OLHA O TAPETE!

26–7–17, boituva

Quer comprar tapete, amiga? Não quer nem ouvir o preço? Boa tarde, então. Olha o tapete!

Os dois guardas ao lado olham para o homem caído no chão. Estão de braços cruzados e usam óculos escuros, cabelos cortados rentes ao couro cabeludo, bermuda e camiseta azuis. Farda para dias de calor.

No chão, o homem está com uma camisa amarela totalmente imunda, calça social marrom e descalço. Ele sofre para conseguir se levantar.

Vamo, vamo, levanta logo.

Pôs-se de joelhos, e aproximou a mão da perna do guarda, cegamente em busca e apoio, e sua mão foi chutada pelo pé do guarda, antes que ele o tocasse.

Tá maluco?

O vendedor de tapetes riu.

Tá locão o tiozinho.

Finalmente, ele se pôs de pé. Ficou parado por uns segundos, virado para a rua. Então, virou o corpo para o lado e começou a caminhar. O vendedor de tapetes acompanhou com os olhos enquanto ele passava na sua frente. Os guardas conversavam entre si, ainda de braços cruzados.

Olha o tapete, o rapaz gritou.

impublicável.

ficção e não-ficção sem explicação, sem censura, sem reparos, sem cortes. as regras, os ensinamentos, as listas de como ser um bom escritor ficaram de lado. aqui é um lugar para se escrever - e nada mais.

Gabriel Schincariol Cavalcante

Written by

Escritor

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