Planeje, execute e conquiste resultados

Com o começo de 2016, novos planejamentos e diretrizes começam a borbulhar pelas corporações, determinando os passos que devem ser dados para o ano. Baseados em análises do cenário político, econômico e social, têm como principal objetivo trazer vantagem competitiva sobre os concorrentes bem como diminuir o número de situações problemáticas e tentar garantir, ao máximo, a possibilidade de atingir os resultados desejados.

Se você não tem o costume de planejar, a sugestão é que comece agora!

Segundo a Endeavor, organização que tem como objetivo o desenvolvimento de empreendedores inovadores no Brasil e no mundo, para a criação de um planejamento estratégico consistente é necessário responder algumas perguntas-chave, primeiro passo importante para o embasamento das análises conjunturais. São elas:

1. Quem somos? Qual a nossa missão? Qual a relevância do nosso negócio para o mercado? Afinal, aonde queremos chegar?
2. Quais são os atores envolvidos nesse planejamento? Quem deve ter participação importante nas análises que traçarão os caminhos da empresa;
3. Definidos os papeis de cada um, é o momento de ter em mãos o máximo de informações que lhe darão uma visão mais completa do mercado. Saiba de tudo que se refere à análise de mercado, de crescimento e desenvolvimento de funcionários, concorrentes, áreas e mercados para explorar;
4. Esteja informado sobre os insumos (internos e externos) para a realização de seu negócio. O entendimento de mercado é tão bom quanto a compreensão do que ocorre dentro da sua própria empresa.
(Endeavor @ https://endeavor.org.br/planejamento-estrategico-como-fazer-e-por-onde-comecar/)

Os objetivos são o coração do planejamento

Os objetivos são, resumidamente, traduções pontuais e específicas (geralmente quantitativas) da missão, visão e valores da empresa, que objetivam o crescimento e, consequentemente, o lucro.

Estruturar um planejamento requer uma visão estratégica do negócio e do mercado no qual a sua empresa está inserida. Assim, é necessário que os líderes de todos os departamentos estejam, de alguma forma, envolvidos. Seja para ouvir suas opiniões sobre o mercado, as dificuldades/facilidades do seu cotidiano, suas percepções de desenvolvimento das relações comerciais (tanto com fornecedores quanto com clientes ou parceiros) ou as perspectivas relacionadas à sua equipe, seja para colocá-los diretamente na criação e execução do planejamento, é essencial que toda a estrutura de capital humano diretamente relacionada à gestão e aos níveis mais estratégicos tenham participação no planejamento.

Principalmente em um momento de crise, toda informação, vinda tanto de dentro quanto de fora é de extrema valia e pode ser o diferencial para conseguir conquistar vantagem mercadológica.

Após compilar o maior volume possível de informações relevantes, é necessário estruturar objetivos concretos e claros, que servirão de norte para a definição de ações durante todo o ano. Tais objetivos, ou metas, devem considerar alguns pontos importantes na sua construção, para que seja possível, ao final, avaliar qual o real resultado do planejamento. Assim:

  1. Alinhamento com a missão, visão e valores da empresa, para que haja identidade corporativa em todas as ações.
  2. Realidade e possibilidade de atingimento das metas definidas.
  3. Clareza sobre quais são os resultados esperados.
  4. Divulgação para todos os colaboradores que trabalharão diretamente para o atingimento dos resultados.
  5. Métricas de análise e acompanhamento da execução do plano, permitindo, assim, que seja possível um redirecionamento em tempo hábil caso aquela meta não demonstre evolução.

Os objetivos são, como pode ser percebido, o cerne de todo o planejamento. Metas mal estruturadas ou erroneamente direcionadas podem tornar-se inimigos de um bom desenvolvimento durante o ano e, por fim, responsáveis pelo fracasso da evolução da empresa. Recomenda-se, pois, que o planejamento seja criado, então, pelos níveis mais estratégicos da corporação, ou no mínimo validados por eles. O envolvimento de presidentes, vice-presidentes ou diretores é primordial para que minimize-se ao máximo a possibilidade de fracasso, já que estes são os cargos com o maior entendimento, dentro da empresa, da estratégia corporativa.

Uma ferramenta amplamente utilizada pelos gestores para a definição de metas, é a de Objetivos S.M.A.R.T. Segundo essa teoria, os objetivos de um planejamento devem conter as características listadas abaixo para serem efetivos:

  • Specific (específico): os objetivos devem ser claros e diretos. Quanto mais informações sobre o que se deseja (quantidade, prazo, qualidade etc.), mais específico é o objetivo. Exemplo: “aumentar vendas” é um objetivo muito amplo. Neste caso, seria melhor definir “aumentar vendas em 20% até o final de 2016, com retorno de 80% de satisfação pós-venda”.
  • Measurable (mensuráveis): os objetivos devem ser passíveis de mensuração, para que seja possível avaliar a evolução das ações. Atualmente é possível criar diversas métricas de avaliação de desempenho, não só de colaboradores mas também de ações executadas por um time, por exemplo.
  • Attainable (atingíveis): o objetivo deve conter um número, uma quantidade que deseja-se atingir. Falar que um objetivo é “tornar os colaboradores mais desenvolvidos” não possibilita que você defina uma meta alcançável. Mesmo que esse número seja algo pouco palpável, como “satisfação no ambiente de trabalho”, é necessário pensar em uma métrica que te permita quantificar e avaliar o resultado.
  • Realistic (realistas): segue mais ou menos o mesmo conceito acima. Um erro comum de muitos planejamentos é o de definir objetivos impossíveis, com o intuito de estimular o time a correr atrás do melhor resultado possível. Isso só gera frustração nos colaboradores. Os objetivos não devem ser muito fáceis, o que lhe traria um resultado aquém da capacidade do seu time, e nem impossíveis de serem alcançados.
  • Time-bound (com prazos determinados): a determinação de um prazo factível também é importantíssimo. Prazos são importantes para definir prioridades e, principalmente, para não perder timing de ações pontuais, que muitas vezes perdem sua eficiência se não forem executadas até uma data específica.

Para garantir o atingimento dos objetivos é necessário, então, a criação de planos de ações (ou planos operacionais) condizentes, definindo quais são as etapas e ações a serem realizadas. É costumeiro que, para cada objetivo traçado, determinem-se etapas e ações a serem executadas para a estruturação, consolidação e colhimento dos resultados.

O plano de ações

O planejamento das ações é um trabalho bastante sistemático e que exige grande capacidade lógica e mental. Ao contrário da delimitação de objetivos, que baseia-se no conhecimento de informações diversas, vivência da cultura corporativa, um pouco de intuição e muita experiência de mercado, as ações devem ser estruturadas focando-se tão somente as metas. O que devo fazer para conseguir atingir o objetivo x? Quais devem ser as etapas que preciso seguir? Onde devo começar? Até que ponto devo ir? Quais podem ser os percalços? E, caso encontre com eles, o que devo fazer?

Para a Endeavor, é importante atentar-se aos seguintes pontos:

1. A sincronia dos processos de gestão de pessoas, da estratégia e da rotina são essenciais para uma boa execução;
2. Divisão de funções, atribuições e responsabilidades são partes importantes para alcançarmos os objetivos com organização;
3. Não devemos dar passos maiores do que podemos. Planos maiores que nossa capacidade geram frustração, pois plano bom é aquele conseguimos implantar estando dentro da realidade;
4. Se quisermos uma execução boa, devemos saber premiar e incentivar as pessoas envolvidas nessa evolução;
5. Estar aberto a novas realidades, saber a hora de mudar e abrir mão de algo com flexibilidade e sabedoria, será um bom controle de qualidade dos seus planos estratégicos.
Leia mais em Endeavor @ https://endeavor.org.br/planejamento-estrategico-como-fazer-e-por-onde-comecar/

É interessante, neste ponto, perceber que as ações planejadas são estruturadas em uma análise concreta de fatos, mas não existe uma fórmula pronta que garanta o seu sucesso. Assim, é de extrema importância que o(s) executor(es) do plano operacional tenha a consciência de que uma ação previamente determinada possa não ter os resultados esperados e, então, faz-se necessária a sua substituição.

É muito comum, neste momento, a inserção de metodologias de melhoria contínua, garantindo que o ciclo planejamento — ação — avaliação — ajustes mantenha-se rodando continuamente, possibilitando a evolução das ações e, consequentemente, dos resultados.

Essas metodologias possuem um excelente ferramental para a análise de resultados em diversas fases da implementação e execução do plano — não somente no final, permitindo a constante possibilidade de refinamento redirecionamento dos processos que não alcançam os resultados esperados. Suas métricas são objetivas e atuais, visto que são comparadas as evoluções durante todo o processo.

Um planejamento estratégico é como um filho, necessita de atenção

É de vital importância que o planejamento estratégico não seja entendido tão somente como um deliverable ao stakeholder solicitante— seu/sua chefe, cliente, parceiro(a) etc. — mas sim como um norteador para as suas ações.

Consulte-o de tempos em tempos, acompanhe, faça uma lista dos objetivos já alcançados no decorrer do ano e uma lista do que falta cumprir como meta!

Para aquelas que não foram atingidas ainda, defina qual o status das ações, se estão no prazo estipulado ou necessitam de ajustes. Esse mapa de evolução é importantíssimo e, sem ele, o planejamento de nada serve.

No final do período determinado pelo planejamento, é importante compilar as informações e resultados obtidos, fazer um parecer sobre as ações e números alcançados, determinar os pontos de sucesso e fracasso do seu plano.

Lembre-se: o fracasso não deve ser encarado como ruim, deve ser encarado como um aprendizado!

É importante que seja implantada uma metodologia de gestão do conhecimento, arquivando tanto erros quanto acertos, para consultas futuras. Se você errou hoje, é possível evitar que outro colaborador erre a mesma coisa lá na frente. Se você acertou, divulgue a informação para que mais colaboradores possam acertar também. A compilação de resultados — tanto positivos quanto negativos — é a real contribuição que você pode fazer para a sua empresa e para você mesmo, transformando-se em conhecimento adquirido.

Além disso, é a partir do conhecimento sobre suas ações que você consegue se desenvolver enquanto profissional, abrindo-lhe mais portas de sucesso.


Sobre a Hunter

Consultoria de RH generalista com mais de 17 anos de existência, atuante em todos os setores de desenvolvimento do capital humano: search, training, assessment e outplacement. Equipe com vasta experiência e conhecimento em planejamento e execução de projetos personalizados, abrangentes e assertivos.


Sobre o Autor

Rafael, 30 anos, é formado em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Já trabalhou como diretor de arte e designer freelancer, mas encontrou sua paixão profissional no marketing & comunicação. Atualmente é gestor do departamento na Hunter Consulting Group e gosta de falar sobre os mais diversos assuntos ligados ao mundo corporativo: desenvolvimento humano, liderança, marketing, empreendedorismo, gestão, mercado e política.

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