Weme Experience Stanford

#Dia1: A melhor maneira de criar e inovar é fazendo

Por Maurício Bueno, diretor geral da Weme.

O design não se limita a criar objetos elegantes ou embelezar as coisas. A lição principal de um designer é como observar o mundo e as pessoas, e a partir disto compatibilizar exigências com utilidade, restrições com possibilidade, e necessidades com demanda.

Esta é a base do Design Thinking, um conjunto de processos e métodos que tem como objetivo entender e resolver problemas. O fundamental desta abordagem é combinar empatia em um contexto de um desafio, de forma a colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto; criatividade para geração de soluções e razão para analisar e adaptar as soluções para o contexto.

O Design Thinking vem sendo aplicado no desenvolvimento e aprimoramento em diversas esferas das organizações, como produtos, serviços, marcas e estratégia.

A metodologia (Design Thinking) ganhou tanta relevância para a gestão organizacional, que recebeu também um destaque dentro da escola de negócios da Stanford. Um instituto focado em design para negócios, o Instituto Hasso-Plattner, a d.school.

Hoje foi o primeiro dia da extensão em Design Thinking na escola de negócios da Stanford. Um dos pontos altos de todo o aprendizado da weme no Vale do Silício.

Aula de David Kelley, na d.school da Stanford

Entre introduções, conteúdo, atividades e exemplos práticos, o primeiro dia do curso foi inspirador.

O dia foi aberto por David Kelley, para quem não o conhece, ele é o fundador da IDEO (www.ideo.com), uma das empresas mais inovadoras do mundo, e da Stanford d.school.

David Kelley, IDEO CEO.

A mensagem principal deixada por Kelley foi que a criatividade e a inovação não são dons ou “estalos de genialidade”. Precisam de um processo. A criatividade é um jeito de pensar, um passo a passo, uma abordagem proativa de encontrar novas soluções. Nas palavras de Kelley: “Criatividade e a habilidade em inovar são como músculos — quanto mais usamos, mais forte elas se tornam”.

Após a abertura do curso, pudemos experimentar — de forma intuitiva — todo o processo de design thinking. Da empatia em ouvir o “usuário”, até a realização dos testes com os protótipos desenvolvidos para tangibilizar as ideias geradas.

O dia foi fechado com um relato inspirador de Doug Dietz, responsável por inovação na GE Healthcare. Doug mostrou como a empatia foi fundamental para inovar os exames de ressonância e tomografia em crianças. (https://www.youtube.com/watch?v=jajduxPD6H4)

Doug Dietz, GE Healthcare

A péssima experiência nestes exames, para crianças e pais, segundo Doug, resultava no fato de que mais de 85% das crianças tinham que ser medicadas (anestésicos) para realizar os exames, e o agendamento de exames de ressonância e tomografia era de 80 dias — já que as crianças resistiam e demoravam muito para realizá-los.

Mais do que tentar melhorar produtos ou atributos, a GE Healthcare, foi ouvir as crianças e observar todo o processo de um exame, desde o agendamento até a entrega do diagnóstico. O resultado é que o problema não estava no equipamento e sim na experiência. Segundo Doug: “Não se trata do que fazemos e sim por que fazemos. Queremos ajudar as pessoas a viverem melhor, com saúde. Não se trata apenas de fazer equipamentos melhores e com mais atributos”.

A solução da equipe de Doug foi criada em conjunto com um “time” de crianças e adolescentes. Toda a experiência foi pensada para criar aventura e entretenimento para as crianças. Desde a preparação para o exame até a sua realização, as crianças foram envolvidas com encantamento e os pais engajados com confiança e tranquilidade.

Hoje, nos hospitais onde a solução foi implementada, apenas 15% das crianças precisam de algum tipo de medicação e os exames são instantâneos, sem agendamento. Além de tudo isso, o “time” de crianças e adolescentes que participaram do processo recebem um percentual sobre a venda das solução.

A mensagem principal deixada por Doug hoje, em suas palavras, foi: “Reformule o problema a partir da empatia. Acredite em seu propósito — porque você faz o que faz, e questione o status quo. A resposta que eu tinha para a péssima experiência dos exames era: Tem que ser assim.”

Excelente início para um curso que traz muito do que acreditamos na weme. Amanhã, começamos a exercitar de fato todas as ferramentas do design thinking, com o objetivo de criar e testar, ao final do programa, algo relevante para a sociedade.

Até amanhã!

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