Como lidar com as polaridades ?

Ou Os 3 estágios da evolução

Um sistema - seja uma pessoa, uma empresa ou um país - para evoluir, precisa de energia. Mas de onde vem a energia que sustenta a evolução ? A energia vem da tensão entre as polaridades, assim como a luz vem da tensão entre os polos positivo e negativo.

Na dança das polaridades, eu sou a tese, e o outro, o diferente de mim, é a anti-tese. Num primeiro momento, somos indiferentes um ao outro, estamos dissociados, isolados. Não nos interessa saber quem é aquele outro, não queremos interagir, não nos comunicamos, não trocamos e nem sequer nos reconhecemos. Estamos escondidos na separação e atados nas teias invisíveis da dualidade

Até que o universo (sempre ele) e sua sede por fluir, nos coloca num mesmo espaço-tempo, numa situação irreversível em que somos obrigados a reconhecer e aceitar a existência de um outro, de uma alteridade além da nossa singularidade.

Aqui a dualidade evolui para polaridade.

Neste estágio polar do processo, o outro, a quem antes eu era indiferente, agora existe mas ainda em oposição, e é meu inimigo, simplesmente por ser diferente; por ter outra cor, morar em outro bairro, torcer para outro time, apoiar outro partido, rezar para outro deus, gostar de outras coisas.

Logo, tenho bons motivos para deletá-lo pois acredito que ele, pelo simples fato de existir como diferente, põe em risco a minha identidade e até a minha existência, já que não há recursos suficientes para todos e apenas os meus iguais merecem viver e ser felizes.

É o medo e a crença da escassez, ardilosamente inserida como verdade em nossas mentes por meio da educação, da religião e da cultura, emergindo como alimento para a guerra.

Mas um dia (sim, um dia finalmente acontece) ficamos exauridos de lutar, de construir muros, de sustentar barricadas e de atirar bombas com defeito moral nos outros, nos diferentes.

Começamos a nos perguntar se não haveria um outro caminho, mais alegre e harmonioso, mais simples e divertido, mais leve e amoroso para viver e solucionar nossos problemas, porque na guerra, mesmo quando a ganhamos, perdemos.

Além do mais, é energética e psicologicamente insustentável estar em permanente estado de alerta para se defender de um pseudo inimigo.

É quando começa a deslizar pelas frestas condicionadas dos sistemas de comando e controle uma inteligência diferente, mais criativa, amorosa e inclusiva, que semeia ideias novas, subversivas, impensáveis e, pasmem, chegando ao cúmulo de concluir que colaborar com o antigo concorrente pode ser mais “sustentável”.

Neste estágio do processo evolutivo, o sistema como um todo se expande e transcende suas antigas fronteiras ao entrar no hiperfluxo de integração dinâmica que chamamos de síntese.

Os polos começam a se olhar, bater papo, dialogar, trocar ideias, compartilhar experiências, integrar funções, cocriar projetos, transformar visões e, principalmente, a dançar.

Quando os polos dançam, ao invés de guerrear; quando trocam energia criativamente, ao invés de negarem o outro; quando cocriam, ao invés de destruir, o holos, o todo, guiado por aquilo que há de comum entre as polaridades, tem um ganho fenomenal de energia e salta uma oitava quântica na espiral da evolução.

Um novo estágio energético, e um novo estado de consciência, se iniciam, e todos que compõem o todo aprendem, crescem e enriquecem no fluxo da abundância ao descobrirem na prática que há sim um sim para todos.

A síntese é um fluxo de manifestação da verdade que vai da dualidade para a polaridade e para transcendência, numa dinâmica universal que acontece não só “dentro de nós” - entre entre átomos, moléculas, células e as nossas subpersonalidades -, como “fora de nós”, nas famílias, coletivos, empresas, países, planetas e em todo o sistema solar.

Sintetizar é abrir espaço para a manifestação da nossa essência e acontece simultaneamente em todas as dimensões até que os limites virtuais e ilusórios que nos separam desapareçam e uma nova unidade se instale.

Fabio Novo, terapeuta & autor

www.holoplex.org

— esta imagem é parte do livro HOLOPLEX, de Fabio Novo.

9/4/18

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