Os protestos foram violentos, sim!

E tem gente lá do outro lado que deveria estar com medo.


Olha… ao contrário do que as pessoas estão falando por aí, os protestos foram violentos… civilizadamente violentos:

foram violentos mesmo sem que houvesse qualquer pancadaria ou agressão;
foram violentos na mensagem que passaram:

mensagem clara de que há mais de um milhão de pessoas furiosas com a forma como o Estado esta sendo administrado; como os governantes não estão representando os interesses das pessoas que os elegeram.

há mais de um milhão de pessoas que não são gado, como pensam esses governantes; que conseguem se organizar sozinhas, mesmo contra uma mídia comprada que tenta convencê-los de que devem se apassivar e se manterem inertes no sofá;

há mais de um milhão de pessoas que estão dispostas a pegar em armas e providenciar as guilhotinas tão necessárias para fazer deste um país decente, que estão dizendo claramente para o Estado: vocês chegaram no nosso limite de civilidade… a próxima não será mais civilizada.

há mais de um milhão de pessoas botando medo real naquele bando de picaretas que acham que o Estado é uma farra; que deixaram bem claro que o efetivo policial, incluíndo Bope e Tropa de Choque, com munição letal, não teriam qualquer chance contra uma massa desta dimensão, mesmo que isso custe muitas vidas. Que se a população perder um braço ou uma perna, eles perderão todas as suas cabeças, sem excessão.

eles sabem que não são 100, 200 ou 300 mil… que passa fácil de milhões de pessoas, e que não estão localizadas em uma única cidade, em um único lugar… e isso meus amigos, deixa uma grande parte deles com as calças borradas.

As manifestações não foram uma mensagem… foram um ultimato, e isso é muito claro; enquanto vocês discutem a ausência de foco, a presença de bandeiras, de liderança ou de algo explicitamente sendo pleiteado, eu lhes afirmo: quem precisava entender o recado, entendeu sim, muito claramente, e se tiverem ao menos um tico e um teco na cabeça para fazer as contas, estão com bastante medo; eles perceberam que nossa população não é bem como lhes contavam os velhos colegas do conselho oligárquico.

Se isso não é um ato violento, eu não sei o que é violência.
Saúdo essa violência. Saúdo um povo que se cansou de oferecer a outra face tantas e tantas vezes, e percebeu que desejar a paz não é se ajoelhar.

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