Quando a melodia encontra a letra

Sem nunca ceder espaço para o medo do palco ou da folha em branco, Bárbara encontrou, entre letras e partituras, a mistura ideal para uma vida cheia de poesia.


Nascida em uma família humilde, na cidade de Belo Horizonte, Bárbara Roque teve pais muito dedicados em fazer com que ela e sua irmã caçula, Débora, tivessem uma educação exímia e cercada de diferentes culturas.

Isso porque o bairro onde moravam possuía um alto índice de marginalização dos jovens e, para evitar que o mesmo acontecesse com as filhas, Edson e Mirtes se certificaram de que as duas tivessem sempre as mentes — e as agendas — ocupadas.

Entre as aulas de natação e línguas estrangeiras, outra alternativa encontrada pelo pai foi a música, em específico, a de gênero clássico.

“Meus pais brincavam que não parecíamos pertencer à classe social que pertencemos e sempre incentivaram minha irmã e eu a fazer coisas fora da caixinha”.

Aos 5 anos de idade, Bárbara iniciou aulas de piano. Por mais de uma década, praticou e se especializou no instrumento que, lá no fundo, não era bem o seu favorito, mas persistiu pelo gosto que dava aos pais e pela habilidade que acabou desenvolvendo. Com dez anos, por exemplo, já tocava em casamentos e se apresentava em praças de alimentação nos shoppings.

Débora também foi incentivada a aprender piano, mas não se adequou muito. Diferente da irmã, criou laços com o universo dos esportes, praticando hipismo.

Em 2005, surgiu a oportunidade para Bárbara participar de um projeto assistencial no bairro, onde crianças eram incentivadas a aprender música clássica. Nesse momento, a jovem se deparou com uma nova gama de instrumentos. Violinos, violas, violoncelos, flautas das mais diversas.

No meio de tantas opções, pediram a ela que escolhesse um e, sem muitas pretensões, optou pelo violino. Naquele momento, Bárbara encontrou uma nova paixão.

Encantada pelo aprendizado e as novas sensações proporcionadas pelo instrumento, manteve o ritmo de empolgação e dedicação com as aulas. Tudo corria bem, como o planejado, até que o primeiro inimaginável aconteceu.

Por falta de patrocínios, o projeto foi chegando ao fim. Uma notícia triste, mas que não marcou o fim da sua carreira musical. Dona de um talento notório, Bárbara foi convidada pelos professores e maestros para tocar em Ouro Branco, em uma escola com aulas de música.

Aceitou a proposta e, a partir daí, iniciou uma nova jornada em sua vida. Todas as sextas-feiras, saía da escola direto para rodoviária, rumo a Ouro Branco, para tocar na orquestra da cidade. Lá, passava as tardes estudando, tocando e, quando não tinha concertos aos sábados e domingos, voltava para casa ao fim do dia.

Até concluir o ensino médio, em 2007, todas as viagens eram feitas na companhia da mãe, que passava cinco horas na cidade apenas acompanhando a filha nos ensaios. Bárbara havia desenvolvido uma nova rotina, além da que já administrava em Belo Horizonte.

Nas pontas esquerda e direita, os pais Edson e Mirtes. No meio, as irmãs Bárbara e Débora, grávida da Manu.

Durante esse período, também começou a ter aulas de regência, pensando que este seria o rumo que sua vida iria tomar. A essa altura, já havia tocado no circuito da Estrada Real, considerada a maior rota turística do país, e experimentou reger uma orquestra composta pelos jovens de Ouro Branco.

Tudo parecia encaminhado, inclusive sua opção de curso para o vestibular. Bárbara havia decidido que se tornaria regente até que, mais uma vez, o destino interferiu em seus planos.

Após muitos concertos em diversas cidades de Minas Gerais, conseguiu uma bolsa de estudos para fazer um intercâmbio na cidade de Saint Paul, em Minnesota. Chegando lá, fez algumas aulas de violino, mas não chegou a tocar em nenhuma orquestra.

Mas não se deixou abalar, pelo contrário. Sua experiência nos Estados Unidos lhe mostrou novos caminhos. Durante os cinco meses que ficou no país, Bárbara criou uma aproximação muito forte com a Literatura. A conexão foi tanta que, na sua volta para o Brasil, deixou de lado o plano de se tornar regente e resolveu prestar vestibular para Letras.

Durante o curso, Bárbara se apaixonou cada vez mais. Teve medo, mas nem tanto. Optou por interpretar aquele novo e desconhecido ambiente como mais uma manifestação artística, tal qual foi com a música.

Desde então, não conseguiu mais conciliar as viagens para fazer parte da orquestra. Porém, sua vontade de continuar tocando persistia. A solução que encontrou foi a de tocar em casamentos para manter sua paixão e, ainda, descolar uma renda extra com seu hobby.

Uma vez graduada, em 2014, começou a lecionar em colégios, dando aulas de Redação e Português para jovens vestibulandos. Assim, iniciou mais uma rotina de agendas cheias. Se organizava para dar aulas em cidades como Ipatinga, Caratinga e Valadares. Fez isso até se dar conta de que não era essa a carreira que gostaria de seguir.

Certa vez, uma amiga da pós-graduação lhe contou sobre a Hotmart. Fernanda, que também faz parte do nosso time, como tradutora de Inglês, achou que o perfil de Bárbara tinha tudo a ver com a empresa — e ela estava certa! O entusiasmo e dedicação de uma violinista que amava escrever foram características essenciais que a auxiliaram na conquista de se tornar uma HotTrooper.

Atualmente, Bárbara exerce a função de analista de Marketing e compartilha seus talentos com a escrita para compor textos do blog. Na empresa, encontrou a liberdade e a oportunidade que sempre desejou ter em um emprego. Ela, inclusive, já protagonizou três episódios da nossa série “Hotmart Tips”, que você pode assistir clicando aqui, aqui e aqui.

“Demorei muito tempo para me descobrir profissionalmente. Violino sempre foi meu hobby, que me ajuda a ter uma renda extra. A Letras é meu curso do coração, mas não gostava de dar aulas. Com a Hotmart, finalmente, descobri mais uma coisa que sinto prazer em fazer.”

Bárbara nos mostra que o principal investimento que podemos fazer é em nós mesmos e que o inimaginável, muitas vezes, é o melhor que pode nos acontecer.

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