O que restou de mim
Nov 2 · 1 min read
Senti-me vazio
Em meio à desordem,
Minha mente confusa
Engana-me diariamente.
O desejo de sentir,
A relutância em tentar,
A vaidade de minhas faces
E o receio, transfazendo-se em certeza
Proporcionam sentimentos
Que nem nome devem ter.
Ultrajado pelo orgulho
E pela máscara, que protege o seu melhor
Dei o meu para que compreendesse
Não compreendi o desenvolver dos fatos
Que desenvolveram em mim
A complexidade que casou perfeitamente com a minha.
Não sei o que quero,
Não sei por que escrevo.
Não me entendo e peço que não tente fazê-lo;
Este sou eu:
Um apanhado de confusões,
Traumas não superados
E amores não-correspondidos.

