10 razões para não querer refugiados sírios em Portugal

1- A primeira razão é religiosa. Muitos dos refugiados são muçulmanos. Alguns são cristãos, mas esses não contam porque os cristão são sempre pessoas bondosas e fáceis de acolher. Vejam-se os exemplos de Madre Teresa de Calcutá, Júlio Isidro ou Adolfo Hitler. Portugal é um país cristão e pretende continuar a sê-lo. Não podemos permitir que uma horda de maometanos nos entre por aqui dentro, instalando-se na nossa imensa provisão de igrejas vazias, convertendo-as em mesquitas (ou, pior ainda, em restaurantes de kebab) e ameaçando a instituição milenar do catolicismo não praticante que tanto nos orgulha.

2- A segunda razão é cromática. Uma boa parte dos refugiados sírios tem tons de pele acobreados, cabelos e olhos escuros. Estragariam a bonita uniformidade da pele alva, cabelos louros e olhos azuis do nórdico povo português. Porque a coerência étnica também é importante.

3- A terceira razão é política. Instalando-se em Portugal, será inevitável que alguns sírios adquiram a cidadania portuguesa com o passar dos anos, acabando por conquistar também o direito ao voto. É impossível prever o que esta gente, nada habituada a uma democracia verdadeira como a que existe por cá, fará com o seu voto. Sem cair no alarmismo, será até possível que comecem a alternar no poder partidos com provas dadas durante décadas de que até se preocupam com os interesses do país, mas só depois de satisfeitas as suas agendas próprias.

4- A quarta razão é académica. Alguns refugiados possuem estudos superiores. Não precisamos de mais gente com estudos em Portugal. Já somos suficientemente letrados. Quanto aos que não têm estudos, será melhor que se mantenham também à distância. Enchendo Portugal com analfabetos e semi-analfabetos vindos de longe, podemos correr o risco de ter a TVI como líder de audiências ou o Correio da Manhã como um dos jornais mais lidos.

5- A quinta razão é social. O sistema de segurança social está de plena saúde e, com o envelhecimento da população e a emigração dos jovens em grande número, não precisamos de gente em idade laboral e com filhos para tornar o sistema sustentável. Será divertido começarmos a receber pensões em conchinhas da praia.

6- A sexta razão é securitária. Existe o risco de virem terroristas infiltrados entre os refugiados. Não podemos permitir que entrem no nosso país. Sem o acolhimento de refugiados, os terroristas continuarão a não conseguir cruzar as nossas fronteiras. Recorde-se que a grande muralha vaporosa de cheiro a sardinha assada que cobre a fronteira aberta entre Portugal e Espanha se mantém intransponível.

7- A sétima razão é cultural. Os sírios têm uma cultura árabe, completamente diferente da nossa. Se os recebermos em Portugal, a identidade cultural portuguesa corre o risco de se perder. Quando dermos por isso, ter-nos-ão contagiado com os seus hábitos. Começaremos a ter almoços longos. A passar muito tempo em cafés. A batizar localidades com nomes começados por “al”. Defendamos o que é ser genuinamente português!

8- A oitava razão é tecnológica. Muitos refugiados foram vistos com smartphones e outros aparelhos tecnológicos caros, provando que não são assim tão miseráveis como dão a entender. Se há coisa que provam os três telemóveis que cada português usa em simultâneo é que a posse de engenhocas é sinal de prosperidade.

9- A nona razão é histórica. Os portugueses são um povo que nunca saiu do seu país. Ao longo da nossa história, ficámos sempre sossegados no nosso canto e nunca esperámos que nos aceitassem nos países dos outros. Por isso, não podem esperar agora que acolhamos quem quer que seja.

10- A décima razão é embaraçosa. Se acolhermos os sírios e tivermos de olhar para eles de vez em quando, seremos obrigados a recordar coisas desconfortáveis. Teremos de recordar, por exemplo, que uma grande parte da população portuguesa não é capaz de interpretar adequadamente o que vê na televisão e lê nos jornais, reagindo a uma movimentação de refugiados como se fosse uma “invasão” e usando como argumentos as ações do Estado Islâmico (precisamente a entidade de que os refugiados fogem), acorrendo em massa ao facebook para clamar contra as consequências graves de um suposto “choque cultural” como forma de camuflar o que é apenas xenofobia, ignorância e estupidez.