Capítulo 3
Eu e Ele
Thomas estava sentado confortavelmente no sofá branco de sua casa na sua própria festa de aniversário. Via todos os seus amigos se divertirem com brincadeiras, mas ele não estava muito feliz. Era um garoto inteligente para sua idade, e pensava em como era chato saber que quanto mais o tempo passava, mas perto da morte as pessoas ficavam, até mesmo sua irmãzinha de três anos. Mas então, como se ouvisse um estalar de dedos, pensou que ninguém estava mais longe ou perto da morte. Todo mundo estava no precipício da vida, vendo a morte no fundo. Não importava a idade, qualquer um poderia morrer a qualquer momento. Thomas tinha oito anos.
O garoto se levantou, ainda segurando seu copo com refrigerante e andou até a porta da frente de sua casa. Apenas a luz da varanda iluminava o local, mas ele não sentia medo do escuro mais. Fechou a porta sem ninguém perceber. Ficou ali, olhando a rua a alguns metros, que era iluminada por uma série de postes. De repente, ouviu um choro baixo. Poderia ter achado que era de um gato, ou de um cachorro, mas Thomas sabia a diferença entre o choro de um animal e de uma criança. Seu coração começou a bater mais rapidamente, e em sua mente pensava em chamar sua mãe.
Mas ele não fez aquilo. Colocou seu copo na bancada da varanda e desceu lentamente os três degraus de madeira da escada para a varanda. O som vinha dos arbustos à sua direita, então seguiu lentamente até lá, com medo do que pudesse encontrar. Poderia encontrar uma garota chorosa por ter perdido sua boneca ou algo assim. Ficaria feliz em ajudar. Mas, ao chegar mais perto, ouviu mais vozes, o que achou um pouco estranho. Se havia mais pessoas perto de uma que chorava, por que não ajudavam? Ele se aproximou mais e passou lentamente pelo arbusto, tentando não fazer barulho, mas foi inevitável. Viu três formas de adultos, e uma forma menor no chão, caída. Era uma garota e três homens. Thomas estava confuso. Todos eles se viraram para ele no mesmo momento. Um estava em cima da garota, por isso ela chorava. Os outros dois estavam com metade das calças abaixadas.
- Olá garoto — disse um dos homens.
- Ele é o aniversariante — disse o outro que estava em pé. Estes dois mexiam no que a mãe de Thomas chamava de bilauzinho. Mas os daqueles homens eram diferentes do seu; eram grandes e pareciam duros com madeira. — Vão perceber que ele não tá lá.
O homem que estava em cima da garota não disse nada nunca. Ele apenas ficou olhando para Thomas por alguns momentos, mas então voltou a fazer o que fazia antes do garoto aparecer, e então a garotou gritou de novo. Sua boca estava tapada com um pano.
- Acho que não teremos mais que esperar — um dos homens em pé disse, ignorando o outro com a garota. — Você vai ter que servir garoto.
Ele abaixou Thomas a força enquanto o outro colocava seu membro na boca do menino. O outro colocou em seu bumbum, o que o fez gritar, mas o som foi abafado. Thomas chorou, e levou tapas, e foi ameaçado de ser espancado se mordesse o homem e começasse a gritar. Thomas chorou silenciosamente e ficou quieto, nem mordeu o homem. Thomas tinha oito anos.
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