Transe: Uma Explicação Científica - Parte 2

“A maioria das pessoas percorre o mundo em transe, destituídos de poder. Nosso trabalho é transformar isso em um transe de capacitação.” 
 — Milton H. Erickson, (1901–1980)

Sinais de hipnose

Uma pergunta que sempre é feita: “Como podemos dizer quando uma pessoa está hipnotizada?” Um hipnotizador experimentado pode dizê-lo simplesmente observando o paciente. Dependendo das características do tipo de transe (que é determinado pelo tipo de indução, positiva ou negativa), um hipnotizador aprende, através da experiência, a associar algumas mudanças na aparência do paciente com o início da hipnose.

Dave Elman, um grande hipnotizador americano, ensina que uma pessoa demonstra “sinais de hipnose” que não podem ser disfarçados. Esses “sinais de hipnose” podem ser detectados por um hipnotizador inteligente à primeira vista. Os “sinais” de Elman são reações tais como um aumento de temperatura do corpo, aumento de lacrimação, leve avermelhamento do branco dos olhos ao “despertar”, tremor nas pálpebras e uma tendência dos globos oculares para girar para cima. Essas são reações físicas que se podem esperar de um transe positivo induzido pela estimulação do sistema nervoso parassimpático. Bernheim disse que a sensação de “calor na boca do estômago” de um paciente era um bom sinal de hipnose. Vocês podem observar que isso se deve à dilatação vascular nas vísceras. Frequentemente tenho notado que os pacientes, num estágio inicial de indução hipnótica, ficam engolindo compulsivamente; isso é devido a um aumento de salivação provocado pelo estímulo do sistema nervoso parassimpático. (Há modos de testar a profundeza de um transe hipnótico, porém o transe em si pode ser reconhecido pelo aparecimento de certos sintomas físicos associados com o sistema parassimpático.)

Vocês podem estar querendo saber onde poderemos observar os tipos de transe negativo (produzidos pela estimulação do sistema nervoso simpático) obtidos por Mesmer, Charcot, etc. Os hipnotizadores de palco geralmente provocam essa espécie de transe, devido ao seu método autoritário de indução. Os transes associados com a feitiçaria e práticas de vudu, ou com rituais primitivos, são, geralmente, do tipo negativo.

No Brasil, o Dr. David Akstein vem usando o transe negativo como uma forma de terapia de grupos ab-reativa com pacientes selecionados. No Brasil, ainda existe um culto afro-brasileiro, chamado Matumba ou Macumba, cujas sessões são caracterizadas por “fenômenos de possessão” produzidos entre rituais de cantos, de batidas de tambores e de danças. O Dr. Akstein descobriu os princípios hipnóticos subjacentes a este assim chamado fenômeno místico (os correlativos fisiológicos da estimulação do sistema nervoso simpático) e tem reproduzido esses transes cinéticos [1] com objetivos terapêuticos. A maioria dos hipnotizadores clínicos, no entanto, procura evitar o transe negativo com o seu “choque” no sistema nervoso simpático e prefere, em vez disso, induzir o transe positivo ou relaxado.

O espaço não nos permite uma exposição completa da explicação neurológica do fenômeno do transe, mas já dissemos o bastante para mostrar que transes do tipo negativo são encontrados em animais amedrontados e durante os rituais tribais dos povos primitivos. Foi provado também que o transe positivo utilizado na prática médica moderna é uma alteração neurológica. Por conseguinte, é fácil observar que não há necessidade de recorrer a vagas teorias ou terminologias filosóficas, mitológicas e metafísicas para definir e discutir o tema do transe hipnótico. Este deve ser tomado por aquilo que ele é — uma alteração neurológica temporária produzida por causas naturais identificáveis. Esse entendimento esclarece o mistério acerca do estado de transe observado tanto em homens como em animais, que até recentemente foi atribuído a causas inexplicáveis ou mesmo sobrenaturais.

O valor de cura do transe

Muitos dos que escrevem sobre a hipnose, especialmente nos Estados Unidos, frequentemente sentem-se obrigados a afirmar que não existe valor terapêutico no estado de transe per se, mas que esse valor está subordinado às sugestões verbais dadas sob hipnose. Devemos nos opor a essa crença até que ela seja modificada. Os hipnólogos soviéticos, de acordo com Platonov, acreditam que existe um grande benefício no prolongado “sono” hipnótico. Na União Soviética, às sessões de hipnoterapia segue-se um período de transe ou “sono sugestionado”, não perturbado por sugestões. Esse estado se prolonga até que o paciente saia dele espontaneamente, talvez após dez minutos ou até duas horas. Durante esse período, o paciente é deixado absolutamente só.

Para os hipnotizadores americanos que geralmente não estão familiarizados com os conceitos de hipnose pavlovianos, esse período de sono provocado por sugestão é considerado ter por fim “assentar” ou “fixar” as sugestões terapêuticas mais profundamente na mente subconsciente. Isso pode ser verdade, mas creio que há evidência de que o estado de transe (desde que seja de tipo positivo) pode ter propriedades curativas em si e por si mesmo.

A pílula da juventude e o transe positivo

A chamada “pílula da juventude”, conhecida como KH.3 (e por outras designações), tem sido amplamente utilizada em partes da Europa. Desenvolvida pela Dra. Ana Aslan, diretora do Instituto de Geriatria de Bucareste, em 1951, a pílula reduziu drasticamente os sintomas de envelhecimento. Ela provocou o retorno do senso de humor às pessoas idosas, o crescimento do cabelo na cor natural e produziu efeitos favoráveis em algumas (então) incuráveis doenças, tais como a doença de Parkinson [2].

Há, talvez, cerca de vinte rejuvenescedores baseados em hormônios à venda na Suíça, porém a KH.3 é vendida em cinquenta e cinco países e, apesar disso, não se trata de uma pílula do tipo hormonal. Surpreendentemente, ela é composta de procaína e hematoporfiril [3]. Este último é um catalisador que tem sido usado há muito tempo no tratamento da depressão; ele estimula o cérebro e o sistema nervoso para provocar uma ação mais rápida da procaína. Que substância miraculosa é essa, a procaína? Ela é conhecida como analgésica, desde 1905. Nos Estados unidos, é amplamente utilizada pelos dentistas sob o nome de xilocaína! Se, desde então, tivermos feito algum tratamento dentário, a maioria de nós já a experimentou, uma vez ou outra.

Embora levemente tóxica, se utilizada por um longo período, a procaína rejuvenesce o sistema nervoso central. Para lhes dar uma ideia de seu potencial, a Dra. Aslan informou que um dos 7.000 pacientes tratados com procaína, um homem chamado Margossjan, entrou no hospital aos 106 anos. Ele estava acamado, mas, depois do tratamento com a procaína, ele pôde deixar o leito e fazer longas caminhadas diárias. As manchas escuras em seu rosto desapareceram e seus cabelos brancos ornaram-se mais escuros. Mais surpreendentemente, ele recuperou o domínio total das sete línguas orientais que falava antes de envelhecer. Ele morreu com a idade de 115 anos!

Se considerarmos todos os tipos de mudanças fisiológicas que ocorrem no transe hipnótico sob a estimulação do sistema nervoso parassimpático, acho que concordaremos em dizer que o transe positivo é benéfico “em si e por si mesmo” e poderemos até considerá-lo como uma promessa de restauração e rejuvenescimento do sistema nervoso — uma espécie de “pílula da juventude” sem efeitos tóxicos colaterais!

Posso vaticinar que, por essa boa razão, algum dia a hipnose (sem dúvida, em forma disfarçada) se tornará uma forma rotineira de tratamento de pacientes geriátricos.

A profundidade do transe

O tema da “profundidade” do transe deveria ser considerado não a partir das “escalas de hipnotizabilidade” obtidas artificial e estatisticamente e que são publicadas com frequência, mas sim a partir de níveis, cientificamente demonstráveis, da intensidade das reações emocionais. Por conseguinte, esses “níveis” refletem alterações internas das funções psicológicas bioquímicas e neurológicas, bem como as causadas por simples mudanças externas no comportamento do paciente.

O transe hipnótico pode ser considerado um fenômeno que ocorre num continuum de intensidade emocional. Julgo que os termos “profundidade” e “níveis” são enganosos para o estudioso sério e proponho o uso da palavra mais neutra “fase”.

  1. A primeira fase de intensidade das reações emocionais é o estado normal do organismo. Se as emoções estabilizantes forem predominantes, haverá uma condição comumente descrita como de bem-estar, tranquilidade, repouso, etc.
  2. A segunda fase de intensidade das reações emocionais corresponde à primeira fase da “profundidade” hipnótica. Nesse ponto há uma mudança definida no comportamento da pessoa e na sua atividade. Pode ser um aumento ou uma diminuição de memória, de raciocínio, etc., ou uma extraordinária variação de força e resistência e uma suscetibilidade a sugestões de várias espécies. É esta a fase de intensidade que costuma ser observada no comportamento de massa ou na “psicologia popular” e é também a fase de intensidade que a maioria das pessoas religiosas sente durante os serviços religiosos. Esse é o estado que uma pessoa experimenta ao assistir a um bom filme, quando a combinação de relaxamento muscular, relativa imobilidade, limitação do campo visual e uma identificação emocional com os atores na tela produz um estado que realmente corresponde ao estado hipnótico deliberadamente induzido durante o estágio inicial. A mesma situação é quase sempre atingida durante a psicoterapia e no aconselhamento. É a primeira fase da hipnose, algumas vezes chamada de relaxamento hipnoidal ou hipnose “acordada”.
  3. A terceira fase de intensidade de reações emocionais corresponde à segunda fase de “profundidade” hipnótica. Nessa ocasião, ocorrem substanciais mudanças no comportamento, caracterizadas por acontecimentos tais como inibição muscular, sonambulismo, catalepsia e analgesia ou anestesia.
  4. A quarta fase de intensidade de reações emocionais é a máxima intensidade que foi atingida (por emoções estabilizadoras ou perturbadoras) e resulta numa virtual paralisia das funções normais do dia a dia. isso aparece como uma “suspensão da animação” ou um estado de extrema letargia. Ela corresponde à terceira fase da hipnose que é conhecida de forma variada como “hipnose profunda”, “transe catatônico”, “estado pleno” ou “estado Esdaile”. Do ponto de vista neurológico, essa fase representa uma extrema estimulação do sistema nervoso simpático ou do parassimpático, dependendo de que tipo de emoção tenha sido intensificada, se estabilizadora ou perturbadora.

Em outras palavras, há quatro fases diferentes de estado emocional de uma pessoa e há três fases de hipnose.

À medida em que o estado emocional de uma pessoa é progressivamente intensificado, o fenômeno hipnótico aparece. Dependendo do tipo das emoções que são estimuladas, o transe hipnótico que resulta daí pode ser classificado como positivo ou negativo. O estado hipnótico tem três graduações ou fases, com a primeira fase da hipnose começando na segunda fase da intensidade emocional. Em suma:

  1. Normal. Não existe hipnose;
  2. Ligeira mudança do comportamento normal. Primeira fase da hipnose. Psicologia de multidão ou de massa. Aumento da imitatividade e da sugestionabilidade;
  3. Mais mudanças. Segunda fase da hipnose. Profunda inibição muscular, analgesia, alucinação, “sonambulismo”;
  4. Mudança extrema. Terceira fase da hipnose. Letargia, “suspensão da animação”, anestesia.

Alguns livros sobre hipnose ensinam que já quatro níveis de hipnose, que se classificam como: leve, médio, profundo e catatônico. Realmente, a fase que eles chamam de “média” é mais bem compreendida como “sonambulismo artificial”. É um estado que se parece com o verdadeiro sonambulismo hipnótico, mas não é; ele parece ser mais profundo do que é. Se a considerarmos como uma verdadeira fase da hipnose, deveremos adicionar uma quarta categoria para tomarmos em consideração a verdadeira fase profunda. Essa divisão quádrupla do transe não faz sentido por não corresponder às fases discerníveis da intensidade emocional. Vocês terão de colocar o assim chamado “estágio médio” como fase dois e meio.

O “aprofundamento” de um estado hipnótico é, portanto, mais bem compreendido como uma questão de estimulação continuada do sistema nervoso. As qualidades do transe dependerão de habilidades, inatas e adquiridas, do paciente, da ambientação e da espécie de estímulo utilizado.

Classificação dos pacientes hipnóticos

Bernheim foi o primeiro a notar que os pacientes diferiam de acordo com a sua suscetibilidade à hipnose. Hipnotizadores que só trabalham com um tipo de paciente (o “fácil”) nunca se preocupam em estudar esse tópico. Por não entender a verdadeira natureza das diferenças existentes entre as pessoas, eles dispensam muitos possíveis pacientes, classificando-os como resistentes, refratários, incapazes de se concentrar, etc.

Exatamente da mesma forma que o transe é classificado do ponto de vista científico, em termos das mudanças que temporariamente ocorrem no sistema nervoso, também as pessoas, sendo hipnotizadas, devem ser classificadas com base no tipo de temperamento nervoso que elas apresentam face à experiência de indução. Em suma, devemos julgar não apenas o tipo de estimulação empregado, mas também o sistema nervoso que é estimulado.

Hipócrates, o “Pai da Medicina”, classificava as pessoas em quatro tipos, de acordo com os seus temperamentos. (“Temperamento” é outro modo de se referir a “tipo de sistema nervoso”.) Hipócrates não sabia muito acerca do sistema nervoso. Ele julgava que existam fluidos, a que ele chamava “humores”, que predominavam num corpo. Qualquer “humor” ou fluido que predominasse determinava as características emocionais da pessoa. Sua classificação quádrupla era a seguinte:

  1. colérica
  2. sanguínea
  3. melancólica
  4. fleugmática

Pavlov e seus cães

O psicólogo russo Ivan Pavlov realizou seus famosos experimentos sobre reflexos condicionados com cães. Ele logo descobriu que alguns cães podiam ser condicionados (ou descondicionados) muito mais rapidamente que outros. Alguns cães podiam ficar “neuróticos” ou “psicóticos” mais fácil e rapidamente que outros. Desses cães, alguns podiam ser curados ou reabilitados mais depressa que outros. Isso significava que nem todos os animais sujeitos às experiências respondiam igualmente aos mesmos estímulos. Nem todos os cães nem todos os seres humanos respondem ao mesmo estímulo de maneira idêntica. Embora os mecanismos do reflexos condicionados fossem os mesmos, havia modificações de respostas devido aos diferentes tipos de sistemas nervosos.

Pavlov explicava praticamente tudo com base na “excitação” ou na “inibição” do sistema nervoso. Por exemplo, quando você vê o sinal verde e desce da calçada para cruzar a rua, é um exemplo de um reflexo ou reação de “excitação”. Mas se vê um carro aproximando-se velozmente, pula de volta para a calçada devido a um reflexo de “inibição”.

Enquanto trabalhava com seus cães para determinar os reflexos condicionados de vária espécies (ele é muito famoso por haver condicionado cães para salivar ao som de uma campainha), notava a diferença na facilidade com que alguns cães eram condicionados e, logo, dividiu seus cães em dois grupos principais. Parecia que todos os cães ou mostravam reações de “excitação” ou de “inibição” em seus temperamentos nervosos. Ele devia aplicar de cinco a oito vezes mais sedativos para acalmar um cão do tipo fortemente “excitável” do que era necessário para acalmar um cão do tipo ligeiramente “inibível” com o mesmo peso do corpo.

Entretanto, ele logo descobriu, através de experimentos, que havia duas subdivisões dentro daquelas duas categorias principais, formulando uma quádrupla classificação de temperamentos nervosos. Uma vez que essa classificação era descritiva dos temperamentos nervosos, ele a aplicou igualmente aos seres humanos. A classificação de Pavlov é a seguinte:

  1. Reações de excitação
    a) Fortemente excitável
    b) Vivamente excitável
  2. Reações de inibição
    a) Calmo, imperturbável
    b) Ligeiramente inibível

Quando cães de todos os tipos eram submetidos a uma tensão maior (estimulação intensificada do tipo perturbador) do que poderiam suportar, eles eventualmente atingiam estados de “inibição cerebral” (transe negativo), que Pavlov considerava um mecanismo protetor da natureza destinado a proteger o cérebro como último recurso quando pressionado além do que podia suportar. Entretanto, o fato é que os cães do tipo “ligeiramente inibíveis” entravam rapidamente nesse estado, e em resposta à mais leve tensão. Mais tarde, essa descoberta teve uma grande significação no que veio a ser chamado de “lavagem cerebral”.

Visto que o transe hipnótico é um estado de alteração neurológica provocado pela estimulação de emoções, seja do tipo perturbador ou estabilizador, daí se depreende que a suscetibilidade de uma pessoa à hipnose dependerá, naturalmente, do seu tipo de “sistema nervoso” ou neurológico.

Fonte: Trechos retirados do livro “Hipnose Científica Moderna”, de Richard N. Shrout, Ed. Pensamento, pp. 52–59, 1985.

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Notas

[1]: CI·NÉ·TI·CO: adj

  1. BIOL Relativo a cinese.
  2. Que produz ou modifica os movimentos.

ETIMOLOGIA
der do gr kinētós+ico2, como fr cinétique. [Nota de Samej Spenser].

[2]: Realizei uma breve pesquisa no Google com a seguinte chave: “fonte da juventude” KH3, e no primeiro resultado, encontrei uma publicação de cartas da revista ISTOÉ, datado de 2003/10/15, onde se pode conferir os “comentários” de duas pessoas que, diga-se por sinal, entendi serem válidos de mencionar aqui. Segue os comentários:

“Parabéns pela matéria ‘Nova fonte da juventude’ (ISTOÉ 1775). Justiça seja feita. Vivemos todos sob os ditames da mídia. Peculiar esse estado de coisas em que descobertas e procedimentos já ‘maduros senhores’, velhos conhecidos da ciência médica, aportam quando em vez, nos consultórios médicos como ‘uma das mais novas promessas da ciência’. São então institucionalizados e venerados, relegando ao esquecimento a história de sua origem, a pesquisa nos bastidores, os anos de experimentos e seus usos, predicados estes, que os reveste de uma aura de atemporalidade. Falo especificamente da procaína, utilizada desde a década de 60 na fórmula do tão famoso KH3. Quem não viveu não viu, mas a caixa bege e vermelha, sempre será lembrada, a pílula da juventude eterna, que nada mais é do que a procaína. E as clínicas de rejuvenescimento europeias? Utilizam-na até hoje de forma injetável. Alguém duvida que o mundo dá voltas?”
Dra. Patrícia Rittes
São Paulo — SP
“No caso específico da procaína, a sua utilização teve início, em 1949, em Bucareste, para tratamento de monoartrite. Pelos seus efeitos positivos, neste caso, desenvolveram outras formulações buscando outros possíveis efeitos benéficos. Foi largamente utilizada em idosos buscando atenuar os efeitos do envelhecimento. Porém, é absolutamente necessário que fique registrado que nenhum periódico conceituado publicou qualquer estudo científico que constatasse efeito terapêutico vitorioso. Seus resultados são semelhantes aos obtidos pelos placebos, de ordem subjetiva, portanto, meramente psicológicos, com o agravo de, por ser um anestésico, ao reduzir a dor postergar o aparecimento de doenças.”
Dra. Elizabete Viana de Freitas
Geriatra, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Rio de Janeiro — RJ
Fonte: Cartas — ISTOÉ Independente. (Site visitado em 2017/01/23.) [N. de SS].

[3]: Ao pesquisar este termo, encontrei uma terminologia diferente, “hematoporfirina”. Segue sua definição:

HE·MA·TO·POR·FI·RI·NA: sf QUI Substância que se forma pela ação do ácido sulfúrico concentrado ou ácido acético cristalizável, saturado de gás bromídrico, na hematina ou na hemina.

ETIMOLOGIA
gr haima, haimatos (sangue) +porphyros (púrpura) +ina. [N. de SS].


Originally published at telegra.ph on February 28, 2017.