Mar 4, 2016 · 3 min read

Essa semana foi bem curiosa.

Tão curiosa que me fez escrever esse texto. Justo eu que, normalmente, só “escrevo figuras”.

É sério! Escrever não é, nem de longe, nem exatamente, uma diversão pra mim… :P

O que me chamou tanto a atenção foi o fato de VÁRIAS pessoas me perguntarem o porquê de ainda existir a divisão entre agências/profissionais de off e on-line.

E de eu ter rido todas as vezes…

E de em todas elas, depois da explicação clássica (sobre o modelo da publicidade ancorado em venda de mídia, dos grandes players etc), parar pra pensar se era só esse o motivo da confusão de quem, normalmente, não tem quase nenhum interesse no que eu faço mas que, muitas vezes são, ou poderiam ser, clientes em potencial.

Na real, não cheguei exatamente a uma conclusão. Mas o acontecido me deu vontade de repetir mais uma vez, agora por escrito, aquilo que já venho falando/pregando e esbravejando nos chopes da vida. :)

E o universo conspirou pra reforçar essa idéia.

Nessa semana bizarra curiosa, eu também ouvi o podcast de uma entrevista com o André Kassu, da CP+B. E eu geralmente odeio podcasts… Mas calhou dele falar um pouco disso e ir além. Falou de muita coisa que eu concordo e nunca tinha pensado/atinado. De coisas que ele viveu e aprendeu como empresário e que eu estou vivendo e aprendendo agora. E um outro tanto de coisas que eu também já falei um porrilhão de vezes, pra um porrilhão de gente. Enfim…

Num dos trechos, o cara fala que “criativos hoje em dia são como meninos mimados, que só fazem o que querem”. E ele tem razão, mas não só os criativos.

No fundo, eu acho que a culpa é nossa como um todo, sabia?

Verdade, a culpa é nossa! E sabe por que?

Porque a gente insiste em viver num mundo que só a gente vive. Jargões são inventados todos os dias pra dizer o mesmo que era dito há duzentos anos atrás. A maioria de nós não respeita mais os briefings como deveria e nem sempre leva em conta o problema real do cliente (que normalmente tá cagando pra definições de off/on/btl/inbound/whatever). Nosso mercado, de maneira geral, pensa mais em como pode adequar aquela necessidade à expertise da agência e, no final do mês, manter o faturamento dentro do esperado. Ou, tá mais preocupado em como transformar o problema numa oportunidade de prêmio ou, no mínimo, de upgrade no portfolio.

Nada de errado com nada disso, não fosse o fato de que é a gente, e não o cliente, quem paga a conta no final. Mesmo quem tá na luta contra essa corrente. É a “classe” como um todo que se enfraquece e cai no arcaismo.

A impressão que eu tenho é que a gente que trabalha com design, propaganda ou outras carreiras criativas, vive dizendo que essa divisão não existe mais, mas é a gente que ainda insiste em continuar se dividindo/definindo assim. Mesmo sabendo que isso não funciona mais.

Eu tô tentando fazer a minha parte. Não é à toa que a minha empresa tem no nome “grupo criativo”. ;)

Humans Creative Group

Equally different humans. Humans is not an advertising agency or a startup. Neither a producer nor a design studio. We are none of these things, yet we are all of them. A little bit of everything and more.

Raul Queiroz

Written by

Full Stack Designer/Art Director/Illustrator

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