Produzir para Transformar


Por Aldo Silva

Ao percorrer os olhares clínicos sob o ambiente profissional que se vive hoje, é possível ver a intenção de ascensão, de sucesso e prosperidade na conduta da maioria dos colaboradores de uma Organização.

Em meio a tanto frenesi par o alcance dos objetivos, alguns princípios têm sido esquecidos e tidos como obsoletos. A escada do sucesso é longa e árdua, porém satisfatória quando se chaga ao topo, a subida de degraus pode ser paulatina quando tudo acontece no momento certo e a pressa não serve e alavanca impulsionadora dos anseios profissionais e/ou pessoais precipitados, ou pode ser repentina quando subitamente somos tomados para assumir responsabilidades para as quais ainda não se está preparado e não leva muito tempo para que a inexperiência fale maus alto e comprometa as ambições futuras.

Há alguns sacrifícios a serem feitos, entre todos os pressupostos surgem alguns questionamentos quando o que sacrificar, como sacrificar e quando sacrificar. porque na vontade de alcançar o máximo, é posto de lado o que e mínimo existe como base de sustentação da caminhada.

A exemplo do consagrado programa Japonês 5S que +e usado como metodologia de planeamento, permitindo maior produtividade e competitividade organizacional e que lida diretamente com questão de qualidade e sistemas de gestão, existe o programa inspirado no 5S denominado *5H (Humor, Humildade, Humanidade, Harmonia e Honestidade) mais voltado para a abordagem comportamental os indivíduos na organização, os quais debruço-me abaixo:

Humor — Ter humor não significa ser inconveniente, nem muito menos contar piadas fora de hora, mas sim levantar a própria auto-estima e daqueles que por alguma razão esteja baixa, é ainda saber que um sorriso singelo vale mais do que mil palavras.

Humildade- Ser humilde não significa ter complexo de inferioridade, vier ladeado pela sombra da culpa e do modo de errar, é aceitar às criticas, aprender a tirar proveito das filhas, é conhecer os próprios limites e agir ponderadamente ante a situações potencialmente constrangedora, ter como cumplice a paciência e modos que nem todos desaforos sejam retrucados e consequentemente pagos a alto preço indesejavelmente a posterior.

Humanidade — Ser empático e altruísta, parece nos dias de hoje um sinónimo de fraqueza de personalidade ou inaptidão para desafios da vida. Em muitos casos é comprometedor expor a reputação e meio a constrangimentos existentes no local de trabalho, onde mais bale primar pela boa imagem do que agir corretamente. Entretanto, esta qualidade é mais honrosa do que se imagina porque de acordo com Dale Carnegie (1936) tornar os outros importantes é uma grande benfeitoria e necessidade dos seres humanos.

Harmonia — Fazer a diferença, ser o pivô da harmonia no seio de um grupo de trabalho é mais vantajoso para quem a cria do que quem a recebe. Primar pelo espirito de equipe alinhados aos interesses comuns e o bem-estar colectivo garantem maior estabilidade, poder de observação e resolução dos problemas que possam surgir.

Honestidade — Ser coerente com as crenças adaptadas e princípios morais ajudam a ter uma carreira estável quando se trata de conflito interno por desajuste de ideias.

É cada vez mais frequente atitudes titubeantes de algumas pessoas dentro das instituições empresariais e não só, quando confrontados com a decisão de escolher entre seguir o caminho árduo que conduz a auto realização profissional ou os possíveis atalhos com o mesmo fim, embora estes aparentemente confiáveis podem ocultar o elevado risco de comprometer o futuro, a carreira e quiçá a vida, pois não levam em consideração os meios podendo estes justificar os fins, ainda que ilicitamente.

Pela interpretação dos 5H percebe-se que o imediatismo não é a maneira mais eficaz de conseguir reconhecimento e prestigio, uma vez que a consequência pode ser a alienação do respeito pelos outros, da abnegação, solidariedade e camaradagem porque não é possível querer tudo para hoje e garantir o amanhã a serenidade e o passo a passo da vida atrapalham todos quantos respiram os ares do imediatismo e quando o assunto são valores e ética profissional talvez não sejam tidos como aliados e sim estorvo, por esta razão diferente da ética do caracter defendida por Stephen Covey que é a essência da pessoa no seu normal o seu verdadeiro “EU” quando distante os holofotes da vida características, isto é, adjectivos que se ajustam as necessidades momentâneas gerando a necessidade de usar máscaras para na melhor das hipóteses. Disfarçar as imperfeições que poderão atrapalhar os intentos claramente pessoais e nem sempre ligados a organização. Todavia, para ser um quadro de gabarito é necessário fazer muitos e grandes sacrifícios, isto é, trabalhar afincadamente, uma vez que não é comum que haja um grande executivo que se tenha feito acompanhar de indisciplina, displicência e falta de perseverança que tenha chegado ao auge da carreira.

Diante de todas as objecções e contemplações vale escolher bem o que sacrificar, seja o convívio familiar como a fonte de inspiração pra levantar cada dia, enfrentar logo cedo o trânsito caótico, pesado e desgastante da cidade capital, procurar o melhor lugar par acomodar o veículo e tirar mais alguns minutos de sono para tentar repor o sono interrompido pelo chamado do dever laboral seja ainda por dedicar-se habilmente para evitar que falte o pão nosso de cada dia em casa e contribuir para o alcance das metas da instituição empregadora.

Conquanto, é preciso produzir humor para transformar ambientes de trabalho em locais produtivos, produzir harmonia para garantir altruísmo, domínio próprio para transformar conflitos em oportunidades, comprometimento para transformar a organização, gestores para garantir liderança, resultados para transformar a cadeia de valores, produzir desempenho para garantir a excelência operacional.

SONANGOL PRODUZIR PARA TRANSFORMAR

*Retirado do livro Pensamento estratégico para líderes de hoje e amanhã