Não tenha medo. Tenha fé.

Você está demitido!
Você tem apenas um ano de vida.
A comida da despensa acabou.
O terremoto passou e não sobrou nada.
A tempestade chegou e o barco começou a balançar.
Sua filha morreu.

Setenças e mais setenças. Setenças duras chegam.

Então vem Ele:Ei! Ôu! Não tenha medo. Tenha fé.”

“Mas Mestre, olha essa tempestade! Nós vamos morrer, o Senhor não vai fazer nada?”

Não é que eles não confiavam que o Mestre poderia fazer algo, tanto que esperavam que Ele fizesse algo.

Mas enquanto a tempestade rolava e o barco enchia de água, o Mestre estava deitado, dormindo o sono dos justos com a cabeça encostada na almofada, com a tranquilidade de um homem que confia em quem o enviou.

O que os discípulos não tinham era fé, eles não tinham a certeza de que Jesus faria algo.

Esperavam que sim. Mas não criam.

No lugar da fé, eles tinham medo. A esperança por si só dá espaço para conviver com o medo. Com a fé, não tem isso não. Fé não existe aonde há medo.

Veja o Mestre, veja como ele olhou para a tempestade, veja como ele lidou com ela.

Lá vem o homem correndo, desesperado, com os olhos arregalados: “Seu Jairo, não incomode mais o Mestre, sua filha morreu.”

Imagino o coração de Jairo pulando uma batida, enquanto Jesus, o que fez?

Ele pega a sentença, amassa bem e joga na lixeira.

Tenha fé e não medo!

Quando ele chega na casa de Jairo, questiona: “porque tanto choro e tanta confusão, pessoal?”

“A menina não morreu.”

Porque ainda tão medrosos? Porque ainda tão desesperados? Porque ainda tão incrédulos?

Enquanto, na casa de Jairo, na presença de Jesus, as pessoas lamentavam, choravam, se desesperavam e ainda caçoavam do Mestre, poucos minutos antes, uma mulher, que por anos estava presa por uma hemorragia pensou: “se eu apenas tocar na capa dele, serei curada.”

Não precisou que Jesus olhasse para ela, a chamasse, liberasse uma palavra. Não, ela ouviu falar de Jesus, creu e foi até ele e tocou sua capa. Recebeu conforme creu.

Outro ainda, chegou até o Mestre e pediu a Jesus que curasse seu empregado, então Jesus: “Tá bom. Eu vou até onde está seu empregado.”

E Jesus muito se admirou quando escutou: “Senhor, não precisa ir até minha casa, não mereço tal honra, apenas dê a ordem e meu empregado ficará bom.”

Este homem deixou o Mestre admirado.

Que fé!

E o homem recebeu conforme creu.

Enquanto uns se desperam com Jesus no barco. Enquanto uns se lamentam com Jesus no ambiente. Outros, precisam de apenas uma palavra de Jesus e ainda outros não precisam nem que Jesus sequer olhe para eles, pois vão até onde Jesus está e no meio de multidão o tocam sem ser notados por ninguém.

Mas ele nota. Ele sabe.

Olhe para o Mestre. Ele sabia quem era e quem o Pai era e por isso acreditava.

Quando sabemos quem somos e quem é o Senhor a quem servimos, temos a mesma certeza, a mesma confiança que o nosso Mestre tem no Pai.

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