Prazer, sou o Kellvin

O cenário é tenebroso. Qualquer palpite expressa o despreparo ou simboliza a explosão. Da insegurança, eu espero as respostas.

Sou o Kellvin, mas arrisco o pouco que sou tentando ser outras coisas. O que eu expresso ainda é pouco para o que eu espero. Tento ser estudante, militante, professor, namorado, amigo e, nas horas vagas, cantor e dançarino. Também tento ser jovem, negro, homem e homossexual. Não pretendo continuar pobre. Se eu consigo? A resposta depende de quem eu escuto.

Já faz um tempo que fumar é o meu lazer. Diferentemente de outros, alegria não é um sinônimo. As minhas melhores expressões surgem quando estou vulnerável a mim mesmo. É quando eu me jogo no campo das emoções e aceito os impactos da vida naquela pequena viagem. Depois, volto calmamente agressivo, pronto para novas fragilidades.

Com 23 anos, sou resposta e pergunta de muitas coisas das quais nem eu mesmo sei. Muitas vezes sou silêncio, ele vindo de minha parte ou não. E, idealizando um futuro, meus referenciais racionalizam aquilo que eu acredito ser melhor apenas sentir. Meus afastamentos são estratégicos, mas as minhas aproximações nem sempre. Minhas palavras dificilmente são gritadas, mas ecoam, às vezes negativamente. Assim, vou trabalhando em mim, para ser uma ferramenta para o mundo, não ferramenta para mim mesmo.


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