Meu Peito é Uma Cidade Abandonada

Ludovico
Ludovico
Sep 2, 2018 · 1 min read

De tanto viver
E morrer
O que é meu
E está morto
Me mata
E me puxa
Me afogo
No sangue
Parado
Que gangrena
Choro lágrimas
De sangue
De tanta dor
Alguém mergulhou
Em mim
Sem dó nem piedade
No meu peito
Construiu uma cidade
Que desmoronou
Cadê os habitantes?
Eu sinto o movimento
Mas o movimento de ninguém
Como as nuvens de carbono
Que saem das chaminés
Solitárias e cinzas
Não quero ter essa pressa
Sem saber o motivo
Não quero não saber
Pra onde estou indo
Mas quero de volta
A calma por estar
No caminho certo
Como me equilibro
Naquilo que me tomba?
Eu preciso me reencontrar
Seria bom esbarrar
Com alguém conhecido
Numa jornada distante
Uma companhia
Uma velha companheira
Preciso de ti
Agora, mais do que nunca

impublicável.

ficção e não-ficção sem explicação, sem censura, sem reparos, sem cortes. as regras, os ensinamentos, as listas de como ser um bom escritor ficaram de lado. aqui é um lugar para se escrever - e nada mais.

Ludovico

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Ludovico

Eu, a Poesia: Dentro de mim, a intensidade; me protegendo, a razão; Além de mim, o mundo; Nos meus olhos, a beleza; O que me resume, a paixão!

impublicável.

ficção e não-ficção sem explicação, sem censura, sem reparos, sem cortes. as regras, os ensinamentos, as listas de como ser um bom escritor ficaram de lado. aqui é um lugar para se escrever - e nada mais.

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