Castelo de Areia
[…] e todo o esforço havia sido perdido, as horas trabalhadas embaixo do sol quente, o suor derramado e todos os obstáculos superados para fazer o melhor possível foram em vão.
A lealdade à obra na qual acreditaram e executaram com tanta dedicação, como se o amanhã não importasse, não os deixava ir embora, simplesmente abandonando tudo.
Os pares de olhos trabalhadores fitavam o resultado que o destino deixara. Nada. E agora, os pés já encontravam-se praticamente fora do abrigo. Eram demasiadamente jovens para a frustração e ansiavam o sinal para retornarem e reconstruírem tudo. Maior e melhor, com o mesmo afinco de antes.
Ninguém pode ser rei para sempre, mas a natureza havia sido cruel nesses 15 minutos — pensavam os mais velhos ao ver a cena, de uma perspectiva mais segura e cômoda.
A tempestade se foi. Tudo foi levado, lavado. O castelo de areia foi destruído, mas eles ainda tinham a tarde inteira para brincar. […]


