O cérebro quer um SPA.

A vida tem a péssima mania de dar um soco bem no meio da nossa boca quando menos esperamos e a nossa reação deve ser imediata pra evitar que um nocaute técnico aconteça mais na frente.

Procuramos milhares de meios pra ocupar a nossa mente e evitar que o replay do soco que levamos não fique como um GIF dentro da nossa cabeça, começando de novo toda vez que acaba.

Horas extras no trabalho, leituras, maratonas de séries inacabáveis, atividades físicas diversas, festas em todo final de semana e qualquer outra ocupação que tire aquele soco bem doído da memória.

O trabalho fica adiantado, os livros terminam em horas de leitura, o catálogo de séries fica atualizado, a academia fecha e as boates também… todas as válvulas de escape foram usadas até que a única solução é dormir.

O cérebro começa a brigar ferozmente contra aquele replay que cisma em querer se reproduzir e a busca por uma válvula nova e ainda não usada começa concomitantemente, a gente precisa fazer alguma coisa até simplesmente apagar e acordar no outro dia.

Em alguns dias nós achamos e quando percebemos, o despertador tocou e a rotina começa mais uma vez e em outros, é inevitável que exatamente aquele replay não para até dormirmos.

O mesmo enredo se repete sem um descanso no resto da semana e vamos exigindo um desempenho incrível do nosso cérebro da mesma forma que queremos ver o atacante do nosso time correndo a plenos pulmões no segundo tempo de uma prorrogação da final de um campeonato. O atacante sente câimbras e adivinha: o nosso cérebro também.

Nós não queremos pensar naquele replay, nós queremos ficar bem logo porque o tempo passa e o soco continua bem presente ali do nosso lado mas a mente já não consegue achar novas válvulas e aparentemente tudo volta pra estaca zero.

Não consigo terminar isso aqui com uma receita infalível pra que essas coisas não aconteçam ou passem de uma forma rápida porque a minha mente tá meio cansada pra isso mas sei que não existe uma receita infalível e cada um vai achar a sua receita com o passar do tempo. Uma hora o replay do soco some e para de doer.

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