Economia colaborativa cria novas alternativas para as viagens de férias

A nova mentalidade de se dividir habilidades, produtos e serviços, preservar os resultados ambientais e ainda gerar riquezas ganhou força a partir dos anos 2000, mas no mercado imobiliário essa prática começou há mais tempo com as multipropriedades

Uma nova forma de se relacionar

Um dos grandes sonhos de consumo da classe média brasileira sempre foi ter uma segunda residência destinada ao lazer — um lugar para descansar e levar a família para longe da rotina do dia a dia, como um sítio, um rancho, uma casa de veraneio ou um apartamento na praia. Porém, de acordo com especialistas do mercado imobiliário, a curva desse tipo de investimento dura em média entre 12 e 15 anos, e acaba quase sempre em frustração. Nos primeiros anos há a fase do “deslumbramento”, seguida do momento de “obrigação de ir”, depois a fase “vou as vezes”, e , finalmente, a fase “preciso vender”! Por isso mesmo, a experiência da segunda residência acaba se resumindo a duas alegrias: a de comprar e depois a de vender.

“Hoje são pouquíssimas as famílias que têm condições de usufruir mais do que quatro semanas de férias. Por isso, as casas de temporada acabam ficando subutilizadas, tornando-se apenas uma despesa”, afirma Adriana Chaud, diretora comercial da New Time, empresa especializada na venda de imóveis para lazer.

É nesse contexto que vem ganhando força a multipropriedade no Brasil, um sistema em que os imóveis são vendidos em frações a vários proprietários. Cada um usufrui das instalações em determinado período do ano. Ela surgiu originalmente nos anos 1980, na França, com o objetivo de disponibilizar a estrutura de uma casa ou apartamento a quem não tinha o interesse de usufruir desse imóvel por muito tempo, ou seja, seria um uso de forma sazonal por vários proprietários diferentes. Nos Estados Unidos, começou nos anos 1990 e, no Brasil, vem se despontando.

Goiás é um dos estados onde ele é aplicado. Segundo dados da Caio Calfat Real State Consulting, especializada nesse segmento, atualmente existem 56 empreendimentos em sistema de multipropriedades, distribuídos em 28 cidades de 12 estados brasileiros. Em Pirenópolis, está sendo construído o primeiro desta modalidade, o Quinta Santa Bárbara Eco Resort.

De acordo com Josemar Borges Jordão, diretor da B3 Incorporadora, que participa do grupo empreendedor do Quinta Santa Bárbara Eco Resort, um dos grandes benefícios é a concretização do sonho de se ter uma residência de férias para a família, sem ter o ônus de investir muito num imóvel que passará grande parte do ano ocioso. “Quando a pessoa compra uma segunda residência, investe 100% de despesa para usar apenas 10% do seu tempo disponível. Já com o sistema de propriedade fracionada investe 10% e usufrui 100% do tempo disponível, e o que não utilizar pode ser disponibilizado ao pool hoteleiro”.

O sistema também é benéfico ao meio ambiente, uma vez que evita o uso de recursos naturais na construção de imóveis que permanecerão vazios na maior parte do tempo. “O esgotamento de nossas reservas e serviços naturais impõem uma nova mentalidade de consumo, em que não cabe o desperdício e a subutilização”, observa Josemar.

O Quinta Santa Bárbara Eco Resort está sendo construído em área do Centro Histórico, ao lado da Igreja do Bonfim, em Pirenópolis. Cada um dos 192 apartamentos estão sendo vendidos a 12 ou 24 proprietários — que vão dividir o tempo de uso em quatro ou duas semanas, respectivamente. O mobiliário, enxoval e manutenção das unidades será padronizado e ficará a cargo da administração Hoteleira do resort, trazendo assim comodidade aos usuários.

A outra vantagem do empreendimento é a associação à RCI, programa de intercâmbio de férias que reúne mais de 5.000 Hotéis e resorts no mundo todo. Com isso, o proprietário poderá escolher se quer desfrutar de suas semanas de lazer em Pirenópolis ou trocá-la por estadia em outros resorts associados. “Ele terá a opção de trocar cada uma de suas semanas por um destino diferente. Isso sem prejuízo para o seu direito de propriedade, que permanece e é inclusive hereditário”, explica Adriana. Para Pirenópolis, o resort atrairá turistas de outras regiões do país e até hóspedes internacionais.

O advogado Alessandro Pacheco Pires e a professora Carine Cardoso são também proprietários de uma fração no empreendimento em Pirenópolis. O casal aproveita o tempo disponível para viajar e frequenta muito a cidade. “Gostamos muito de Pirenópolis e de viajar. Fui convencido a adquirir a fração pelo resort em si, mas, principalmente, por ter a possibilidade de explorar outros lugares do Brasil e do mundo. A cidade não tem uma opção de hospedagem tão completa como terá o resort ”, diz Alessandro.

Sobre o Quinta Santa Bárbara Eco Resort

O Quinta Santa Bárbara Eco Resort é uma reestruturação da antiga Pousada Quinta Santa Bárbara, que está na cidade desde início dos anos 1980. Com uma proposta de integração ao conjunto arquitetônico da cidade e respeito ao meio ambiente, o terreno de 60 mil m² será ocupado com edificações em apenas 10% de sua área total, terá 72% de área permeável, e mais de 30 mil m² de áreas verdes, que incluem a área de preservação permanente (APP). As edificações terão altura máxima de 8,5 metros, em até dois pavimentos. A arquitetura será em estilo colonial, conforme exigências do Iphan.

O projeto é uma realização das empresas B3 Incorporadora e Construtora, B3 Hotels, BSA Projetos, Quintas Empreendimentos Turísticos LTDA, JVG Investimentos, Procen Engenharia, Paulo Lima Consultoria e New Time Administração e Marketing. O grupo empreendedor acumula mais de 30 anos de experiência em empreendimentos de lazer, atuando na conceituação, desenvolvimento de projetos, comercialização, gestão de carteira, incorporação, obras de edificações e de infraestrutura. O início das operações está previsto para 2021.

Assessoria de Imprensa da XporY.com — Comunicação Sem Fronteiras

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