DDI podem apresentar enxaquecas, amnésias, perda da noção de tempo, transe, e experiências de estar fora do corpo. Algumas pessoas com DDI têm tendência para sentimentos persecutórios, sabotagem pessoal e violência.

Leitura Corporal

Toda pessoa deprimida, em função de luto ou não, são atormentadas pela sensação de culpa e estão sempre se autorrepreendendo. A palavra “depressão” se origina do latim que significa subjugar, reprimir. Podemos pensar que uma pessoa deprimida esta sendo subjugada ou reprimindo algo. Fique atento a agressividades que, por estarem reprimidas levam à depressão como uma forma de evitar responsabilidades.

Em todas as doenças psíquicas está implícito um ritual e especialmente na depressão isto se acentua. Devemos buscar o ritual inconsciente e torná-lo consciente. Isto é o sintoma como cura, ou a prescrição do sintoma.

Devemos examinar qualquer sintoma sob vários ângulos e aspectos, esta atitude terapêutica é fundamental. Quem sofre de depressão sofre por um excesso de pressão, interna ou externa, é como se o corpo paralisasse para ganhar forças para lutar. Depressão examinada sob este ângulo quer dizer sinal de mudança, significa busca de saúde mental.

Existem características bem próprias do sintoma depressão que devemos olhar com bastante atenção. A maioria dos clientes deprimidos se coloca no lugar de vítima, onde tudo e todos são culpados pelo processo depressivo, inclusive o terapeuta por não conseguirmos dar conta deste sintoma. Outro ponto importante é a relação de dependência que o cliente deprimido tem com pessoas, provocando evitação social. Alguns demonstram tendências a se martirizarem ou a autossacrifícios.

Os quadros de obesidade e dores psicossomáticas poderão estar inscrito numa depressão e o sono na depressão como uma forma de defesa e fuga.

Abordagens da Depressão Através da Hipnose Estratégica

A Depressão é um sintoma complexo e o comportamento depressivo traz uma série de artimanhas, símbolos, atitudes, etc. Abordar a depressão terapeuticamente requer uma série de estratégias, pois o trabalho básico com as depressões são as mudanças de associações. É virar o jogo, transformar o que é negativo em positivo, quebrar um círculo vicioso.

Neste trabalho venho mostrar como tenho trabalhado no tratamento com Hipnose nas diversas patologias, mas me centrando em cima do sintoma Depressão.

A Hipnose é um procedimento terapêutico extremamente útil no tratamento das diversas patologias, mas como Teresa Robles já disse: “Aprender a induzir um transe é igual a aprender a aplicar uma injeção. Qualquer um é capaz de fazê-lo, mas para saber o que esta se aplicando é necessário o conhecimento médico. E pode-se adoecer ou matar alguém com uma injeção”.

Há algum tempo venho desenvolvendo uma prática extremamente útil para a aplicação da hipnose. A partir do estudo de Psicodrama e da Terapia Sistêmica me deparei com procedimentos terapêuticos interessantes, pois antes de qualquer intervenção terapêutica estas técnicas eram precedidas de técnicas avaliativas e mapeamento do sintoma, depois se formulava as hipóteses e os procedimentos terapêuticos. Adaptei estas técnicas para a sua utilização com procedimentos hipnóticos.

A Hipnose Estratégica e os Procedimentos Hipnóticos

A Hipnose Estratégica é uma técnica que se origina nos jogos internos dramáticos do psicodrama. O jogo dramático interno pode ser definido com a montagem de uma cena interna como caráter elaborativo, permitindo uma aproximação e elaboração dos conflitos internos.

Uma das características da utilização da Hipnose Estratégica são as técnicas avaliativas utilizadas antes da prática formal de hipnose. Tais técnicas têm como fundamento estabelecer um diagnóstico, meta ou sintoma à ser trabalhado, mapear o sistema individual e familiar do indivíduo, estabelecer um diagnóstico e um tratamento. Esta abordagem facilita o processo terapêutico, pois após o mapeamento e as técnicas avaliativas é possível planejar um plano de tratamento usando induções elaborativas e jogos dramáticos.

Uma das marcas da utilização da Hipnose Estratégica são as induções hipnóticas interativas, onde o cliente é estimulado durante o processo de indução formal a participar de forma mais ativa, criando um palco imaginário onde revive todos os seus conflitos e dramas. Podendo recuperar a sua energia de vida, sua criatividade e a sensação de estar em paz com a vida.

Técnicas Avaliativas

As Técnicas Avaliativas em utilizando a Hipnose Estratégica tem a função de estabelecer um diagnóstico do problema ou sintoma apresentado, permitir que o terapeuta formule hipóteses e trace um plano de tratamento.

As Técnicas Avaliativas são compostas de dois tipos de aproximações, as aproximações hipnóticas e mapeamento sistêmico do sintoma. As técnicas hipnóticas têm como objetivo estabelecer jogos explorativos que buscam desenhar as diferentes maneiras como um problema ou o sintoma se apresenta. O mapeamento tem como função estabelecer o Mapa de vida do cliente e suas ressonâncias no sintoma.

As Técnicas Hipnóticas Avaliativas

Estas técnicas tem a sua origem numa prática psicodramática chamada psicodrama interno, foram adaptadas para a realidade hipnótica e mantém uma dupla finalidade, pesquisar o sintoma ou problema, além do caráter elaborativo.

As técnicas hipnóticas avaliativas tem caráter explorativo e permite que o terapeuta e cliente conheçam mais sobre o sintoma, suas relações com a família, com o meio e com o próprio indivíduo e seus recursos. O objetivo básico é compreender o sintoma e as diferentes partes da história pessoal de cada indivíduo, possibilitando aprender e compreender o sintoma pela experiência.

Algumas objetivam principalmente o sistema, isto é, como a pessoa se relaciona com o ambiente e suas diferentes partes, diferenciando como a pessoa se relaciona com ele.

O Mapeamento do Cliente

Todas as pessoas manejam mapas internos, que incluem objetos e roteiros personalizados em que a comunicação entre os indivíduos cria e mantém experiências. As relações das pessoas com os seus sintomas podem ser avaliados a partir do seu Mapa de mundo pessoal.

Portanto o Mapa são percepções, papéis, visões de mundo apreendidos nas relações íntimas e familiares usados para reassociar às experiências, se tornando automatizados e inconscientes. E os seus sintomas são resultados de escolhas inconscientes por associações determinadas pelo seu mapa. E por ser inconsciente é trôpego e cego por natureza.

O sintoma é o que o cliente apresenta quando começa um processo terapêutico. E para avaliar a função do sintoma devemos examinar os seus fatores individuais, sociais e ambientais. É nesse momento que devemos usar a avaliação sob medida.

Este mapeamento tem um caráter de redefinição e distanciamento do sintoma. Pois quanto mais falamos dele mais possibilidade temos de elaborá-lo. A intervenção de Mapeamento do Sintoma proporciona questionamentos sistêmicos que permitem ao cliente se orientar sob uma nova perspectiva sobre o seu problema, e possa enxergar o seu problema de um plano horizontal e atual e fazer um resgate vertical, na sua história, podendo fazer uma nova opção adaptativa pela vida.

Trabalhando com a Depressão

Como já disse, a Depressão é um sintoma complexo, pois o comportamento traz uma série de artimanhas, símbolos, atitudes. Abordar a depressão terapeuticamente requer uma série de estratégias, pois o trabalho básico com as depressões são as mudanças de associações. É virar o jogo, transformar o que é negativo em positivo, quebrar um círculo vicioso.

O trabalho com depressão deverá seguir os seguintes passos:

  • A hipótese diagnóstica bem elaborada;
  • Técnicas de Ancoragem;
  • Lugar Seguro;
  • Instalação de Recursos;
  • Regressão Positiva; entre outras (as técnicas de Teresa Robles com feridas, muros, disfarces);
  • Uso de CDs de Relaxamento;
  • Utilização de medicação como suporte nos casos necessários;
  • Técnicas Hipnóticas Avaliativas;
  • Técnicas Hipnóticas Terapêuticas, buscando a verdadeira origem da depressão;
  • Tarefas Terapêuticas;
  • Técnicas de Instalação de Futuro.

Hipóteses Diagnosticas

O primeiro passo para uma aproximação efetiva nos casos de Depressão é uma boa Hipótese Diagnóstica. Esta hipótese se faz com o conhecimento de psicopatologia que se confirmará com as técnicas avaliativas.

Um dos cuidados especiais que deveremos ter em mente é o caráter dinâmico das patologias. Muitas vezes o que parece Depressão poderá ter outra patologia associada.

Devemos orientar inicialmente o nosso trabalho terapêutico em cima das hipóteses diagnósticas. Mas de toda forma a Depressão é um sintoma que devemos exagerar nos cuidados, o cliente deverá se sentir protegido, bem recebido. Não hesite em sugerir medicação como apoio nos casos em que há um pequeno risco de suicídio ou que a depressão ultrapassou o limite pessoal do cliente para suportá-la.

Técnicas de Ancoragem

Qualquer procedimento terapêutico com Depressão deverá ser precedido pelas Técnicas de Ancoragem, ou seja, aliviar pressão, estabelecer uma base firme, estabelecer recursos criando um espaço potencial de onde se originará qualquer processo de mudança.

Técnicas Avaliativas

Depois de usarmos as Técnicas de Ancoragem e que sentirmos que o cliente tem uma base firme, o próximo procedimento serão as Técnicas Avaliativas. Como já disse, as técnicas hipnóticas avaliativas têm caráter explorativo que tem como objetivo permitir que terapeuta e cliente conheçam mais sobre o sintoma, suas relações com a família, com o meio e com o próprio indivíduo e seus recursos. O objetivo básico é compreender o sintoma e as diferentes partes da história pessoal de cada indivíduo. Ela cria para o cliente a possibilidade de apreender e compreender o sintoma pela experiência.

Mapeando a Depressão

Mapear a Depressão é uma intervenção sistêmica que visa colher as percepções, papéis, visões de mundo apreendidos nas relações íntimas e familiares usados para reassociar às experiências, se tornando automatizados e inconscientes e alimentando o quadro depressivo. Pois os sintomas depressivos são resultados de escolhas inconscientes por associações determinadas pelo mapa do cliente. E por serem inconsciente são trôpegas e cegas por natureza.

O sintoma Depressivo é o que o cliente apresenta quando começa o processo terapêutico. E para avaliar a função do sintoma devemos examinar os seus fatores individuais, sociais e ambientais. É nesse momento que devemos usar também a avaliação sob medida de Zeig.

Este mapeamento tem um caráter de redefinição e distanciamento do sintoma. Pois quanto mais falamos dele mais possibilidade temos de elaborá-lo. A intervenção de Mapeamento do Sintoma proporciona questionamentos sistêmicos que permitem ao cliente se orientar sob uma nova perspectiva do seu problema. Proporciona enxergar o seu problema num plano horizontal e atual e fazer um resgate vertical, na sua história, podendo fazer uma nova opção adaptativa pela vida.

Tarefas para Depressão

Algumas tarefas poderão ser claramente rejeitadas, mas a função é a mudança de associações. De posse do resultado do Mapeamento e das Técnicas Avaliativas monte tarefas que auxiliarão o cliente nos quadros depressivos. Um cliente deprimido deverá cumprir as tarefas em uma ordem estrategicamente definida:

  • Primeiro passo:
    Trabalhar analogicamente com que o problema se parece, buscando um símbolo do problema;
  • Segundo passo:
    Utilização de metáforas de mudanças, com as soluções e com bastante analogias;
  • Terceiro passo:
    Utilizar em tarefas símbolos de paralisações;
  • Quarto passo:
    Semear novas associações.

Técnicas Terapêuticas

Esta é a parte mais importante do tratamento da depressão, pois o terapeuta estará de posse de todas as informações necessárias para estabelecer aproximações que atacarão a verdadeira origem da depressão. Nesta abordagem a utilização do drama associado à hipnose se mostra extremamente útil, pois resgatará a conexão do sujeito com o seu lado verdadeiro, escondido atrás de comportamentos depressivos.

As abordagens se diferenciarão de acordo com as hipóteses colhidas nas etapas anteriores, isto é:

  • Depressões Exógenas
    São as depressões causadas por fatores externos (Depressão Reativa, Distimia, Luto Excessivo, etc.)

Trabalhando com os Quadros de DDI

As Desordens Dissociativas são responsivas a psicoterapia individual, medicamentos, hipnoterapia, arte terapia e terapias corporais. O curso de tratamento é a longo prazo, intensivo, e invariavelmente doloroso, por isto envolve lembrar e reprocessar as experiências traumáticas que causam a dissociação. Não obstante, indivíduos com DDI foram trabalhados de uma forma mais efetiva por terapeutas que trabalham em uma variedade de aproximações e técnicas.

Por envolver dissociação a abordagem hipnótica deverá se concentrar em trabalhar com partes, abordando os diversos “Estados de Ego”, fazendo conexões saudáveis entre eles. E por fim trabalhar através do uso de drama o trauma que se encontra na raiz dos sintomas.

O Trabalho com Hipnose nos Quadros de DDI

1. Técnicas de Ancoragem
Por se tratar de um quadro patológico complexo e envolver dissociação qualquer procedimento terapêutico com Depressão deverá ser precedido pelas Técnicas de Ancoragem. O primeiro passo é aliviar pressão, estabelecer uma base firme, estabelecer recursos criando um espaço potencial de onde se originará qualquer processo de mudança:

  • Lugar Seguro;
  • Técnicas de Retenção;
  • Instalação de Recursos;
  • Regressão Positiva;
  • CDs de Relaxamento;
  • Medicação.

2. Técnicas Terapêuticas
Aplicada as Técnicas de Ancoragem, devemos então desfazer a dissociação mal adaptada para permitir permeabilidade e fluência das conexões do pensamento. A seguir devemos promover uma atitude cooperativa e colaboradora entre os estados de ego, desfazendo uma postura competitiva e polarizada, orientando o sistema para uma “democracia de consensual”, entre todas as partes não permitindo que uma domine de forma autoritária. Quando necessário, trabalhar as origens mais profundas da dissociação, o trauma;

3. Os Estados de Ego
Os Estados de Ego podem ser definidos como estruturas formadas por várias partes. A parte central pode ser definida como o centro ou a essência do ego que contém vários comportamentos e elementos experienciais que aparecem no indivíduo normal;

4. Principais Técnicas
O trabalho com DDI deverá trabalhar as partes buscando uma conexão saudável e adaptativa. As principais técnicas são:

  • Ponte de Afeto
    Em 1971 Watkins formulou o conceito de ponte de afeto, uma técnica que visa ampliar o afeto enquanto o paciente está um transe hipnótico. Ao paciente é pedido para voltar com o seus afetos atrás no tempo, como se fosse por uma ponte, achar as suas origens (J. G. Watkins, 1971).
  • Trabalhando Pessoas ou Partes que Incomodam
    Esta técnica utiliza do conceito de drama associado à hipnose e propicia ao cliente se confrontar com partes opostas internas, conflitos internos, ou com pessoas com a qual trazem uns sentimentos a serem acertados. Pode também ser usada para trabalhar partes de sonhos ou para a verbalização de sentimentos que incomodam.
  • Tirando as Roupas ou Trabalhando os nossos Papéis
    Esta indução é uma técnica simples e visa explorar os papéis ou disfarces que nossos clientes desempenham pela vida.
  • A Troca dos Estados de Ego
    Esta indução utilizando de drama tem a tarefa terapêutica de facilitar uma troca natural de um estado de ego problemático para algum outro estado de ego que possa acalmar ou aliviar a ansiedade associada com o estado de ego problemático.

Bibliografia

  • Bauer, S., “Hipnoterapia Ericksoniana Passo a Passo”, Campinas, Psy, 1998;
  • Coutinho, B., “Se você continuar nesse caminho…”, Belo Horizonte, 2001;
  • Cukie, R., “Psicodrama Bipessoal”, São Paulo, Summus, 1982;
  • Dahlke, R., “A Doença como Caminho”, São Paulo, Cultrix, 1983;
  • Dahlke, R., “A Doença como Linguagem da Alma”, São Paulo, Cultrix, 1992;
  • Eiguer, A., “Um divã para família”, Porto Alegre, Artes Médicas, 1985;
  • Freud, S., “Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud”, Vol. XVI, Rio de Janeiro, Imago, 1976;
  • Gilligan, S., “Coragem de Amar”, Belo Horizonte, Caminhos, 2001;
  • Moreno, Z.T., “Psicodrama de Crianças”, Vozes, 1975;
  • Neves, J.F., “Psicoterapia Familiar Analítica”, Belo Horizonte, Boletim IEPS, 1988;
  • Oliveira, G.R., “A Arte o Brincar e a Família”, Belo Horizonte, Artigo, 1991;
  • Robles, T., “Concerto para Quatro Cérebros”, Belo Horizonte, Diamante, 2001;
  • Watkins, J.H., “Ego States”, Norton, 1977;
  • Winnicott, D.W., “O Brincar e a Realidade”, Rio de Janeiro, Imago, 1975.

Por Gastão Ribeiro.


Lembre-se também de comentar, recomendar este texto para outros leitores, (para isso, basta clicar/tocar no 💚 logo abaixo), e compartilhar com seus amigos nas redes sociais! 😉


Originalmente publicado em www.SamejSpenser.com.br.