A história do Felipe

A deficiência foi algo que me aconteceu muito rápido. Foi uma inflamação na medula espinhal. De um dia para o outro, quando tinha 12 anos, acabei perdendo os movimentos das pernas.

Foi algo inusitado, muito rápido. Isso foi um baque para a minha família. Mas ela sempre esteve presente, do meu lado, me dando apoio e a força que eu precisava para poder continuar seguindo em frente. Para mim, isso foi de extrema importância.

Eu fazia desenhos de personagens de desenhos animados, reproduzia eles. Quando cheguei na arteterapia, durante o tratamento, tive a oportunidade de ter mais contato com as obras renascentistas, barrocas, surrealistas.

Isso trouxe de volta minha autoestima, me fez conquistar novas amizades, me fez descobrir um talento que até então eu não sabia que tinha. Foi fascinante.

Pintei quadros como a Crucificação de São Pedro, obras de Salvador Dalí, além da Mona Lisa. Descobri um talento que eu não sabia que tinha e pude aprimorar.

Entrei em 2009 no Ceir. E passei quatro anos na arte. Saí em 2015, mas ainda continuo pintando. Só que menos, pois estou me dedicando aos meus estudos, quero prestar vestibular para medicina.

Ah… vendo um quadro meu em exposição na Casa da Cultura, lugar que estou visitando pela primeira vez, eu me sinto importante. (risos)

Até então eu não sabia que esse meu trabalho chegaria até onde chegou hoje. Para mim, isso é muito bacana.

Felipe de Araújo Brito, 21 anos