Violino de cadarços

Com medo da distração olho meus cadarços, me amarro a mim mesmo. O som agudo costura pelos meus poros e forma um laço irregular além de mim. O som, livre da distração, se torna música. Meus tênis desatam e desatinam, se lançam em cordas altas imunes a eletricidade, meus pés pisam sem chão. A música acaba: chão, choque, desato, recomeço… recomeça, a distração.

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