Palavrinhas que nos sabotam no dia a dia — Parte III

Samej Spenser

Google Imagens

Por Julyver Modesto de Araujo

Introdução

E chegamos agora à terceira parte desta série de textos sobre as palavrinhas que nos sabotam no dia a dia.

Na primeira parte desta série, tratamos das palavras MAS, NÃO e TENTAR; na segunda parte, falamos sobre os conjuntos NUNCA/SEMPRE e TENHO/PRECISO.

Agora, — encerrando a série — , nesta terceira parte, vamos discorrer sobre as condicionais que costumam nos sabotar nos planejamentos e decisões futuras.

Conjunções “SE” e “QUANDO”

E SE você mudasse o jeito de falar? Como SERIA?

Perceba a diferença da frase acima, para a seguinte:

“E QUANDO você mudar o jeito de falar? Como SERÁ?”

Quais foram os impactos internos que sentiu, ao ler estas duas formas de comunicação? Qual delas foi mais assertiva e confiante de que tal evento, realmente, ocorrerá?

Toda vez que usamos o “SE”, nos termos da frase acima, estamos diante de uma conjunção subordinativa CONDICIONAL, que representa algo que pode OU NÃO acontecer, ou seja, nem mesmo ACREDITAMOS na CERTEZA de sua ocorrência.

“SE eu passasse de ano…”
“SE eu conseguisse um emprego…”
“SE sobrasse dinheiro…”
“SE eu me casasse…”

Não é por acaso que o “futuro do pretérito”, que normalmente acompanha as orações exemplificadas, constitui uma conjugação verbal também denominada de CONDICIONAL.

Assim, quando usamos o verbo no infinitivo + o sufixo “ia”, estamos querendo dizer de algo que PODE acontecer (OU NÃO), a depender da condição que apresentamos.

“SE eu passasse de ano, eu faria Faculdade ano que vem”
“SE eu conseguisse um emprego, eu compraria um carro novo”
“SE sobrasse dinheiro, eu teria condições de viajar”
“SE eu me casasse, eu seria mais feliz”

Uma simples mudança no jeito de falar (e, — principalmente — , de pensar) pode resultar em MAIS conquistas e realizações.

EXPERIMENTE trocar o “SE” pelo “QUANDO”, que pressupõe a ocorrência certa do que se pretende; da mesma forma, conjugue o verbo no futuro, como algo que VAI acontecer:

“QUANDO eu passar de ano, eu farei Faculdade ano que vem”
“QUANDO eu conseguir um emprego, eu comprarei um carro novo”
“QUANDO sobrar dinheiro, eu terei condições de viajar”
“QUANDO eu me casar, eu serei mais feliz”
SE você esquecesse destas palavrinhas que nos sabotam, SERIA muito prejudicial para seu desenvolvimento; mas tenho certeza que QUANDO precisar, você VAI se lembrar!!! 😉

Conclusão

Nesta série, Julyver Modesto e eu, Samej Spenser, fizemos questão de expor algumas palavrinhas que, devido ao (mau) hábito em utilizá-las, podem nos sabotar sem o nosso conhecimento consciente, gerando frustrações, decepções e/ou desânimo. E nosso objetivo aqui, foi justamente trazer ao seu conhecimento que, através de mudanças simples no seu palavreado, no seu modo de pensar, você mesmo pode deixar de se autossabotar e obter resultados mais promissores.

Apenas ler o conteúdo exposto nessa série, concordar com o que expusemos, não vai trazer melhores resultados para você. É preciso uma mudança consciente; é preciso que você se corrija, verbal ou mentalmente, cada vez que perceber-se utilizando estas palavras no seu dia a dia, e quando você menos esperar, o hábito já terá se encarregado de automatizar a utilização das palavras mais adequadas nas diversas ocasiões diárias e, sem sombra de dúvida, você estará colhendo resultados mais satisfatórios do que os que colheu até este momento.

Vale mencionar que tanto o Julyver como eu, Samej, ficaremos extremamente satisfeitos com comentários, e-mails, mensagens e demais feedbacks sobre a utilização destas palavras e dos resultados obtidos. 😉


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Originally published at telegra.ph on February 28, 2017.