A Importância de Usar Perguntas Abertas na Terapia

Você sabe o que é uma pergunta aberta?

Samej Spenser
Aug 25, 2016 · 4 min read

Se não sabia, acabou de descobrir o que não é, pois a questão acima é um exemplo de pergunta fechada, já que você respondeu, mentalmente, “sim” ou “não” (ou usou uma pequena variação: “mais ou menos”, “talvez”, “acho que sim/não” etc.).

Ao contrário deste modelo de questionamento, em que se obtém respostas curtas, a pergunta aberta é aquela que permite reflexão por parte de seu interlocutor, dando continuidade à conversa (em vez de se encerrar em uma simples resposta).

As perguntas abertas garantem um resultado muito mais efetivo na comunicação, em qualquer circunstância, e, em especial, na terapia, já que permitirão maior fluidez no diálogo, com a busca de soluções ao problema apresentado.

Por exemplo, se o terapeuta pergunta, de forma fechada, “Você gosta do seu pai?”, a conversa se encerra rapidamente com um “sim”, “não”, ou qualquer outra resposta curta; ao contrário da pergunta aberta: “Como é a relação com o seu pai?”. Neste caso, a pessoa que está sendo atendida terá que elaborar um pouco mais a resposta, buscando internamente outras formas de se expressar, ou seja, além de melhorar a comunicação interpessoal, também facilita a introspecção.


Algumas perguntas abertas são poderosas e podem ser utilizadas em vários contextos. Uma delas é “O que te impede?”, que pode ser utilizada quando alguém diz que não consegue ou não quer fazer alguma coisa, ou, então, frente à insegurança de uma pessoa que diz que vai tentar algo diferente na sua vida — neste caso, a pergunta “O que te impede?” promove um questionamento interno acerca das suas limitações e dificuldades, potencializando a tomada de decisões. Uma outra variação é “O que aconteceria se…?”, que traz o mesmo resultado quanto à análise das consequências decorrentes da tomada de decisões.

Experimente, por exemplo, após sugerir uma mudança de hábitos para alguém, realizar esta pergunta aberta “O que aconteceria se você adotasse esta prática que lhe foi sugerida?”. Trata-se, obviamente, de um fator de fortalecimento das escolhas de mudança, em que se avaliam os reflexos daquilo que se pretende, possibilitando a visualização de um resultado promissor. Você também pode acrescentar outra questão (e dar ainda mais força à sugestão), perguntando “Como você se sentirá quando isso fizer parte de sua vida?”, pois, trocando o “se” pelo “quando” pressupõe-se que tal evento realmente acontecerá, o que permitirá uma efetiva ruptura dos antigos padrões, para novos comportamentos.

Agora que aprendeu (ou reforçou seu conceito) a respeito das perguntas abertas, eu te pergunto: “Em que outras situações da sua vida, você pode começar a usar perguntas abertas?”.

Julyver Modesto

Julyver Modesto de Araujo mora em São Paulo, é Mestre em Direito do Estado, Capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, autor de diversos livros e artigos e Professor de Cursos de Pós-graduação. Estudante e entusiasta da Programação Neurolinguística e Hipnose, no campo das relações humanas, inteligência emocional e desenvolvimento pessoal. Practitioner em PNL pela Sociedade Brasileira de PNL, com formação em Hipnose Clássica e Ericksoniana. Hipnoterapeuta, pela Sociedade Interamericana de Hipnose.


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Samej Spenser

Written by

Brazilian; Hypnotherapist, Mental Reprogrammer, beer (and coffee) lover, podcaster and bearded. http://about.me/SamejSpenser

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