Ah, bruta flor! (O que queres?)


Vou à sua casa, sento sobre sua cama. Duas horas da manhã e eu me sinto uma tola por estar lá. Tola porque sei que não faria o mesmo, tola porque você já me deu diversos ‘bolos’, tola porque eu sei o que isso tudo significa.

Beijos, carinhos, massagem e muita conversa. Você me ouve e aconselha sobre minha semana futura e eu me sinto segura perto de ti.

Tento arrancar-lhe o que há dentro do seu peito na ânsia de beber do seu ser. Mas o que transparece é uma louca no interrogatório fazendo perguntas estranhas.



Percebo que estou na tua. Que quero repetir aquela noite dia após dia. Percebo que no fundo da tu’alma sentes falta de momentos como o que passamos. Mas percebo que não queres neste exato momento de tua vida: trabalho, coração partido e indisposição para o outro fica estampado na tua testa como um letreiro luminoso de antigas fachadas no centro da cidade.

Já é meio-dia. Me despeço com aquele aperto no peito de saber que poderíamos crescer juntos. Mas você escolheu caminhar só.