Se medo for o que te impede de agir, leia esse texto

15 de maio de 2016: a primeira noite morando sozinha e um dia para lembrar que mais um medo foi vencido

Medo. Como jovens profissionais, esse talvez seja o principal sentimento em nossas vidas. Medo de sair da casa dos pais, medo de perder o emprego, medo de deixar o emprego, medo de não conseguir se sustentar, medo de fracassar, medo de levar bronca, medo de fazer decisões erradas, medo do que vão pensar de você, medo de falar o que você pensa, medo de desistir.

Temos que admitir. Os medos nos congelam.

Preferimos abrir mão de nossas fantasias para não atiçar o medo. Optamos por fingir que não nos importamos. Que vai passar. Deixamos o medo reinar sobre nossas rotinas, que seguem estagnadas, angustiantes.

Apesar das tentativas de combater o medo, sempre cedemos. O medo vence. Ele é forte, ele tem razão. Quem somos nós para questionar um chefe irritado? Quem somos nós para ir embora? Quem somos nós para expressar coragem? Coragem essa que vai nos levar ao olho da rua, à confirmação de que era melhor ficar calado e ignorar os ímpetos da alma.

Esse medo não é qualquer um. Não é medo de ser feliz. É medo de fazer escolhas, de tomar vida de supetão e recomeçar. É um parasita que se instala em nossos organismos desde cedo. Do momento em que decidimos prestar vestibular para uma profissão que proporcione uma carreira 'estável', logo que saímos do colégio. A escolha não é nossa. É da sociedade.

O medo de escolher nos persegue ao primeiro emprego. Aceitamos a primeira oportunidade que surgir, por medo de não aparecer mais nada. Aceitamos ser efetivados, por medo de não aparecer mais nada. Aceitamos uma rotina desgastante, que suga toda a nossa alegria, por medo de não conseguir mais nada. Aceitamos o medo e deixamos que ele decida por nós.

Não mudamos. Não escolhemos de verdade, com base em nossos reais desejos. Somos fruto do nosso temor. Vivemos sob a ameaça de que, a partir do momento que fizermos uma escolha, tudo desmoronará.

Temos muito medo em nossas mãos.

Por isso, pare por um momento, olhe para dentro e escreva:

1- O que te dá MAIS medo?
2- Por que isso te dá tanto medo?
3- Como agir para deixar de sentir isso?

Exemplo 1:

1- Deixar o meu emprego.
2- Porque eu moro sozinha e tenho contas para pagar.
3- Procurar outro emprego, freelas ou bicos. Encontrar alguma fonte de renda.

Exemplo 2:

1- Decepcionar meus pais.
2- Porque eles sempre me deram todas as oportunidades para ser bem sucedida.
3- Procurar ajuda ou trabalhar para entender o que você realmente deseja fazer de modo que você batalhe para ser bem sucedida.

Parece fácil falar, mas esse é o primeiro — e talvez o mais difícil — passo para mudança. Encarar um medo real, entender sua origem, agir de forma prática em relação a isso e realizar o que você deseja vai exigir muito esforço. Encarar o medo dá trabalho, não se engane.

"Eu tenho medo, mas eu ainda não sei o que é melhor para mim"

A filósofa Ruth Chang, que fala sobre como fazer escolhas difíceis, explica que não existe alternativa melhor ou pior e mostra como deixamos o medo nos guiar justamente porque essa é a opção mais fácil. Ela diz: "Então a lição das escolhas difíceis: reflita em que você pode atuar, naquilo para que você foi feito, e através das escolhas difíceis, torne-se essa pessoa".

Encare o medo como um alerta de que chegou a hora de fazer uma escolha baseada nas suas razões, que mostram qual caminho seguir. E quando você não sentir mais medo, acredite, você vai tomar uma atitude sincera. Escolhas difíceis são, de acordo com Chang, oportunidades preciosas.

Temos que admitir. Encarar os medos certos nos fortalecem.

E nada mais será o mesmo.

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