Quem são os homens brancos e ricos que institucionalizaram a ideologia transgênero?

Excessivamente ricos, homens brancos (e mulheres) que investem em empresas biomédicas estão financiando inúmeras organizações transgênero cuja agenda os tornará ainda mais ricos.

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Feb 21, 2018 · 14 min read

Por Jennifer Bilek

Como ativista ambiental que foi impedida de falar durante uma conferência por transativistas, em 2013 tive curiosidade sobre o poder desse grupo para forçar seu desenvolvimento. Um ano depois, quando a revista Time anunciou um ponto de inflexão transgênero em sua capa, eu já havia começado a investigar o dinheiro por trás do projeto transgênero.

Tenho observado como espaços seguros para todas as mulheres, universidades e esportes abriram suas portas a qualquer homem que escolha se identificar como mulher. Considerando que os homens que se identificam como mulheres trans estão na vanguarda deste projeto, as mulheres que se identificam como homens trans parecem silenciosas e invisíveis. Fiquei surpresa com o fato de que uma grande mudança cultural, como a abertura de espaços protegidos de acordo com o sexo, estava acontecendo a um ritmo meteórico e sem consideração pela segurança de mulheres e meninas, deliberação ou debate público.

Junto com essas rápidas mudanças, testemunhei a revisão da língua inglesa com a inclusão de novos pronomes e um ataque quase tirânico a quem não os usava. As leis que obrigam o novo discurso foram aprovadas. Atualmente se está instituindo leis que sobrepõe o conceito amorfo de identidade de gênero sobre o de sexo biológico. As pessoas que falam abertamente sobre essas mudanças podem encontrar a si mesmas, suas famílias e seus meios de subsistência ameaçados.

Esses elementos, juntamente com a saturação midiática da questão, me fizeram indagar: isso é realmente uma questão de direitos civis para uma pequena parte da população com disforia corporal, ou há uma agenda maior com interesses financeiros que não estamos vendo? Este artigo pode somente desvendar superficialmente essa questão, mas considerando que o transgenderismo explodiu basicamente no meio do capitalismo, o que é notório por subsumir os movimentos de justiça social, essa investigação inicial deve ser valorada.

Quem está financiando o movimento transgênero?

Separar problemas transgêneros da infraestrutura LGBT não é uma tarefa fácil. Todos os doadores mais ricos estiveram financiado as instituições LGBs antes que elas se tornassem instituições LGBTs e, apenas em alguns casos, recursos foram destinados especificamente para questões transgêneras. Alguns desses bilionários financiam o movimento LGBT através de suas inúmeras empresas, multiplicando suas contribuições muitas vezes de maneiras que também são difíceis de rastrear.

Esses financiadores frequentemente passam por organizações de financiamento anônimas, como a Fundação Tides, fundada e operada pela Pike. Grandes corporações, filantropos e organizações podem enviar enormes somas de dinheiro para a Fundação Tides, especificar a direção e os fundos chegam ao destino anonimamente. A Fundação Tides cria um firewall legal e um abrigo fiscal para fundações e financia campanhas políticas, muitas vezes usando táticas legalmente duvidosas.

Esses homens e outros, incluindo empresas farmacêuticas e o governo dos EUA, estão enviando milhões de dólares para causas LGBTs. Os gastos globais totais reportados ao movimento LGBT agora são estimados em 424 milhões de dólares. De 2003 a 2013, foi divulgado que o financiamento para causas transgêneras aumentou mais de oito vezes, aumentando três vezes em relação ao acréscimo do financiamento LGBTQ em geral, que quadruplicou de 2003 a 2012. Este enorme aumento do financiamento aconteceu ao mesmo tempo que o transgenerismo começou a ganhar força na cultura estadunidense.

424 milhões de dólares é muito dinheiro. Será suficiente para mudar as leis, arruinar a linguagem e forçar um novo discurso público, censurar e criar uma atmosfera de ameaça para aqueles que não concordam com a ideologia da identidade de gênero?

Transgenderismo: um novo mercado médico e de estilo de vida

Ao longo da última década, houve uma explosão na infraestrutura médica transgênero dos Estados Unidos e do mundo para “tratar” as pessoas trans. Além das clínicas de gênero que proliferam em todo Estados Unidos, as alas hospitalares estão sendo construídas para incluir cirurgias especializadas e muitas instituições médicas estão clamando participação nos novos desenvolvimentos.

Os médicos estão sendo treinados em simpósios com cadáveres em todo o mundo, para todo tipo de cirurgias relacionadas a indivíduos transgêneros, incluindo faloplastia, vaginoplastia, cirurgia de feminização facial, procedimentos uretrais e muito mais. Mais e mais corporações americanas estão cobrindo cirurgias transgênero, drogas e outras despesas. Os endocrinologistas que estiveram a procura da fonte da juventude nos hormônios por mais de uma geração, e pelos subsequentes ganhos gerados pela comercialização desses hormônios, seguem em busca do ouro.

Os bloqueadores de puberdade são outro mercado crescente. O braço da medicina dedicado à cirurgia plástica se põe em cena para uma infusão de dinheiro, bem como transplantes de órgãos, especialmente transplante de útero para homens que se identificam como mulheres que podem desejar engravidar no futuro. Essas cirurgias já estão sendo praticadas em animais e o primeiro implante de útero bem sucedido de uma doadora falecida para outra fêmea já foi um sucesso. A Biogenética está preparada para ser o investimento do futuro, diz Rothblatt, que encabeçou uma gigantesca empresa farmacêutica e agora está investindo fortemente em biogenética e transplantes.

O transgenderismo certamente se insertou no mercado americano, por isso parece importante considerar as implicações desses fatos enquanto aprovamos leis relativas aos indivíduos transgênero e às nossas liberdades civis. O transgenderismo se situa no centro do complexo industrial médico, que segundo algumas estimativas, é ainda maior que o complexo industrial militar.

Com a infraestrutura médica que está sendo construída, os médicos estão sendo treinados para diversas cirurgias, clínicas estão abrindo a toda velocidade, e a mídia comemora, o transgenderismo está se preparado para o crescimento. O LGB, um grupo de pessoas que em algum momento foi muito pequeno, tentando amar abertamente pessoas do mesmo sexo e ser tratado igualmente na sociedade, provavelmente já foi subsumido pelo capitalismo e agora está infiltrado pelo complexo industrial médico através do transgenderismo.

Quem trabalha para institucionalizar a ideologia transgênero?

Muito mais importante do que os fundos que vão diretamente para o lobby e as organizações LGBTs, dos quais apenas uma fração é utilizada para ajudar as pessoas que se identificam como trans, é o dinheiro investido pelos homens mencionados acima e pelos governos e empresas de tecnologia e farmacêuticas, para institucionalizar e normalizar o transgenderismo como uma opção de estilo de vida. Eles estão moldando a narrativa transgênero e normalizando-a dentro da cultura, através de seus métodos de financiamento.

Este artigo usará a família Pritzker como estudo de caso, tanto para reduzir seu tamanho quanto porque eles são emblemáticos em como esse esquema funciona. Aqueles que financiam organizações trans e normalizam o transgenderismo estão canalizando fundos e investindo da mesma maneira na infraestrutura médica. Isso dificilmente pode ser uma mera coincidência quando produtos farmacêuticos e tecnologia são absolutamente essenciais para a transição. Também é importante notar que, apesar do lobby trans ter se costurado ao guarda-chuva LGB, as pessoas LGB, como tal, não são pacientes médicos de toda a da vida.

Os Pritzkers são uma família americana de bilionários filantrópicos cujo valor é de aproximadamente 29 bilhões de dólares, e cuja fortuna foi gestada pelos hotéis Hyatt e lares de idosos. Eles agora têm investimentos maciços no complexo industrial médico.

Examinaremos apenas alguns membros da família Pritzkers neste artigo, o que dará uma indicação de seu alcance e influência como família, especialmente no que diz respeito ao projeto transgêndero e sua relação com o complexo industrial médico. Durante a leitura, lembre-se, indivíduos em transição são pacientes médicos de toda a vida e a família Pritzker não é uma anomalia em sua trajetória de financiamento ou investimentos no complexo médico industrial.

Jennifer Pritzker

Algumas das organizações que Jennifer possui e financia são especialmente importantes para entender a rápida introdução da ideologia transgênero em instituições médicas, jurídicas e educacionais. Pritzker possui Squadron Capital, uma corporação de aquisições, com foco em tecnologia médica, dispositivos médicos e implantes ortopédicos, e a Fundação Tawani, uma organização filantrópica com foco em gênero e sexualidade humana.

Pritzker faz parte do conselho diretivo do Programa de Sexualidade Humana da Universidade de Minnesota, para a qual ele doou 6,5 milhões de dólares na última década. Dentre muitas outras organizações e instituições financiadas por Pritzker, estão o Hospital Infantil Lurie, um centro médico para crianças não conformes com o gênero, que atende 400 crianças em Chicago; a escola Pritzker de Medicina da Universidade de Chicago; uma cátedra de estudos transgêneros da Universidade de Victoria (a primeira desse tipo); e o Centro Mark S. Bonham de estudos em Diversidade Sexual na Universidade de Toronto. Ele também financia a União Americana de Liberdades Civis e seus familiares financiam a Planned Parenthood, duas organizações importantes na institucionalização do apagamento da linguagem feminina e para o suporte de causas transgêneros. A Planned Parenthood também decidiu recentemente entrar no mercado médico transgênero.

Jennifer Pritzker financia estrategicamente, assim como sua família, as universidades que se tornam responsáveis por sua ideologia, cujos alunos passam a difundir a ideologia de gênero, escrevendo artigos pró trans em revistas médicas e outros meios. O tio e a tia de Jennifer, John e Lisa Pritzker, deram 25 milhões de dólares à Universidade da Califórnia em São Francisco para criar um centro de psiquiatria infantil. Jennifer também financia hospitais e escolas de medicina onde os alunos continuam a criar especialidades transgênero e centros médicos LGBTs, mesmo que lésbicas, gays e bissexuais não precisem de serviços médicos especializados.

Aqui estão apenas algumas atividades atuais dos alunos das escolas de medicina financiadas por Pritzker e os beneficiários do dinheiro investido:

Jennifer Pritzker também ajudou a normalizar os indivíduos transgêneros no exército com uma concessão de 1,35 milhão de dólares para o Centro de Soluções Palm, um grupo de pensamento LGBT da universidade da Califórnia, Santa Bárbara, para criar pesquisas que validem o transgenderismo militar. Ele também doou 25 milhões de dolares para a Universidade Norwich em Vermont, academia militar e primeira escola a lançar um programa no Corpo de Treinamento dos Oficiais da Reserva Naval.

O financiamento da Pritzker não se limita aos Estados Unidos e atinge outros países através da WPATH, com conferências para médicos que estudam cirurgias transgênero e financiamento de universidades internacionais.

Penny Pritzker

Como secretária de comércio do presidente Obama, Penny Pritzker ajudou a criar o Instituto Nacional de Inovação para fabricação de Biofármacos (NIIMBL), facilitando um prêmio de 70 milhões de dólares do Departamento de Comércio dos EUA, o primeiro financiamento desse tipo. Obama fez do transgenerismo tema favorito da sua administração, realizando uma reunião na Casa Branca (pela primeira vez) para tratar do assunto.

A administração aplicou silenciosamente as forças do poder executivo para facilitar que pessoas trans pudessem alterar seus passaportes, obter tratamento sexual cruzado [para mudança de sexo] nas instalações da administração de veteranos e acessar os banheiros públicos e os programas esportivos baseados na identidade de gênero [ao invés de baseado no sexo]. Estas são apenas algumas das mudanças políticas da presidência de Obama relacionadas ao transgenderismo.

Soros e Gill são dois outros importantes financiadores do movimento transgênero que investiram milhões de dólares para eleger Obama, e Stryker foi um dos cinco principais contribuintes de sua campanha eleitoral. Durante a presidência de Obama e George W. Bush, o governo federal também financiou a Fundação Tides com 82,7 milhões de dólares, que por sua vez doou 47,2 milhões de dólares para questões LGBTQ nas últimas duas décadas.

Penny financiou a Escola de Saúde Pública de Harvard e, junto com seu marido, através de uma fundação mútua, The Pritzker Traubert Family Foundation, estão bancando iniciativas para a primeira infância, além de oferecer bolsas de estudo para estudantes de medicina da Universidade de Harvard. Os médicos da ala dos Serviços de Gerenciamento de Gênero do Hospital Infantil de Boston estão todos afiliados à Escola de Medicina de Harvard. Penny Pritzker também fez parte do conselho em Harvard, onde as oficinas estudantis ensinam estudantes, muitos dos quais vão liderar instituições nos EUA, que “existem mais de dois sexos”.

J.B. Pritzker

J.B. forneceu financiamento inicial para a Matter, uma incubadora de ponta na área de tecnologia médica com sede em Chicago. Ele também fez parte do conselho de diretores em sua alma mater, a Duke University, onde estão fazendo avanços na área de criopreservação em ovários de mulheres.

J.B. se candidatou para governador de Illinois em 2018 e investiu 25 milhões de dólares em uma iniciativa público-privada na administração Obama, totalizando 1 bilhão de dólares para a educação infantil. J.B. e sua esposa, M.K. Pritzker, doaram 100 milhões de dólares para a Faculdade de Direito da Universidade de Northwestern, uma parte para bolsas de estudo e outra para o trabalho de “justiça social” da escola e para o trabalho de direito da infância.

Temos que ver por que isso se enquadra nas questão de direitos civis quando as principais questões parecem ser a engenharia social e de capital. Não parece haver uma só esfera de influência que não tenha sido tocada pelo dinheiro de Pritzker, desde a educação infantil e universitária até as leis, as instituições médicas, o lobby e as organizações LGBTs, a política e as forças armadas. Se eles fossem os únicos que financiam e institucionalizam a ideologia transgênera, ainda seriam extremamente influentes, mas eles se juntaram a outros homens brancos extremamente ricos e influentes, que também têm vínculos com as indústrias farmacêutica e médica.

Gigantes farmacêuticas e de tecnologia apostam tudo no projeto transgênero

Ao mesmo tempo que essas empresas estavam pressionando por banheiros transgêneros, elas estavam lutando contra as políticas de proibição de viagem e políticas de imigração do presidente Trump. Ao informar os incidentes simultaneamente, a CNN News fez a conexão óbvia entre o interesse das corporações na proibição das imigrações e o comércio, citando um documento legal assinado pelas empresas que dizia: “Isso está causando danos significativos nos negócios, na inovação e no crescimento dos EUA”. Mas não fez nenhuma conexão equivalente entre o interesse das empresas nos direitos dos transgêneros. A pergunta óbvia seria: por que eles se importam? A resposta óbvia é: dinheiro.

A fusão desse problema médico manufaturado com o marco dos direitos civis implica a continuação e o crescimento do problema. O transgenderismo é enquadrado como um problema médico, para a disforia de gênero de crianças que precisam de bloqueadores da puberdade e que estão sendo preparadas para uma vida inteira de medicalização, e como uma opção de estilo de vida valente e original para adultos. Martine Rothblatt sugere que somos todos transhumanos, que mudar nossos corpos através da remoção de tecidos e órgãos saudáveis ​​e ingerir hormônios cruzados [“do sexo oposto”] ao longo da vida pode ser comparado ao uso de maquiagem, ou com pintar os cabelos ou fazer tatuagem. Se somos todos transhumanos, expressar isso poderia ser uma saga infinita de consumismo relacionado com o corpo.

A expansão maciça da infraestrutura médica e tecnológica para uma fração pequena (mas crescente) da população com disforia de gênero, juntamente com o dinheiro que está sendo canalizado para este projeto por parte daqueles que estão investindo fortemente nas indústrias médica e tecnológica, parece fazer sentido apenas no contexto de mercados em expansão para mudar o corpo humano. Os ativistas trans já estão clamando por uma mudança de “disforia de gênero” para “incongruência de gênero” na próxima revisão do cadastro internacional de códigos de diagnóstico mental, o ICD-11. A pressão é feita para que hormônios e cirurgias sejam pagas pelos seguros para quem acredita que seu corpo é de alguma forma “incongruente” com sua “identidade de gênero”.

A diversidade corporal parece ser a questão central, não a disforia de gênero; distanciando pessoas de sua biologia através de distorções de linguagem, para normalizar a alteração da biologia humana. Institucionalizar a ideologia transgênero faz exatamente isso. Esta ideologia está sendo promovida como uma questão de direitos civis por homens ricos, brancos, com enorme influência que se beneficiam pessoalmente de suas atividades políticas.

Cabe a todos perceber que a intenção real desses investimentos é priorizar uma vida de tratamentos médicos “anticorpo” para uma parte minúscula da população, construindo uma infraestrutura para eles e institucionalizando a maneira como nos percebemos como humanos, antes que os seres humanos se convertam num conceito pitoresco do passado.

Jennifer Bilek é uma artista, ativista ambiental, escritora e uma cidadã comprometida.

Texto original: http://thefederalist.com/2018/02/20/rich-white-men-institutionalizing-transgender-ideology/

Hormônio não é brinquedo

Movimento crítico à transição infantojuvenil

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