O clássico de Emicida: “Pra Quem Já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe

8 Anos do clássico Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe, um disco de história que marcou o rap nacional e o surgimento de Emicida no cenário nacional, influenciando uma geração inteira.


O primeiro Trabalho de Emicida/Foto/Reprodução: Facebook

A Mixtape foi lançada oficialmente pelo rapper paulistano em 1º de maio de 2009, referências ou não o projeto deu “trabalho” no bom sentido , onde o próprio artista produziu as 25 faixas. O disco autobiográfico, mostra bem o início da grande trajetória de Emicida, desde batalhas de mc’s até a criação de sua própria marca e selo musical com seu irmão Fióti, a elogiada laboratório fantasma.

Emicida em 2005 na produção de seu disco/ Foto/Reprodução Facebook

O álbum é muito bem produzido e executado, quando se escuta “Pra quem Já mordeu um Cachorro por Comida, até que eu cheguei longe” ,nota-se uma fluidez que as antigas mixtapes de rap traziam, tudo como se fosse uma história quando se aperta o play, quem escuta quer sempre saber qual é o enredo da próxima faixa, o que acaba o tornando único.

Desde da primeira faixa Intro( é necessário voltar ao começo) , passando por o single clássico Triunfo até ,Ooorra a que deu o nome ao disco, o rapper mostra o peso do que o projeto trouxe em 2009 e hoje ainda é considerado atual, conta com a participação de ProjetoNave, Rashid, Projota, Rael(antigo Rael da rima) entre outros, além de produtores de peso como Nave, Mc Marechal,Dario Beats, Slim rimografia e o próprio rapper.

Emicida aborda questões debatidas a oito anos atrás que hoje são muito atuais em nosso cotidiano como o racismo, a violência e influência da internet na sociedade.

“Artistas mudando o nariz, de cabelo alisado

Reforça essa merda de que ter cabelo crespo é pecado

Século XXI, progresso, olha de novo irmão

Cê vai ver que os preto ainda tão, na rua, no gueto e na prisão

Sem saber se são regras, ou exceção
Todo mundo é igual, e ainda assim, nós tá fora do padrão”

Além da produção musical, a capa do projeto , foi produzida pelo mesmo, ele que em entrevista sempre deixou claro a sua paixão por desenhar, ela traz uma história que pouca gente nota , o símbolo, “cabeça de fita”, essa brincadeira de mixtape está relacionada a antigas fita K7.

“Cabeça de fita”, se tornou uns dos grandes símbolos ao Emicida/Foto/Reprodução : Facebook

Um ano após o lançamento deste clássico, “Pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe” bateu a marca de 10 mil cópias vendidas de maneira independente, com preços que variam 2 a 20 reais na época pelo próprio artista. Além de apresentar Emicida no cenário nacional, trouxe também a realidade de ser um artista independente no país. Com toda certeza fazer clássicos da “trabalho”.

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