Organizações do Futuro.

Encontrando os desafios para buscar as respostas.

Mauricio Bueno e Wagner Foschini

Quando nos propusemos a participar do Mestrado Profissional, e trazer a weme para a Fundação Dom Cabral em Nova Lima, buscamos o desafio acadêmico de entender o contexto, formular as perguntas certas e encontrar as respostas e as práticas para o papel e o formato das organizações que serão relevantes e perenes no futuro próximo.

A Sociedade passa por mudanças profundas em sua estrutura e dinâmica de relações. Ao longo das últimas décadas, assistimos a inovações e tecnologias que transformaram significativamente os aspectos que modelam o modus operandi do corpo social. O efeito principal é um crescente “empowerment” do indivíduo e sua relevância na contribuição da construção dos fatos sociais.

O desenrolar destes processos que vem derretendo as barreiras de entrada que defendiam as grandes empresas monopolistas na “Era Industrial”, somados ao contexto de esgotamento da centralização do poder (e do capital) com seus impactos devastadores na natureza, na sociedade e no equilíbrio econômico, originaram movimentos nada silenciosos de sessão deste status qüo. Como nunca se viu na história grupo de todos os tipos, ganharam voz, relevância e seguidores. O protagonismo da diferença em oposição ao padrão, da customização contra produção em série, da experiência mais que o produto, enfim, do “EU” ser efetivamente ouvido e considerado passa a ser regra e impactar definitivamente na demanda das empresas por todos os seus stakeholders, de colaboradores a clientes.

O dilema que encontramos no mundo corporativo neste contexto é o fato que seu mindset, modelos de negócio e gestão, ferramentas de trabalho e, sobretudo, a liderança estão ainda empacadas na estação anterior da história. A grande maioria das pessoas ainda não se atentou para o fato que passamos por uma transição de eras sem precedentes, tão ou mais impactante quanto foi a revolução industrial: A “Era do conhecimento”.

A abertura do programa de MPA da FDC hoje, com a presença de executivos, de diferentes empresas, com variados backgrounds, mostrou que em grande maioria, estamos todos buscando algo que ainda não sabemos o que é, mas que vai na mesma direção: transformar as organizações e questionar modelos para construir algo muito mais relevante.

A aula Magna, contou com a visão e análise de Paulo Paiva — ex-ministro do planejamento, Clélio Campolina — ex-ministro da ciência e tecnologia, Sylvia Coutinho — presidente nacional do Banco UBS, sobre o contexto atual e a evolução do país. Depois de uma análise profunda e discussões de possíveis iniciativas, a conclusão que chegamos é que a evolução do país, também passa pela revisão do modelo público para a era do conhecimento, e isso quer dizer, empoderamento e formação do indivíduo, e descentralização das estruturas para dar mais autonomia e propósito as unidades regionais. Muito próximo do que também acreditamos ser o caminho para as organizações que acreditamos que prosperarão na era do conhecimento.

Passamos por uma mudança de eras. Se ainda não temos as perguntas certas sobre os desafios das organizações nesse contexto, quem dera as respostas. Temos alguns caminhos, algumas crenças e experiências e esperamos que dia após dia desta jornada incrível do mestrado profissional que vamos compartilhar por aqui, sejamos capazes de apoiar a transformação da relação de empresas e pessoas para construir uma rede saudável, sustentável e perene.

Mauricio Bueno e Wagner Foschini são sócios da weme e 
mestrandos em Administração pela Fundação Dom Cabral.

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