Não lute pelo seu partido, e sim pelo seu país


Se você também já está cansada dos barracos partidários que as pessoas se voluntariam a fazer, bem-vinda ao time.


Ultimamente está sendo um saco acessar as redes sociais. Uma atividade que já era frustrante antes, por misturar uma necessidade compulsória com um retorno final pífio, se torna algo ainda mais cansativo e decepcionante. Você pode pensar que esse texto é sobre como as pessoas odeiam as atitudes das outras nas redes sociais sem olhar para o seus próprios umbigos. E talvez seja até isso. Mas não bastando a briga de opiniões já existente nessas redes, agora o buraco fica mais fundo, pois estamos em época eleitoral.

E o que vemos são todas as pessoas fazendo sempre a mesma coisa. Não que hoje ser diferente seja algo importante, isso é uma questão bastante particular, mas o que vejo são multidões divididas, através de um discurso de falso confronto, que brigam por seus candidatos, quando na verdade esses, no final das contas, fazem também sempre a mesma coisa.

Sejamos sinceros, você acredita mesmo que algo vá mudar caso um dos principais rivais da atual presidente vença essa eleição? Ou que algo vai mudar caso a Dilma mantenha seu posto? Sério? Sério mesmo?

O que eu vejo acessando meu Facebook (a rede social da qual mais tenho “amigos”, aquela onde estão meus parentes, contatos gerais, etc.) são richas, vídeos editados, menes e tumblrs, todos prontos para destruir com a oposição. Mas isso não acontece. Pode ser o vídeo com a maior revelação de todos os tempos, aquele que você precisa e tem dever como cidadão de compartilhar (aham, Cláudia). Nem ele muda alguma coisa, infelizmente. O que vemos é a maioria da população votando nos de sempre. E esses partidos se revezam, num ciclo que parece nunca acabar.

Claro, temos que entender que nossa história política como democracia ainda é jovem e que muitas coisas irão mudar. Mas quando? Vamos esperar sentados na frente dos nossos computadores por uma geração que, mesmo sentada na frente de alguma nova tecnologia, faça algo decente? Até porque a sensação que eu tenho é que seja na rua (como nos protestos do ano passado) ou na frente do computador, os propósitos das pessoas são extremamente superficiais e egoístas, não levando a nada, nunca. E quando temos mobilizações sérias nas ruas ou na internet, poucos são os que se importam, poucos são os que agem.

Falando em egoísmo, essa atitude também é comum nos candidatos. Seres humanos que só falam de si mesmos, dos seus governos ou de como serão os seus governos. “No meu governo”, seja usando no presente ou no futuro, é a expressão da vez.

As pessoas se preocupam demais com a vitória de seus partidos, como se aquilo fosse transformar-se numa ditadura legalizada, onde “meus inimigos políticos seriam obrigados a aguentar a minha vitória por no mínimo quatro anos” e na verdade, elas estão nem aí com o real futuro do país, com o futuro do planeta. Elas só querem fazer parte de um time, e elas só querem o melhor para si e para esse time. Não para todos os habitantes do Brasil.

Subindo um degrau na escala desse assunto, esquecendo a mundana política de uma nação, vemos que as pessoas também não se preocupam com o melhor para o planeta. No máximo, se preocupam com o seu país, para que ele pareça grande e amedrontador para a internacionalidade. Partidarismo e patriotismo são farinhas do mesmo saco, sejamos cautelosos.